Nocturnos
No Jogo das Cannas
E deixa que o abracem as bellas Ondinas,
E languido gosa caricias divinas
Á luz do luar...
NO JOGO DAS CANNAS
A Camillo Castello Branco
Em garbosos corceis da Arabia cavalgando
Entram na larga arêna os próceres luzidos;
Corusca a pedraria, e esplendem,
fluctuando,
Dos cocáres a pluma e a sêda dos vestidos.
A quadrilha gentil dos Tavoras ardidos,
Com os lacaios da Tôrre um prélio
simulando,
Terça galhardamente; o apparatoso bando
Deixa os olhos da turba em extase
embebidos.
Nas janellas do paço é toda a fidalguia:
Que jocundo prazer, que risos, que alegria!
Espectaculo augusto, e nobre, e singular!