Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 62 de 102

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Estou Bem

O rei e o sabino

À vista do exposto sobre o caráter mágico dos sonhos, entendo que devo ser corajoso e publicar

também os meus; pelo menos os que vivi na noite de 23 de maio de 1995 e na madrugada de 4 de janeiro

de 1996.

Foi tão impactante que eu o escrevi assim que despertei.

Eis aqui o conteúdo do primeiro sonho (?), tal como me lembro:

 

O rei Juan Carlos I. Atrás, Sabino Fernández Campo. (Foto: EFE.)

Texto do primeiro sonho de J. J. Benítez. (Arquivo J. J. Benítez.)

 

Via o rei Juan Carlos num lugar que poderia ser uma igreja (?)…

Na metade do sonho, alguém dispara um rifle contra ele…

Dispara de trás de uma cortina…

Vejo depois o rei caído no chão (há bancos como os das igrejas)…

Ele está com os olhos abertos…

Alguém diz (?) que não está morto, que o tiro foi disparado por segurança (?) para que ele saísse do

recinto…

O curioso é que vejo a pessoa que disparou (eu a vejo por trás) e é alguém da sua própria escolta…

… (Nome censurado) parece saber de tudo o que está acontecendo…

 

Texto do segundo sonho. (Arquivo J. J. Benítez.)

 

Tiram o rei do templo ou da igreja, embora já não o veja mais (ou não me lembro de tê-lo visto).

É incrível que eu me lembre de um sonho e tão nitidamente…

Por quê?…

Não vejo sangue no rei: só os olhos abertos…

 

O segundo sonho se produziu 225 dias depois.

Isto foi o que escrevi, assim que despertei:

 

Dia 4-1-96. De madrugada: estranho sonho…

Aparece um Sabino Fernández Campo morto…[1]

Falo com ele, mas não lembro o que conversamos…

Fim do sonho…

 

Sinceramente, não encontro uma explicação coerente, embora eu saiba que o Mestre falava da “pérola

que se oculta nos sonhos”.

Naturalmente, fiz os cálculos, mas os resultados são débeis, ou não consigo encontrar conexão…

Sabino faleceu dia 26 de outubro de 2009, ou seja, treze anos depois do sonho. Não encontro sentido,

embora também seja certo que não consigo recordar o que me disse ou o que conversamos.

O que, sim, me parece estranho é que os papéis nos quais escrevi os respectivos sonhos tenham

aparecido quando estou imerso na redação do livro Estou bem. Isso aconteceu na tarde de 26 de

fevereiro de 2013. Os papéis em questão se encontravam no fundo dos meus arquivos (mais afundados no

esquecimento do que o Titanic). E, ah, que casualidade, eles surgem nesse exato momento…

Fui buscar recursos na Cabala, e isto foi o que eu encontrei: a data do primeiro sonho (23 de maio de

1995), somando os dígitos, equivale a 23 mais 5 mais 1 mais 9 mais 9 mais 5 = “7”. Na Cabala, o 7 tem

o mesmo valor numérico que “morrer” ou “perecer” (!).

Por sua parte, “225” equivale a “sinal” ou “indício”.

“225” reduzido a um só número (2 mais 2 mais 5) resulta “9”, que na Cabala equivale a “adivinho”.

Fica o aviso…