Nocturnos
Capítulo VI
Sei-o; a tua vida é sem ventura,
É-nos commum esta funérea sorte.
Cáe sobre nós a mesma noite escura,
E isto não finda sem que chegue a morte.
Se vejo nesse olhar um rir travêsso,
E em teu labio a insolencia costumada,
E o orgulho inflar teu coração... padeço,
E murmuro: «és como eu, tam desgraçada!»
Bem sei que ris, mas o teu labio treme:
Nos teus olhos azues o pranto brilha:
Tens orgulho, e essa voz suspira e geme...
Como nós somos desgraçados, filha!
VII
Se as flôres do balsedo Podessem ver meu peito alanceado,