Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 37 de 60

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Nocturnos

Chymeras

Nervoso mestre, domadôr valente

Da Rima e do Sonêto portuguez,

Não te eguala a pericia de um chinez

Na pintura de um vaso transparente.

Ha no teu verso a musica dolente

Da guitarra andaluza, e muita vez

Rompe em meio da extranha languidez

O silvo estriduloso da serpente.

No traçaste o escuro drama

Em que soluça e ri, na extensa gamma,

Teu desgrenhado amôr, doido e fatal...

Mas se do peito ancioso o dardo arrancas,

Teu canto exhala as alegrias francas

De uma rubra Kermesse colossal.

 

CHYMERAS

 

A meu tio João de Almeida e Albuquerque

 

O mar já me tentou: aspirações fogosas