Nocturnos
Capítulo XIV
Clamo, estremeço e morro, alma adorada!
Os mortos, alta noute, pouco e pouco
Erguer-se-hão, ao luar, rindo e dançando;
E eu ficarei na sombra, ó sonho louco!
No teu seio de jaspe repoisando.
E quando a hora chegue em que as trombêtas
Do Juizo Final se ouvirem todas,
Não surgirás, inveja das violetas,
Do escuro leito das eternas bôdas!