Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 36 de 60

Páginas do PDF

Nocturnos

Capítulo III

Sempre que o leio, sinto-me captivo

 

De um não sei quê, de infinda suavidade,

E entram commigo uns longes de saudade,

Que me deixam sizudo e pensativo.

Sonho: quizéra, em triste soledade,

Viver das gentes apartado e esquivo,

E erguer-me a esse planeta primitivo

Onde resplenda a eterna mocidade.

Já o seu nome é tão suave e brando,

Tão eufonico, meigo e delicado,

Que fica nos ouvidos suspirando...

Diz a lenda que vive descuidado,

R tecendo, e emmoitando,

Da Chymera nos seios reclinado.

 

III

 

JOÃO PENHA

 

A Augusto Sarmento