Estou Bem
Tridimensional e transparente
No dia 12 de agosto de 1987, faleceu na Espanha o pai de uma distinta senhora norte-americana a
quem chamarei de Cruz.
A dor a destroçou.
Pois bem – segundo o que ela me relatou –, cinco dias após o enterro, quando caminhava pela Rua
Reina Mercedes, em Sevilha, Espanha, aconteceu algo que não tem explicação.
Vi meu pai, entre as pessoas…
Vi apenas sua cabeça…
Flutuava a pouca distância…
As pessoas atravessavam por ele…
Eu, então, estava muito atormentada. Não consegui superar a morte do meu querido pai…
Ele me olhava intensamente. Seu olhar era muito penetrante.
Era uma cabeça tridimensional, com volume e um pouco maior do que o normal…
Então ele disse: “Estou bem… Estou bem”.
A partir desse momento, deixei de sofrer…
Agora eu sei: meu pai continua vivo…