Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 47 de 60

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Nocturnos

No Jogo das Cannas

E deixa que o abracem as bellas Ondinas,

E languido gosa caricias divinas

Á luz do luar...

 

NO JOGO DAS CANNAS

 

A Camillo Castello Branco

 

Em garbosos corceis da Arabia cavalgando

Entram na larga arêna os próceres luzidos;

Corusca a pedraria, e esplendem,

fluctuando,

Dos cocáres a pluma e a sêda dos vestidos.

A quadrilha gentil dos Tavoras ardidos,

Com os lacaios da Tôrre um prélio

simulando,

Terça galhardamente; o apparatoso bando

Deixa os olhos da turba em extase

embebidos.

Nas janellas do paço é toda a fidalguia:

Que jocundo prazer, que risos, que alegria!

Espectaculo augusto, e nobre, e singular!