Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 49 de 102

Páginas do PDF

Estou Bem

Esperava a mãe e quem apareceu foi o sogro

O presente caso não foi investigado por mim. Quem o fez, em seu momento, foi meu admirado Luis

Ramírez Reyes, um veterano pesquisador mexicano. Em uma das minhas viagens ao México, ele me

contou a história.

A experiência foi vivida por uma mulher a quem chamaremos de Claudia. Tentei conversar com ela,

porém ela declinou. Queria ser capaz de esquecer…

Foi isto que Ramírez Reyes contou:

 

Eu tinha problemas com meu marido…

Estava a ponto de me separar…

Lutava para salvar meu casamento, tanto pelos meus filhos como por nós… Eu o amava…

A verdade é que eu não sabia por que ele tinha deixado de gostar de mim… Foram muitos anos

casados… Não compreendia a situação…

Uma noite, já no meu quarto, com o abajur de minha mesinha de cabeceira aceso e consumida pela

tristeza, pedi para a minha mãe, já falecida, que me guiasse naquela situação angustiante… Queria saber

o que eu deveria fazer. Deveria lutar pelo meu casamento ou o deixaria afundar de vez?

Apaguei a luz e, nesse momento, apareceu meu sogro…

Estava ao pé da cama…

Não podia acreditar. Ele já estava morto havia dois anos!

Era transparente! Eu via através de seu corpo. Via a estante de livros que estava por trás…

 

Claudia e seu sogro. (Cortesia de Luis Ramírez Reyes.)

Ele estava com seu casaco preferido…

Estava com as mãos nos bolsos…

Olhou-me fixamente e falou sem falar…

Não emitiu nenhum som, mas eu o escutei na minha cabeça…

E respondeu à pergunta que eu tinha em mente: “Deixe-o ir! Ele tem outras coisas que fazer”.

Acendi a luz imediatamente e a imagem desapareceu…

Não podia acreditar no que havia acontecido…

Fiquei histérica…

Depois meu marido chegou e me repreendeu. Disse que eu estava louca…

 

Luis Ramírez Reyes insistiu:

– Era seu sogro? Como você pode ter certeza?

– Eu o conhecia. Era ele! Estava vestido com uma calça bege, igual ao seu casaco. Tinha a mesma

altura e o mesmo bigode. Eu o apreciava. Nós nos víamos pouco, mas ele foi o único da família do meu

marido que se comportou corretamente comigo.

– A mensagem lhe serviu para alguma coisa? – perguntou Luis.

– Agora penso que sim. Deixei que ele fizesse o que queria de sua vida. Meu marido estava com outra

mulher… Acabou indo embora. Nós nos divorciamos… Hoje, agradeço muitíssimo o conselho do meu

falecido sogro. Sou muito feliz nesta minha nova etapa…

 

Claudia, contando sua experiência ao jornalista e investigador Luis Ramírez Reyes.