Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 33 de 60

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Nocturnos

Esphynge

Juncto de um catre vil, grosseiro e feio,

 

Por uma noite de luar saudoso,

Camões, pendida a fronte sobre o seio,

Scisma embebido num pesar luctuoso...

Eis que na rua um cantico amôroso

Subitaneo se ouviu da noite em meio:

Já se abrem as adufas com receio...

Noite de amôres! que trovar mimoso!

Camões acorda, e á gelosia assôma,

E aquelle canto, como um antigo arôma,

Resuscita-lhe os risos do passado.

Viu-se moço e feliz, e ah! nesse instante,

No azul viu perpassar, claro e distante,

De Natercia gentil, o vulto amado...

 

ESPHYNGE

 

Traducção de uns versos de Alexandre Dumas

escriptos num leque

em que estava pintada uma Esphynge