Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 18 de 60

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Nocturnos

Capítulo XIV

Clamo, estremeço e morro, alma adorada!

Os mortos, alta noute, pouco e pouco

Erguer-se-hão, ao luar, rindo e dançando;

E eu ficarei na sombra, ó sonho louco!

No teu seio de jaspe repoisando.

E quando a hora chegue em que as trombêtas

Do Juizo Final se ouvirem todas,

Não surgirás, inveja das violetas,

Do escuro leito das eternas bôdas!

 

XIV