Estou Bem
“Ninguém acreditou em mim”
Naquele sábado, 1 o de dezembro, eu havia combinado de encontrar-me em Madri com Mayra al
Shadily.
Era a testemunha de um interessante caso de óvni ocorrido na América.
E tivemos uma primeira entrevista.
Ao terminar, quando nós nos despedíamos, Mayra, que sabia do meu interesse pelos “ressuscitados”,
apontou para sua irmã Egta, que nos acompanhava em silêncio, e comentou:
– Ela viu um tio nosso, falecido…
E escutei outra experiência, aparentemente impossível:
Egta. (Foto: Blanca.)
Caderno de campo de J. J. Benítez.
– Meu tio – explicou Egta – chamava-se Evelio Rivas…
“Faleceu no dia 13 de dezembro do ano 2000…
“Um micro-ônibus o atropelou ao sair da estrada…
“O veículo capotou e caiu sobre o meu tio, esmagando-o…
“Não se pôde fazer nada por ele…
“Morreu a caminho do hospital…
“Não pudemos nem falar com ele…
“O acontecimento teve lugar em Chinandega, Nicarágua…
“Pois bem, durante dez dias a família procurou o testamento, mas não o encontraram…
“Estavam desesperados. Sabiam que Evelio guardava dinheiro, porém, não sabiam onde…
“Colocaram a casa de pernas para o ar, mas nada de encontrar…
“E um dia, mais ou menos umas duas semanas depois de sua morte, fui deitar para tentar dormir…
“Mas, não cheguei a dormir…
“Então, vi meu tio Evelio…
“Estava ao meu lado esquerdo, perto da cama…
“Usava a camisa que vestia quando faleceu.
“Ele me chamou:
“– Egta!… Egta!…
“Assustei-me…
“Então ele falou:
“– Diga a Edelmira que vá ao banco e saque esse dinheiro…
“E me deu o nome do banco e o número da conta. Tinha seis dígitos. Edelmira era sua mulher…
“E, então, desapareceu…
“Na manhã seguinte, contei a todos em casa, mas ninguém da família acreditou em mim…”
Evelio. (Cortesia da família.)
– Você se lembra do número da conta?
Egta negou com a cabeça. E acrescentou:
– Esqueci logo depois.
– Foram ao banco?
– Que eu saiba, não.
– O dinheiro, então, continua ali…
Egta e Mayra encolheram os ombros.
– Quem sabe…
– Tem certeza de que era o seu tio?
– Absoluta. Estava de pé e vestia uma camisa de manga longa e calça clara.
– Era a sua voz?
– Sim, embora não movesse os lábios. A voz, no entanto, chegava até a minha cabeça.
– Você está me dizendo que usava a mesma camisa de quando ele faleceu. Estava manchada de sangue?
– Não, eu a vi limpa e bem passada.
Não fiz mais perguntas.