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F. Paul Wilson · Capítulo 23 de 36

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* A Semana de 15 de Outubro

 

 

* 23

 

GINA

 

Foi apenas na tarde de terça que Gina teve chance de usar o Electropick na gaveta de Duncan.

Eu devia ter feito isso há vários dias, pensou Gina, parada com a porta para o subsolo fechada às suas costas. Ela estava esperando que Barbara saísse de sua mesa em uma de suas freqüentes viagens até a copiadora e a impressora, ambas localizadas no subsolo, ou até a sala de recuperação de pacientes, no fundo do corredor.

No domingo teria sido perfeito. Gina praticara a manhã inteira com o Electropick e se mostrara bastante habilidosa. Usara o aparelho em todas as fechaduras do apartamento, e até mesmo no carro.

Gerry ligara na tarde de domingo e os dois conversaram sobre o quanto a noite anterior fora maravilhosa. Finalmente ele perguntara sobre o Electropick. Não conseguia achá—lo. Será que o deixara no apartamento dela? Gina respondera que sim, e brincara com isso, dizendo que ele não precisava de aplicar nela o velho truque de esquecer alguma coisa de propósito só para voltar para pegá—la. Ela disse também que seria difícil devolver—lhe logo, porque estava com a semana cheia, o que em parte era verdade. Por sorte, Gerry não demonstrou pressa em pegar o aparelho de volta. Havia vários deles no FBI.

Mais treino, e pelo meio da tarde Gina se sentiu pronta. Mas quando chegou ao escritório, encontrou um Buick azul—escuro no estacionamento.

O carro de Oliver. O que estaria ele fazendo ali? E num domingo, quando deveria estar em casa assistindo a futebol americano? Só que Oliver não distinguida um Redskin de um Mighty Duck. Ele pensava apenas no laboratório e nos implantes.

Assim, Gina deu uma volta e retornou em duas horas. O Buick permanecia lá. Ela esperou mais duas horas. Quando voltou, o carro sumira, mas a noite já estava chegando e a turma da limpeza chegara. Gina foi obrigada a desistir. Tinha hora no hospital.

Não houve chances na segunda. Duncan permaneceu até mais tarde do que de costume, e Gina não pôde ficar esperando uma oportunidade porque tinha uma reunião no escritório do senador Marsden.

Mas hoje Duncan se mostrara fiel à rotina — terminando a cirurgia e saindo direto para o clube de golfe—ou pelo menos foi isso que ele disse.

Isso era outra coisa que incomodava Gina. Aonde Duncan ia realmente? E

quem era o misterioso Dr. V com quem ele vivia se encontrando? Segredos e mais segredos. Como ela podia evitar ser desconfiada?

Ouviu passos se aproximando. Saltos altos. Apenas uma pessoa usava saltos altos. Como quem não quer nada, Gina saiu para o corredor.

— Oi, Barbara — disse Gina.

Aloura levou um susto, e então sorriu.

— Deus do céu, você quase me mata. Pensei que tivesse ido embora.

— Vou daqui a pouco.

Gina atravessou o corredor a passos apressados e entrou sorrateira no escritório de Duncan. Havia muita luz da tarde passando pelo jardim de pedra. Condições ideais para um arrombamento de fechadura.

— Devo estar doida—murmurou. A tensão era uma mão gélida apertando—lhe o pescoço. Tentou se acalmar.

Faça. Agora.

Sabia que se hesitasse, que se permitisse tempo para pensar, poderia permitir que um espasmo de sanidade a fizesse mudar de idéia. Tirou o Electropick do bolso do jaleco e ajoelhou—se de frente para a gaveta.

Contando com a chance remota da gaveta estar aberta, puxou—a. Sem sorte.

Certo, Electropick, faça seu trabalho.

Enfiou uma das peças de metal no buraco da chave, mas não encaixou.

Precisava de uma menor. Tudo bem. Passara a maior parte do domingo experimentando as diversas peças. Era como trocar brocas de furadeira, só que mais fácil. Inseriu a peça de segundo menor tamanho, ajustou o botão no topo do aparelho e tentou de novo.

Dessa vez a peça de metal entrou com facilidade. Um minuto depois Gina estava girando lentamente a barra de tensão dentro do buraco da chave.

Ouviu um clique quando a lingüeta recuou.

Extraiu a barra de tensão e abriu a gaveta. Lá estava: o enorme trocarte e o frasco.

— Isso—sussurrou.

Gina hesitou por um segundo antes de pegar o trocarte e examiná—lo — representava pouco mais que um tubo de metal inoxidável com uma ponta afiada num lado e um pegador no outro. Parecido com uma agulha hipodérmica. Só que grande o suficiente para inserir numa pessoa um dos implantes tamanho família dissolvido por Oliver com ultra—som. Inseriu o obturador no trocarte, enchendo o tubo com mais aço inoxidável.

Ginalembrou da perfuração que vira na coxa do senador Vincent quando ele estava se recuperando. Poderia ter sido feita por um instrumento assim.

Imaginou Duncan posicionando a ponta afiada do trocarte na parte externa da coxa de Vincent, e em seguida perfurando—a em ângulo. Ele teria de empurrar o trocarte até cerca de sete centímetros na gordura subcutânea, e então puxar o obturador sólido, deixando o tubo oco na coxa. Então ele teria de introduzir o implante pelo oco do trocarte.

Com a ponta rombuda do obturador, ele empurraria o implante até o fim do tubo oco, depois recolocaria o trocarte ao longo da haste do obturador e por fim removeria ambos os instrumentos como um.

Deixando o implante para trás, aninhado na gordura subcutânea da coxa.

Gina estremeceu. Sentia—se nervosa só de pensar naquilo.

Colocou o trocarte e o obturador ao seu lado e pegou o frasco misterioso. Um frasco de injeção. Examinou o topo e viu perfurações múltiplas no centro da tampa de borracha vermelha.

O frasco foi usado, pensou Gina. Mas o que há nele?

Um fluido âmbar, fino e claro agitava—se dentro do recipiente. Girou a garrafa até poder ler o rótulo. Encontrou um rótulo da GEM Pharma com duas palavras datilografadas no centro: DIETILAMIDA TRIPTOLÍNICA — Bem — murmurou Gina —, isso esclarece tudo.

O que era uma dietilamida triptolínica? Nunca ouvira falar naquilo. Gina estudou o nome, decorou como se escrevia e, depois de colocar a garrafa ao seu lado, continuou a vasculhar a gaveta.

Não havia muita coisa ali. O objeto mais proeminente era o pequeno gravador manual usado por Duncan para suas consultas e relatórios de operações. O coração de Gina começou a bater mais depressa quando viu uma fita dentro do gravador. Pressionou o botão de retrocesso, e em seguida apertou PLAY. Uma versão pequena e aguda da voz de Duncan fez—se ouvir, relatando, incisão por incisão e sutura por sutura, a plástica de nariz que eles tinham feito numa garota de dezoito anos na segunda—feira anterior. Gina ouviu mais alguns trechos da fita mas só encontrou a mesma coisa.

No fundo da gaveta achou uma foto ligeiramente desbotada de uma adolescente. Cabelo louro, sorriso forçado e brilhantes olhos azuis. Os olhos de Duncan.

Os dedos de Gina tremeram. Lisa Lathram. Tinha de ser. Gina fitou o rosto inocente e aparentemente plácido que não oferecia nenhuma pista de uma alma atormentada. Quem imaginaria que aquela mesma garota tentara se matar três vezes?

Gina suspirou e colocou a foto ao lado.

O que mais havia na gaveta? Não havia mais fitas. Alguns cartões comerciais, um livreto publicitário de um importador de café, alguns formulários de admissão em branco, e uma tesourinha de unha. E só.

Gina se apoiou na mesa, mais calma, mas ainda tensa. A foto de Lisa estava ali, mas não havia nenhuma lista negra de congressistas com seus nomes riscados, ou uma coleção mórbida de recortes de jornal. Mas ainda havia o trocarte e a dietilamida triptolínica, independentemente do que fosse isso. Provavelmente era alguma droga inofensiva... mas por que estava numa gaveta trancada? Talvez pelo mesmo motivo que um livreto sobre café e uma tesourinha de unha estavam trancados junto deles: era simplesmente o lugar em que certos objetos acabavam.

Mas isso não fazia sentido. Naquele dia em que percebera que Gina estava olhando para a gaveta, Duncan se apressara em fechála. E parecia obcecado em mantê—la sempre trancada. Obviamente queria manter esse material em segredo.

Recolocou a foto e os objetos no lugar, em seguida o trocarte e o obturador; então, depois de olhar o rótulo pela última vez, a garrafa de dietilamida triptolínica. Empurrou a gaveta e estava pegando o Electropick para trancá—la de novo quando ouviu uma voz no corredor.

Duncan!

Pegou o Electropick, abaixou—se atrás da mesa e agachou—se no vão para os joelhos.

Deus do céu! O coração e a mente de Gina estavam acelerados. De onde ele viera?

Por sorte a mesa tinha um painel que cobria a frente do vão para os joelhos, mas Gina sabia que os pés estavam visíveis na brecha entre o painel e o assoalho. Prendeu a respiração, enquanto Duncan se aproximava, aparentemente falando com Barbara ao entrar.

Gina se enroscou como uma bola, tremendo, racionalizando consigo mesma: qual seria a pior coisa que poderia acontecer? Se ele a descobrisse, Gina ficaria embaraçada, inventaria qualquer desculpa e sairia correndo da sala para jamais reaparecer ali. E seria só isso. Não era como se estivesse realmente em perigo. Mas, considerando a humilhação que sentiria, quase preferia a morte a ser descoberta ali.

Olhou pela brecha entre o painel e o assoalho e viu os sapatos de Duncan parados diante da mesa. Prendeu a respiração. Talvez conseguisse sair dessa. Ele não dissera que ficaria apenas um minuto? Contanto que Duncan não se sentasse...

Um pensamento terrível lhe ocorreu: e se Duncan verificasse a gaveta?

Gina permaneceu sem respirar e parada como uma estátua, enquanto Duncan procurava algum papel sobre a mesa. Ouviu—o grunhir e escutou uma folha de papel sendo dobrada. Duncan se virou e saiu.

Trêmula, saiu de baixo da mesa e guiou a ponta do Electropick na direção do buraco da chave. As mãos tremiam devido à adrenalina que ainda corria na corrente sangüínea. Introduziu a ferramenta na abertura e apertou o botão. A ferramenta fez o trabalho. Quando sentiu os pinos se alinharem, Gina removeu o Electropick, inseriu a pequena barra de tensão e girou. Ouviu a lingüeta deslizar, trancando a gaveta.

Mas quando tentou remover a barra de tensão, esta ficou presa.

— Não! — murmurou Gina.

O que mais poderia sair errado?

As pontas dos dedos ficaram úmidas de suor, enquanto Gina tentava retirar a barra de tensão. Pensou ter ouvido alguém no corredor em frente à porta do escritório, e com um último puxão desesperado e frenético, arrancou a barra de tensão da fechadura e quase caiu de costas.

Suada e trêmula, enfiou o Electropick e os acessórios no bolso e caminhou para a porta. Encostou o ouvido na porta e prestou atenção.

Silêncio. Abriu a porta um pouco e arriscou olhar para a mesa de Barbara. Vazia. Gina respirou fundo, passou pela porta e saiu para o corredor.

Cruzou com Barbara, que vinha carregando uma impressão de computador.

— Ainda está aqui? — perguntou Barbara.

— Quase saindo. Me diga uma coisa, por acaso foi a voz do Dr. Lathram que ouvi?

— Sim, mas você o perdeu. Ele entrou e saiu. Acho que tinha esquecido alguma coisa. Já deve estar voltando para o campo de golfe.

Sim, claro.

— Só vou procurar uma coisa antes de ir embora, Barbara. Vejo você na quinta.

Gina correu até a sala de registros. Como a funcionária encarregada dos aquivos, Carol, estava de folga, Gina tinha a sala toda para si.

Estantes repletas de pastas de papel manilha cobriam cada centímetro das paredes, exceto pela área de trabalho no canto. Havia ali um terminal de computador e uma pequena estante de textos de referência de medicina. Gina pegou um dicionário de drogas e folheou—o até o verbete de nomes genéricos e clínicos. Não encontrou nenhuma dietilamida triptolínica.

Não estava surpresa. O frasco que encontrara não era comercial.

Em seguida, tentou o Catálogo da Merck, um volume pesado e repleto de letras minúsculas que listavam o nome e a fórmula de quase todos os compostos médicos existentes. Mais uma vez, Gina não encontrou nada.

Sentou—se à sua mesa e olhou para a tela vazia do computador, imaginando onde procuraria em seguida.

Muito bem. Se o Index não fazia menção a essa coisa, tratava—se de algo recente ou não fora apresentada aos editores.

Ela estalou os dedos. Um composto experimental. Alguma coisa em desenvolvimento. Só podia ser.

Mas como localizá—lo? As propriedades dos novos compostos eram mantidas em segredo durante os estágios de desenvolvimento. Mas suas fórmulas eram registradas imediatamente para proteção de patentes.

Gina pegou o telefone.

— Oi, Barbara. Não temos um link com o banco de dados da Food and Drug Administration?

— Claro. E o NIH, e o American College of...

— Como eu acesso a FDA?

— É um pouco complicado. Acho que tenho em algum lugar um manual que explica...

— Estou indo para aí.

Gina subiu correndo e, ao passar pela mesa de Bárbara, pegou o manual sem sequer parar. Um minuto depois estava sentada diante do computador da sala de registros, acessando o banco de dados da FDA. Gina passou por diversos menus até encontrar os compostos experimentais.

Mas não achou nada sobre a dietilamida triptolínica.

Que merda! Isso era como caçar um fantasma. Mas não desistiria tão cedo.

Tinha de haver outra maneira. O rótulo na garrafa... a etiqueta da GEM

Pharma. E se ela usasse a empresa como um ponto de partida e voltasse a partir dali?

Levou uns quarenta minutos até Gina finalmente localizar a dietilamida triptolínica em meio ao lixo cibernético composto por registros de compostos cujas pesquisas haviam sido descontinuadas.

Baixou o arquivo e nomeou—o com suas iniciais, RFP, de Regina Francesca Panzella, e então saiu do banco de dados. Voltando ao sistema de Lathram, digitou "TyPE RFP MORE" e começou a ler do disco rígido.

Um pequeno arquivo. A dietilamida triptolínica—referida como DTP no arquivo, começara sua existência na GEM Pharma como um composto experimental com propriedades antidepressivas. Os primeiros testes em ratos e porquinhos—da—índia foram encorajadores, mas quando os testes foram realizados em primatas, descobriu—se que a DTP era tóxica, sendo indutora de estados psicóticos.

Todas as investigações adicionais foram canceladas, e a GEM Pharma passou a se dedicar a compostos mais promissores.

Gina se sentiu subitamente nauseada. Tóxico... estados psicóticos... com toda certeza o comportamento do senador Vincent antes do ataque fora estranho, podendo até mesmo classificar—se nos critérios de psicose. E pelo que ela ouvira, apesar de ele não ter tido outros ataques, continuava abalado mentalmente.

E Duncan... Quando aquilo aconteceu, Duncan estivera presente, bem ao lado dele na sala de audiências.

Gina ouviu a impressora laser começar a funcionar alguns metros à sua esquerda.

E o deputado Allard... ele tivera aquela queda horrível e sofrera a concussão cerebral que o deixara desorientado, sem saber ao certo quem era ou onde estava. Mas e se não tivesse sido a concussão que confundira seus pensamentos? E se os seus pensamentos tivessem sido embaralhados antes da queda... enquanto ele estava descendo os degraus?

E se os pensamentos embaralhados tivessem causado a queda?

A própria Gina começava a ficar com a mente confusa. Ela piscou e esfregou os olhos com a mão trêmula. Sua náusea estava piorando.

Gina ouviu passos. Limpou a tela e virou—se. Barbara estava pegando a impressão.

— Você está bem? — perguntou Barbara, fitando Gina.

— Humm?Porquê?

— Está pálida. Quero dizer, você estava bem quando pegou o manual, mas agora parece doente.

Talvez eu esteja.

Gina esfregou a barriga.

— Meu estômago está esquisito. —Aquilo não era mentira.

— Está trabalhando demais. Vai acabar com uma úlcera.

— Talvez eu já esteja.

— Tenho algum remédio lá em cima.

— Isso seria ótimo.

Barbara apontou o manual do banco de dados da FDA.

— Acabou com isso?

— Sim, obrigada.

— Estou me preparando para sair—disse Barbara, enquanto pegava o manual.

— Quer que eu a tranque aqui dentro?

— Não. Já fiz tudo que tinha a fazer. Estou saindo também. Enquanto Barbara subia as escadas, Gina desligou o terminal e se levantou. Sentia—se fraca e confusa quando subiu. Tinha a impressão de estar com uns noventa anos.

Ela mal estava ciente do ambiente que a cercava. Em algum ponto ao longo do caminho despediu—se de Barbara, mas quando entrou no carro não ligou o motor.

Vincent... Allard... mas e quanto a Schulz? Ele saltou para a morte.

Isso era característico dos psicóticos? Talvez sim, talvez não. Mas com toda certeza não era racional. E o deputado Lane. Morreu num acidente de carro com um alto nível de álcool no sangue. Não conseguia ligar isso a Duncan. E se a DTP reagisse com o álcool? Ou e se o implante tivesse rompido enquanto ele estava dirigindo? A mesma desorientação que poderia fazer você cair poderia levá—lo a dirigir para fora da estrada.

Odeio isso, pensou Gina. Bateu os punhos contra o volante.

Odeio isso!

Duncan não poderia estar envolvido nisso. Não poderia....

Ouça o que está dizendo, garota. Envolvido no quê? Não havia nenhuma prova de que houvesse qualquer coisa com que Duncan pudesse estar envolvido.

Então por que a DTP? Que razão legítima Duncan teria para guardar na gaveta um composto indutor de psicose?

Certo... Oliver já trabalhara para a GEM Pharma, a empresa cujo nome estava na etiqueta. Isso explicaria como a garrafa chegara a Duncan.

Mas por que ele a mantinha? Por que manter algo sem valor terapêutico?

E que era comprovadamente tóxico?

E quanto ao trocarte, perfeito para inserir um dos implantes tamanho família de Oliver — cheio de DTP, talvez — na camada de gordura de uma pessoa, onde poderia ficar aninhada até que Duncan a desmanchasse com um raio de ultra—som?

Espere um pouco. Ultra—som. Era onde toda a lógica dessa história ia por água abaixo. Claro, Duncan estivera na sala de audiência da Comissão de Diretrizes quando o senador Vincent perdeu a sanidade, mas Gina não o vira entrar na sala empurrando uma máquina de ultra—som.

Contudo... com microchips e circuitos impressos, podia—se fazer um emissor de ultra—som pequeno o suficiente para caber num bolso e...

Gina esfregou as têmporas. Odiava o que estava pensando. Começou a lembrar de Louisiana e a querer ter ficado lá.

Se ao menos tivesse como saberl Balançou a cabeça e deu a partida no carro. De uma coisa tinha certeza.

Na quinta de manhã estaria trabalhando com Duncan e não deixaria que o senador saísse de sua vista por um instante sequer.

 

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