Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 98 de 102

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Estou Bem

“Ninguém acreditou em mim”

Naquele sábado, 1 o de dezembro, eu havia combinado de encontrar-me em Madri com Mayra al

Shadily.

Era a testemunha de um interessante caso de óvni ocorrido na América.

E tivemos uma primeira entrevista.

Ao terminar, quando nós nos despedíamos, Mayra, que sabia do meu interesse pelos “ressuscitados”,

apontou para sua irmã Egta, que nos acompanhava em silêncio, e comentou:

– Ela viu um tio nosso, falecido…

E escutei outra experiência, aparentemente impossível:

 

Egta. (Foto: Blanca.)

Caderno de campo de J. J. Benítez.

 

– Meu tio – explicou Egta – chamava-se Evelio Rivas…

“Faleceu no dia 13 de dezembro do ano 2000…

“Um micro-ônibus o atropelou ao sair da estrada…

“O veículo capotou e caiu sobre o meu tio, esmagando-o…

“Não se pôde fazer nada por ele…

“Morreu a caminho do hospital…

“Não pudemos nem falar com ele…

“O acontecimento teve lugar em Chinandega, Nicarágua…

“Pois bem, durante dez dias a família procurou o testamento, mas não o encontraram…

“Estavam desesperados. Sabiam que Evelio guardava dinheiro, porém, não sabiam onde…

“Colocaram a casa de pernas para o ar, mas nada de encontrar…

“E um dia, mais ou menos umas duas semanas depois de sua morte, fui deitar para tentar dormir…

“Mas, não cheguei a dormir…

“Então, vi meu tio Evelio…

“Estava ao meu lado esquerdo, perto da cama…

“Usava a camisa que vestia quando faleceu.

“Ele me chamou:

“– Egta!… Egta!…

“Assustei-me…

“Então ele falou:

“– Diga a Edelmira que vá ao banco e saque esse dinheiro…

“E me deu o nome do banco e o número da conta. Tinha seis dígitos. Edelmira era sua mulher…

“E, então, desapareceu…

“Na manhã seguinte, contei a todos em casa, mas ninguém da família acreditou em mim…”

Evelio. (Cortesia da família.)

 

– Você se lembra do número da conta?

Egta negou com a cabeça. E acrescentou:

– Esqueci logo depois.

– Foram ao banco?

– Que eu saiba, não.

– O dinheiro, então, continua ali…

Egta e Mayra encolheram os ombros.

– Quem sabe…

– Tem certeza de que era o seu tio?

– Absoluta. Estava de pé e vestia uma camisa de manga longa e calça clara.

– Era a sua voz?

– Sim, embora não movesse os lábios. A voz, no entanto, chegava até a minha cabeça.

– Você está me dizendo que usava a mesma camisa de quando ele faleceu. Estava manchada de sangue?

– Não, eu a vi limpa e bem passada.

Não fiz mais perguntas.