Nocturnos

Gonçalves Crespo · Capítulo 31 de 60

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Nocturnos

Capítulo II

A dama o rôsto, timida, córando...

Arfa-lhe o niveo seio, palpitando,

Em doida e extranha commoção divina.

Camões, que outro não era o moço, ardido,

Num gesto de galan desvanecido,

«Quem vos pudéra merecer!» murmura.

E a dama, ao ouvil-o, languida sorria,

Pois que em todos os tempos a ouzadia

Ao amôr nunca trouxe desventura.

 

II

 

A LEITURA DOS LUSIADAS

 

A Vicente Pindella

 

Do moço rei defronte, esbelto e cavalleiro

Camões recita; a côrte, silenciosa

Ante a rubra explosão do cantico guerreiro,

Admira essa Epopeia enorme e prodigiosa.