Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 28 de 60

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Nocturnos

O Coveiro

Que, ao discreto pallôr das lampadas de

prata,

A fimbria alevantando azul do seu vestido

O rôsto acerejado, o gesto commovido,

A sorrir, deslisou graciosa no tapête,

Dançando airosamente o airoso minuête...

 

O COVEIRO

 

A Alberto Braga

 

Elle entrou cabisbaixo e silencioso

Na immunda tasca, e foi sentar-se a um

canto;

Deram-lhe vinho, recusou, o espanto

Cresceu no olhar do taberneiro oleoso.

Elle era o mais antigo e o mais ruidoso

Dos freguezes da casa: ao obsceno canto

Ninguem prestava mais lascivo encanto

Ao som magoado de um violão choroso.