Nocturnos
Ad Agros
Em vez do ramo exotico e oloroso,
Casto recreio d'esse olhar divino,
Acceita, Eugenia, este animal felino,
Que o meu braço subjuga vigoroso.
Tive artes de o amansar: eil-o sereno!
Acode á minha voz, e ao meu aceno
Como um jaguar á voz de um saltimbanco...
Vamos, sonêto! a prumo! ajoelhe, présto!
E á doce Eugenia, do sorriso honesto,
A fimbria oscule do vestido branco!
AD AGROS
Não tardes, flôr; a aldeia nos espera,
Chovem arômas dos folhudos ramos:
Suspensa do meu braço, eia! partamos!
Olha-nos Deus da crystallina esphera.
Nas manhãs da passada primavera
Com que delícia ethérea nos amámos!
Iremos vêr os nomes que traçámos
No rude tronco em que se enlaça a hera.
Não tardes, meu amôr, sei de um caminho,
Que sobe a encosta, e vae direito ao
moinho,