Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 12 de 60

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Nocturnos

Capítulo VI

 

 

Sei-o; a tua vida é sem ventura,

É-nos commum esta funérea sorte.

Cáe sobre nós a mesma noite escura,

E isto não finda sem que chegue a morte.

Se vejo nesse olhar um rir travêsso,

E em teu labio a insolencia costumada,

E o orgulho inflar teu coração... padeço,

E murmuro: «és como eu, tam desgraçada!»

Bem sei que ris, mas o teu labio treme:

Nos teus olhos azues o pranto brilha:

Tens orgulho, e essa voz suspira e geme...

Como nós somos desgraçados, filha!

 

VII

 

Se as flôres do balsedo Podessem ver meu peito alanceado,