Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 102 de 102

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Estou Bem

Alguns títulos publicados por J. J. Benítez pela Editora Planeta no Brasil

ALGUNS TÍTULOS PUBLICADOS POR J.J. BENÍTEZ

 

 

PELA EDITORA PLANETA NO BRASIL

 

A rebelião de Lúcifer

Cavalo de Troia 1 - Jerusalém

Cavalo de Troia 2 - Massada

Cavalo de Troia 3 - Saidan

Cavalo de Troia 4 - Nazaré

Cavalo de Troia 5 - Cesareia

Cavalo de Troia 8 - Jordão

Cavalo de Troia 9 - Caná

Encontro na montanha vermelha

 

Existiu outra humanidade

Meus enigmas favoritos

O dia de relâmpago

O enviado

O mistério da Virgem de Guadalupe

O Testamento de São João

Os astronautas de Yaveh

1 As Festas de Pilar são as festas da padroeira da cidade de Zaragoza, em Aragão, na Espanha, que se celebram em homenagem a Nossa Senhora do Pilar, a Virgem do Pilar, invocação mariana católica. O evento ocorre na semana de 12 de outubro e pode durar até dez dias. (N. da T.)

2 Blocao: corruptela do alemão blockhaus (casa de troncos). Trata-se de uma fortificação de pequenas dimensões, fácil de transportar, que abriga grupos reduzidos de tropas. (N. do A.)

1 Segundo as notícias que eu tinha de anos atrás, uma vizinha do povoado de Alcalá de Guadaíra, em Sevilha, tinha protagonizado um evento intrigante. Ao que parece, ela foi transferida para o referido Hospital de Valme quando estava prestes a dar à luz. Por razões que desconhecia naquele momento, a mulher permaneceu num corredor (deitada em uma maca), à espera de que a levassem para a Sala de Partos. Entretanto, o parto se antecipou. Nesse momento crítico, um médico se apresentou e ajudou a mulher a dar à luz. No jaleco podia-se ler seu nome: López de la Manzanara. E então o médico desapareceu. Pois bem, o desconcertante é que o dito médico havia morrido algum tempo atrás, em decorrência de um acidente de trânsito. Apesar dos meus esforços, não consegui me encontrar com a mulher em questão. A senhora não desejava falar sobre o assunto. Tentei entrar em contato, como digo, com o pessoal do posto de saúde. Alguém tinha que saber algo, supondo que o caso fosse real. (N. do A.)

1 A frase me soa tão familiar… (N. do A.)

1 Casa Cuna de Cádiz, a Antiga Casa do Orfanato de Cádiz. (N. do T.)

2 Segundo estudos de Julio Pérez Serrano, a mortalidade na Casa Cuna de Cádiz foi impressionante. Conforme menciona em La Casa de Expósitos de Cádiz en la primera mitad del siglo XIX, cerca de 70% das crianças acolhidas ali não conseguiram sobreviver. Isso supõe uma média de 375 crianças falecidas por ano. Os dados existentes no século XVIII são arrepiantes. Entre 1785 e 1789, a Casa Cuna recebeu 2.067 crianças. Dessas, pereceram 1.442. (N. do A.)

1 Dias antes dessa reunião com Renato Martin, em Lima, recebi uma mensagem de María Adela Martínez Palencia, da região de Tobarra, em Albacete (Espanha), na qual, entre outras questões, ela dava uma possível explicação ao frio que acompanha os “ressuscitados”. Segundo as leis da termodinâmica, o morto não transmite frio. O que ele faz é absorver calor. Com ele, talvez, consiga materializar-se (?). (N. do A.)

1 Ampla informação sobre a morte do pai de J. J. Benítez no livro Enfim Livre!.

2 Página oficial na web de Juanjo Benítez: www.jjbenitez.com.

1 “Incunábulo” é um livro impresso nos primeiros tempos da imprensa, com tipos móveis. Refere-se às obras impressas entre 1455, data aproximada da publicação da Bíblia de Gutenberg, e 1500, imitando os manuscritos. Paulatinamente, os livros impressos abandonaram as características do livro manuscrito. A origem da palavra vem da expressão latina in cuna (no berço), referindo-se, assim, ao berço da tipografia. (N. do T.)

1 O tabuleiro Ouija – ou tábua Ouija – foi criado para ser usado como meio de comunicação com os espíritos. É feito de uma superfície plana, com letras e números (ou outros símbolos), e se coloca em seu centro um indicador móvel, por exemplo, um copo. Os participantes colocam seus dedos sobre o indicador móvel, que então se move pelo tabuleiro para responder a perguntas e enviar mensagens. No Brasil, é conhecido como “jogo do copo” ou “brincadeira do copo”. (N. do T.)

2 Na saga Cavalo de Troia, Eliseu denomina esse “novo mundo” como MAT-1. (Mais informações em Cavalo de Troia 6 – Hermon.)

3 Graças ao trabalho árduo do investigador de Múrcia, Juan Antonio Ros, pude verificar que as obras na Plaza Mayor de Pliego foram iniciadas em 27 de março de 2008. Tempo de duração: cinco meses. Isso quer dizer que, na madrugada de 10 de abril de 2008, data do sonho de Charo, as obras já tinham começado. Ela, que se encontrava em Barcelona, “viu” isso nos sonhos. Se a “visão” das obras foi real, por que negar o resto do sonho? (N. do A.)

1 Doença de Addison é o nome dado à condição em que as glândulas suprarrenais (também chamadas de glândulas adrenais) não são capazes de produzir quantidades suficientes de seus hormônios. (N. do A.)

1 Mari Cruz Estors, a amável senhora que se comunica na carta, se refere ao “percalço” que sofri em julho de 2002. Em consequência de um atentado, estive a ponto de morrer. (N. do A.)

1 O efeito estroboscópico é provocado por um dispositivo óptico que, ao girar, dá a sensação de movimento. (N. do A.)

1 Seis meses antes de sua morte, que ocorreu no dia 3 de abril de 1897, Brahms se reuniu com o escritor norte-americano Arthur M. Abell na cidade de Viena, Áustria. Abell entrevistou o músico durante três horas. Foram testemunhas o violinista Joseph Joachim, amigo de Brahms, e um funcionário da Embaixada dos Estados Unidos em Viena, que atuou como taquígrafo. Brahms exigiu que o escritor não publicasse aquelas declarações até que se passassem quinze anos de sua morte. E assim foi. A conversa foi registrada palavra por palavra e não saiu à luz até 1964, num livro cujo título é: Charlas con grandes compositores. Na entrevista, o compositor e pianista alemão reconheceu que a maior parte de sua obra “vinha do alto”, tendo sido recebida em estado de transe. No referido livro – publicado pela editora Schroder-Verlag, na Alemanha –, Brahms confessou que “todos os temas que irão perdurar em minhas composições me chegaram desse modo”. “Foi uma experiência tão sublime”, manifestou a Abell, “que não me atrevi a falar dela com ninguém. Nem sequer com Joseph Joachim. Senti nesses instantes que estava me sintonizando com o Infinito… Não há experiência que se aproxime disso”. (N. do A.)

2 Então eu compreendi por que os prêmios não têm sentido… (N. do A.)

1 Relativo à cidade de Cádiz, na Andaluzia, Espanha. (N. do T.)

2 Página ou livro numerado. Neste caso, livreto de inscrição marítima da Marinha de Guerra Espanhola. (N. do A.)

1 O romance em questão, cujo título é El habitante de los sueños, faz parte de uma trilogia. Foi enviado também a um alto executivo de uma editora, que o recusou assegurando que “não era um livro comercial.” (N. do A.)

1 Por curiosidade (?), ao saber em que página Moreno fechou o Cavalo de Troia, fiz algumas consultas. O número 209, segundo a Cabala, tem o mesmo valor numérico que “regressar, voltar, chorar, lamentar e partir”. O pai de Moreno, de fato, “regressou, partiu e voltou” à realidade. E Moreno “lamentou e chorou”. (N. do A.)

1 Mais informação sobre esse acontecimento no livro A quinta coluna.

1 Em meu próximo livro – Pactos y señales –, explicarei o que há de assombroso nessa coincidência… (N. do A.)

1 Do Mestre aprendi que o Número Um, o Pai, é azul. (Mais informação no livro Cavalo de Troia.)

1 Estimada amiga: nunca tive secretária. Sempre leio as cartas que chegam a mim. Todas. Outra questão é que eu responda.

2 Meu endereço postal é: Apartado Postal de Correos 141. Barbate (11160), Cádiz, Espanha.

3 A técnica da “geladeira” é antiga. Ao voltar a entrevistar a testemunha depois de algum tempo, se ela estiver inventando, é difícil que mantenha a primeira versão dos feitos. Sempre muda o que foi narrado inicialmente. (N. do A.)

4 A cena me fez recordar o narrado por João em seu evangelho (capítulo 20, versículo 17), quando Maria Madalena viu o Mestre ressuscitado. “Jesus lhe disse: ‘Não me toques, porque ainda não subi ao Pai’.” (N. do A.)

1 Conheço essa frase, me parece tão familiar… (N. do A.)

1 Essa pequena frase me soa tão familiar… (N. do A.)

1 A história de Juan Miguel Cortés figura em Pactos y señales, um próximo livro que será apresentado e que de certo modo é consequência de Estou bem. (N. do A.)

2 Segundo averiguações posteriores de Juan Antonio Ros, Benito Martínez Serna faleceu em 14 de julho de 1970, aos 86 anos. (N. do A.)

1 O pessoal do presídio facilitou-me a seguinte informação sobre o “procedimento para receber visitas”: “Quando uma pessoa chega à instituição (o visitante) deve mostrar seu documento de identidade e assinar um livro de registro de visitantes. Seu nome será comprovado novamente na lista de visitantes do presidiário… Terá que assinar um documento em que declara que não porta nenhum objeto que possa ser uma ameaça para a segurança da instituição… O pessoal permanece na sala de visitas o tempo todo, supervisionando cada visita. A sala pode dispor ou não de câmaras de segurança ou outros equipamentos… Para fazer uma visita, deve constar na lista aprovada pelo presidiário e pela instituição. A dita lista inclui: família direta (mãe, pai, padrastos, pais adotivos, irmãos, irmãs, mulher e filhos. Os cônjuges são considerados família direta, sempre e quando o Estado reconheça estas uniões). Outra família: avós, tios, tias, cunhados e primos. Amigos e sócios: a lista de visitas do interno não deve incluir mais de dez amigos ou sócios… Há 117 prisões federais nos Estados Unidos. As visitas variam em função do lugar. Cada presidiário tem direito a quatro horas de visita por mês”. (N. do A.)

1 Relação dos marinheiros desaparecidos do Joven Alonso: Esteban Mendonza Malía, Fernando López Infante, José Pérez Quintero, Francisco Miralles Sánchez, José Malia Domínguez, Tomás Narváez Muñoz, Francisco Domínguez Acuña, José Román Rodríguez, José Miralles Sánchez, Antonio Galindo Sánchez, Francisco Ramos Miralles, Sebastián Díaz Barrios, Manuel Varo López, Antonio Martín Martínez, Manuel Muñoz Foncubierta, Manuel Duarte Quiñones, Antonio Bravo Meléndez, José Tamayo Pérez, José González Bosutil, Tomás Hernández Payes, José Manzorro Herrera, Juan Trujillo Robles, Manuel Ureba Salas, Joaquín Martín Figueroa, Francisco Bernal Ramos, Cristóbal Leal Camacho, José Foncubierta Ramírez, Antonio Marín Escámez, Agustín Ramírez Marín, Alfonso Doncel-Moriano Bermúdez, Juan Pérez Trujillo, Manuel Pacheco Guerrero, Sebastián Ponce Vélez, Francisco López Sánchez, Juan Leal Ramírez, Diego Varo Oliva, Fernando López Sánchez, Manuel Gallardo Aragón, Juan Pérez Ramírez.

2 Algum dia eu irei me dedicar a finalizar o romance sobre a tragédia do Joven Alonso. Seu título é Viento de levante. A tristeza tomou conta de mim e interrompi a redação. Quem sabe… (N. do A.)

1 Mais informação sobre MAT em Cavalo de Troia 6 – Hermon; Cavalo de Troia 9 – Caná; e Enfim livre.

1 A ranchera é um gênero da música mexicana tradicional. Ainda que intimamente associada aos mariachi, que evoluíram em Jalisco no período pós-Revolução Mexicana, as rancheras também são executadas por grupos chamados conjunto norteño ou banda duranguense. (N. do T.)

2 Javier Solís nasceu no México. Seu nome era Gabriel Siria Levario. Foi o rei do bolero rancheiro. Faleceu em 1966. Entre as suas canções mais populares, destacam-se: Sombras, nada más e En mi viejo San Juan. (N. do A.)

1 A versão oficial sobre a morte do papa João Paulo I continua suspeita. Não foi o irlandês John Magee quem encontrou o cadáver, mas uma religiosa, soror Vicenza Taffarel. Segundo a declaração da monja, o papa tinha vomitado. Seus óculos e seus sapatos estavam cheios de vômito. Ambos foram retirados e não chegaram a ser submetidos aos exames de perícia.

João Paulo I pretendia esclarecer as obscuras finanças vaticanas. Nessa data, os lucros do Banco do Vaticano rondavam ao redor

dos US$ 10 bilhões. O Vaticano tinha ações e interesses na indústria armamentista, no setor farmacêutico (inclusive na fabricação de preservativos e pílulas anticoncepcionais), no setor imobiliário, na venda de diamantes e na lavagem de dinheiro, entre outras atividades. João Paulo I descobriu tudo isso e tratou de trazer as informações à luz. Os banqueiros Calvi e Sindona e o arcebispo Marcinkus, entre outros, não consentiram. “Faltaram-lhe forças”, explicaram as fontes oficiais do Vaticano. Portanto, melhor parar por aqui… (N. do A.)

1 Sánches-Albornoz era licenciado em Filosofia e Letras (1913), com premiação extraordinária. Doutorou-se pela Universidade de Madri e foi o número um nas oposições ao Corpo de Arquivos e Bibliotecas. Exerceu a cátedra nas universidades de Madri, Barcelona, Valladolid e Valência. Em 1926 foi designado acadêmico de História e entre 1923 e 1934 ocupou o cargo de reitor da Universidade Central. Foi deputado por Ávila e ministro de Estado em 1933. Ao estourar a Guerra Civil Espanhola, exilou-se na Argentina. Entre 1962 e 1971 foi presidente do Governo da República Espanhola no exílio. Em 1976, regressou à Espanha. (N. do A.)

1 O general Sabino Fernández Campo foi chefe da Casa do Rei de 22 de janeiro de 1990 até 8 de janeiro de 1993. Foi amigo pessoal de J. J. Benítez. (N. do E.)

1 Em dezembro de 1975 – como conto em Ricky B –, um ônibus sofreu um estrondoso acidente entre o povoado de Holactún e Ticopó, em Yucatán. Resultado: cinco passageiros mortos e seis feridos. Entre os falecidos se encontrava a mulher que eu investigava naquele momento. (N. do A.)

1 Manuel Gago García, pai do meu correspondente, foi o criador e desenhista da popular série de quadrinhos El Guerrero del Antifaz, de muito sucesso após a Guerra Civil Espanhola. A esta série se seguiram Purk, el hombre de piedra, El pequeño luchador, El espadachín enmascarado e Piel de lobo, entre outras. No total, criou 52 coleções. Durante 22 anos (1944 a 1966) desenhou diariamente, por dezesseis horas. Ao longo de sua carreira artística, desenhou 27 mil páginas. Foi um homem simples, de ética impecável e de uma bondade inata. Um “santo ateu”. Faleceu em Valência aos 55 anos de idade, quando se encontrava desenhando o número 111 das Nuevas Aventuras del Guerrero del Antifaz. (N. do A.)

1 O padre Pío (Francisco Forgione de Nuncio) nasceu em maio de 1887 em Pietrelcina, Nápoles, sul da Itália. Foi monge capuchinho. Atribuem-se a ele numerosas curas milagrosas, assim como fenômenos de bilocação e telepatia. Foi famoso também pelos estigmas em suas mãos. Faleceu em setembro de 1968, aos 81 anos de idade.

1 Teresa de Lisieux, Marie-Françoise-Thérèse, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, nasceu em Alençon, França, em 1873. Faleceu no dia 30 de setembro de 1897. Foi proclamada Doutora da igreja católica em 1997. É conhecida como Doutora do Amor. Sua obra mais importante é A história de uma alma. A ela se atribuem numerosas curas e prodígios. Quando Jessica a viu, ela já estava morta havia 99 anos. (N. do A.)

1 A guayabera é uma peça de roupa masculina. É uma camisa de manga curta ou longa, com bolsos, adornada com pregas verticais e às vezes com bordados. O termo vem do nome da fruta guayaba (graviola), que era guardada nesses bolsos. (N. do T.)

1 Álvaro nasceu na Cidade do Panamá, em 1933. É filho de um espanhol com uma panamenha. Publicou doze títulos sobre poesia, contos, teatro, jornalismo e literatura infantil. Ganhou o Prêmio Nacional de História em 1964. Atualmente é diretor de Educação e Cultura da Prefeitura do Panamá. Foi indicado para o Prêmio Nobel de Literatura. (N. do A.)

2 Marcha da Fome e do Desespero. (N. do T.)

1 Tendo em vista o que está sendo exposto neste livro, entendo que o conceito de “vivo” deveria ser reconsiderado. Quem está mais vivo: o vivo ou o morto? (N. do A.)

1 Gentilício de quem nasce na cidade de Barbate, Cádiz, Espanha. (N. do T.)

2 “Pesqueiro” aqui significa viveiro natural de peixes. (N. do T.)

3 A tripulação, nesse momento, era composta por 25 homens. (N. do A.)

1 Pañolón é um xale que abriga costas e braços, usado por mulheres, geralmente feito de seda em cores vibrantes e com bordados, reservado para ocasiões especiais. (N. do T.)

2 Cartuxo é uma pessoa que decide se dedicar à Ordem dos Cartuxos, ordem religiosa católica semieremita de clausura monástica, surgida no século XI. (N. do T.)

3 O currículo assim diz: “Sr. Pedro María… Sobrenome: de Soto Domecq… Nome de batismo: Pedro (Excelentíssimo Sr. Conde de Puerto Hermoso)… Nascido dia 15 de outubro de 1902 em Jerez de la Frontera… Diocese de Sevilha… Província de Cádiz… Nome e sobrenome dos pais (indicar se faleceram): Excelentíssimos Senhores Marqueses de Arienzo e Condes de Puerto Hermoso, Sr. Fernando Soto y Aguilar e Sra. Carmen Domecq, mortos…

Estado antes de entrar na religião: diplomata.

Postulante em Miraflores no dia 21 de novembro de 1947

Noviço ali mesmo, dia 18 de março de 1948

Profissão de votos simples em Miraflores, dia 25 de março de 1949 Profissão de votos solenes ali mesmo em 25 de março de 1953

Tonsura em Miraflores no dia 18 de abril de 1953

Ordens menores em Miraflores, dias 19 e 26 de abril de 1953

Diácono em Miraflores, dia 19 de setembro de 1953

Ordenado sacerdote em Miraflores, dia 13 de março de 1954

Endereço da pessoa à qual se deve escrever em caso de morte: Ao Excelentíssimo Sr. Marquês de Santaella – Jerez de la Frontera… Indicar as mudanças de casa com as datas (se for possível) e fazendo menção, juntamente com as datas, dos cargos que teve em cada casa.

Dia 22 de maio de 1955 foi nomeado procurador. No Capítulo Geral de 1963 foi nomeado primeiro prior da Ordem dos Cartuxos de Scala Coeli, Évora, Portugal. Foi-lhe feita misericórdia da visita canônica no dia 3 de julho de 1972 e vai à Ordem dos Cartuxos de Porta Coeli, Valência. Morreu dia 28 de agosto de 1980 em Porta Coeli”.

4 Reproduzo, na íntegra, o escrito pelo prior de Évora:

“Algumas lembranças dele ou do que ele nos contava”

Ao terminar a carreira diplomática, desejou obter o número 1 para pedir Roma, mas “apenas” conseguiu o 2, e foi para Londres.

Dali para Washington. Estava há nove anos nas embaixadas quando veio a República, e, para não servi-la, pediu uma licença. Como estava solteiro, assumiu a direção da famosa empresa familiar de vinhos. Ocorreu-lhe fazer de uma cor diferente as ações de cada um dos irmãos. Nessa ocupação foi soando cada vez mais forte a voz de Deus, chamando-o para a Ordem dos Cartuxos. E respondeu generosamente.

Contam-se lendas sobre sua vocação. O que, sim, é verdade é que não disse nada para ninguém. Para despistar, pediu ao criado de

quarto que comprasse uma passagem de leito para Irún. Ao subir, pediu ao interventor que o despertasse em Burgos. O interventor abriu os olhos, cheio de estranheza…

Seus primeiros anos foram heroicos. Pela primeira vez sentava-se num duro assento de madeira… Não falaremos nada da fome e

do frio de Miraflores… Mas era a época do fervor do pós-guerra. Não foi o único escolhido por Deus entre os ricos e famosos. Cada sábado, os noviços varriam o noviciado: encontraram na fila para a clausura, levando, de brincadeira, a vassoura ao ombro, o conde de Puertohermoso, o marquês de Buniel, o conde de Tobar, o decano de Georgetown de Washington… A isso se referia Calvo Sotelo quando, em sua comédia A muralha, a sogra exclama: “E não vai se meter a virar cartuxo, que agora já está na moda!”.

Em 1955 foi nomeado procurador de Miraflores. Nesse momento Miraflores tinha dinheiro para viver até maio e o resto do ano

pagava a Grande Ordem dos Cartuxos. O Sr. Pedro decidiu abrir uma granja de frangos para onze mil aves. Com sua administração, uns anos depois, a casa era autossuficiente.

Ao mesmo tempo era o formador de candidatos, igualmente numerosos para os Irmãos. Até vinte o ouviam… Preparado por toda essa experiência, foi nomeado em 1963 primeiro prior da nova fundação da Ordem dos Cartuxos em Portugal,

Santa Maria Scala Coeli, em Évora. Em seguida chamou como colaboradores dois jovens de Miraflores: um nascido na região de Astúrias, que tinha estudado veterinária para ajudá-lo a criar um galinheiro e um laticínio, e a mim, para ajudá-lo na direção da comunidade como seu vigário, seu segundo de bordo.

Scala Coeli estava em ruínas, e seu proprietário a reconstruiu e a devolveu à Ordem. Esse senhor era o conde de Vil´alva, o segundo

aristocrata português, como demonstra o feito de que, convidadas as Casas Reais à conclusão do Concílio, os duques de Bragança, herdeiros da coroa, assistiram acompanhados dos condes de Vil´alva. A pessoa, a personalidade, do Sr. Pedro, outro conde, facilitou enormemente as relações com o magnata restaurador.

Em Badajoz contava-me que a glória da sua família era o descobridor da Flórida, mas que os títulos vinham de uma Sánchez de

Badajoz. Comentava-me que o título de Puertohermoso tinha a tradição de, por casualidades, não ter passado de pai para filho, o que se havia repetido, pois a ele sucedeu seu irmão dom Fernando, e ele, ao professar, o deixou para seu sobrinho “Fernandito”.

O Sr. Pedro instalou aqui (Ordem dos Cartuxos de Évora) um galinheiro com oito mil galinhas poedeiras. E formou um rebanho de

gado com vacas de raça pura charolesa que chegou a ser o maior da península, com o melhor procriador charolês do mundo, medalha de ouro.

A propriedade, de oitenta hectares, era atravessada por um pequeno rio. O Sr. Pedro o desviou com um muro, fazendo um belíssimo

pântano de 5 metros de profundidade, que se pode ver nessas fotos. Nenhuma Ordem dos Cartuxos possui algo semelhante. Assim, com a parte alta regava a baixa, logo, em vez de alimentar vinte cabeças, alimentava quarenta. O conde de Vil´alva disse-lhe: “Padre, sou engenheiro agrônomo, sou o proprietário, e cresci aqui, nunca me passou pela mente fazer isto, e vem um monge aqui e é ele que melhora a minha propriedade”. “Para alguma coisa devem servir as orações”, respondeu-lhe.

Sua principal preocupação e ocupação foi o noviciado. Dos seis cartuxos portugueses professos ou doados da Scala Coeli, cinco

foram admitidos e formados por ele; posteriormente a Ordem pôs nosso noviciado em Miraflores.

Uma fundação é um trabalho pesado, cansativo e desgastante, basta ler sobre as Fundações de Santa Teresa. Inclusive, ele padecia

de insuficiência na tireoide, e sua fadiga aumentava muito.

(Justamente a essa enfermidade se atribuíam suas pálpebras inchadas e sua corpulência.) Por isso, em 1972 retirava-se para Porta

Coeli, em Valência. Devido a um câncer, faleceria no dia 28 de agosto de 1980, e ali está enterrado.

1 La Levante: nome genérico das comarcas mediterrâneas da Espanha (por ficarem no leste, o levante, onde o sol se levanta), especialmente dos antigos reinos de Valência e Múrcia. No caso, a pessoa se refere ao fato de que a pessoa citada é dessa região. (N. do T.)

A vida após a morte é um mistério que, ao mesmo tempo, instiga e amedronta diante de tantos

relatos e histórias sobre manifestações envolvendo o “lado de lá”. Neste livro, que J.J. Benítez

escreveu a partir de relatos de pessoas que dizem ter se comunicado com os mortos ou ter

presenciado fenômenos e aparições de entes e amigos que se foram, esse medo se dissipa,

permitindo um tipo de entendimento e a discussão de algumas questões envolvendo esse

enevoado universo – desde que se tenha a cabeça aberta para esse tipo de conhecimento.

Benítez conta que suas investigações sobre o mundo dos mortos e dos espíritos iniciou-se por

acaso, em 1968, quando fazia pesquisas sobre o fenômeno dos óvnis. “Na época, não sabia por

que acabei me envolvendo com isso. Mas, agora, após décadas de trabalho, sei a razão de tê-lo

feito. Nada é por acaso e nada é o que parece ser.”

A seguir, algumas das mensagens que os mortos passaram aos vivos entrevistados pelo autor:

 

“Estamos aqui, mas

em outra dimensão.”

 

“Tudo está escrito.”

 

“Aqui ninguém julga ninguém.”

 

“Deus é azul.”

 

“Não podemos voltar.

Isso nos foi proibido.”

 

“Não chore mais. Estou bem.”

 

© Iván Benítez

 

J. J. Benítez (Juanjo para os amigos) nasceu em 1946, em Pamplona, na Espanha.

É formado em jornalismo pela Universidade de Navarra e mundialmente conhecido pela saga

Cavalo de Troia, uma série de nove livros – editada no Brasil pela Planeta – sobre a

experiência de militares americanos que viajaram no tempo para acompanhar a vida de Jesus

de Nazaré.

Seus mais de 50 livros já ultrapassaram 6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

 

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O incansável e curioso escritor espanhol J. J. Benítez relata, a partir de suas pesquisas,

 

experiências envolvendo o mundo dos mortos neste que é seu 57° livro.

 

Em textos curtos, ele apresenta testemunhos de pessoas que entraram em contato, de alguma

maneira, com entes queridos que faleceram. Ilustrando as histórias, fotos, esquemas, mapas e

croquis ajudam na compreensão dos episódios.

 

Segundo o autor, este é um livro para quem tem medo da morte e para os que a associam ao que

há de mais macabro. Na visão de Benítez, os conceitos de vivo e morto e a linha que divide

esses dois mundos precisam ser revisados.

 

“O que está escrito aqui vai diminuir o medo da morte e aumentar

 

a esperança.” – J.J. Benítez

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J. J. Benítez

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