Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 26 de 60

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Nocturnos

Capítulo XXIV

«Cavalleiro, cavalleiro,

«Suspende o teu sonhar allucinado!»

 

XXIV

 

Eu enterro as canções de amôr e o fel amargo

Do meu triste sonhar:

Quero um caixão profundo, immenso, vasto

e largo;

Depressa, ide-o buscar!

Um caixão formidando, um féretro-portento,

Que sobreexceda e vença

O pêzo sobrehumano e o enorme

comprimento

Da ponte de Mayença.

Trazei-m'o sem demora; eu hei-de enchêl-o em breve;

Vereis a promptidão.

De Heidelberg o tonel será pequeno e leve

Ao pé d'esse caixão.

Doze gigantes quero, o aspecto feio e rudo,

E de um vigôr sem conta,

Que me façam lembrar Christovam, o

membrudo,

Que em Colonia se aponta.