Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 48 de 102

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Estou Bem

“Tenho que ir”

A segunda experiência de Sonia Gómez Rico, a quem eu me referi em páginas anteriores, aconteceu na

Rua Virgen de la Luz, na cidade de La Línea, em Cádiz, Espanha, no ano de 1986.

Ela assim me relatou:

 

Eu tinha treze ou catorze anos…

Era cedo. Talvez lá pelas 7h da manhã…

Eu estava estudando na sala da minha casa…

Lembro que a luz estava acesa. Era inverno…

De repente, vi que as cortinas da sacada se mexiam…

Achei estranho. Tudo estava fechado…

Então eu vi…

Era o avô da Natalia, uma amiga minha. Ele se chamava Enrique Garralón.

Eu o conhecia. Já o havia visto muitas vezes na casa ao lado. Ali vivia um filho desse homem.

Ele estava de pé, a cerca de 1,50 metro do sofá onde eu me encontrava…

Era transparente. Eu podia ver através dele…

Não estava com sua habitual bengala. Na casa do filho, o velho sentava-se e apoiava as mãos sobre

uma bengala…

Vestia calça escura e paletó…

E disse-me: “Vim aqui para me despedir… Tenho que ir. Adeus…”.

E desapareceu.

 

Sonia estava no sofá da sala, estudando, quando o médico apareceu. Caderno de campo J. J. Benítez.

Ele era médico…

Eu só o via até os joelhos. Não vi o resto do corpo…

Deu-me a sensação de que estava com pressa…

Levantei-me. Olhei as cortinas e a sacada, mas tudo estava em ordem. Não havia nenhuma corrente de

ar…

Então, continuei estudando…

 

Naquela manhã, por volta das 8h, Sonia comentou com sua mãe o que havia acontecido. E a garota

disse:

– O avô de Natalia está morto.

Sonia foi para a escola e a mãe foi averiguar.

 

Sonia Gómez Rico. (Foto: Blanca.)

 

O avô havia passado mal na noite anterior. Morreu às 7h15 daquela manhã, justamente a hora em que

ele foi visto pela jovem.

Insisti no assunto da transparência, e Sonia reafirmou uma e outra vez:

 

– Vi o corpo, mas somente até os joelhos. O resto não existia…

 

Ao que parece, nada na sala foi afetado pela presença dele. A família não observou queimaduras nas

cortinas ou nos móveis das proximidades. Tudo parecia normal.

O médico, segundo o testemunho de Sonia, não se apresentou a nenhum membro da família.

 

– Eu o conhecia desde criança. Sentia um grande apreço por ele…