Nocturnos
Capítulo III
Sempre que o leio, sinto-me captivo
De um não sei quê, de infinda suavidade,
E entram commigo uns longes de saudade,
Que me deixam sizudo e pensativo.
Sonho: quizéra, em triste soledade,
Viver das gentes apartado e esquivo,
E erguer-me a esse planeta primitivo
Onde resplenda a eterna mocidade.
Já o seu nome é tão suave e brando,
Tão eufonico, meigo e delicado,
Que fica nos ouvidos suspirando...
Diz a lenda que vive descuidado,
R tecendo, e emmoitando,
Da Chymera nos seios reclinado.
III
JOÃO PENHA
A Augusto Sarmento