Nocturnos
Capítulo II
A dama o rôsto, timida, córando...
Arfa-lhe o niveo seio, palpitando,
Em doida e extranha commoção divina.
Camões, que outro não era o moço, ardido,
Num gesto de galan desvanecido,
«Quem vos pudéra merecer!» murmura.
E a dama, ao ouvil-o, languida sorria,
Pois que em todos os tempos a ouzadia
Ao amôr nunca trouxe desventura.
II
A LEITURA DOS LUSIADAS
A Vicente Pindella
Do moço rei defronte, esbelto e cavalleiro
Camões recita; a côrte, silenciosa
Ante a rubra explosão do cantico guerreiro,
Admira essa Epopeia enorme e prodigiosa.