O duelo dos reis

Joe Abercrombie · Capítulo 20 de 61

Páginas do PDF

O duelo dos reis

O hábito do comando

 

WEST ESTAVA SENTADO na tenda do lorde m arechal, olhando sem esperança ao redor. No últim o ano, m al tivera um m om ento de descanso. Agora, de repente, não havia nada a fazer a não ser esperar. Ficava esperando ver Burr passar pela porta e ir até os m apas, os punhos cerrados às costas. Ficava esperando sentir sua presença tranquilizadora no acam pam ento, ouvir sua voz trovej ante cham ar à ordem os oficiais desgarrados. Mas, claro, isso não aconteceria. Nem agora nem nunca.

À esquerda estava o estado-m aior do general Kroy, hom ens solenes e sinistros em seus uniform es pretos, rigidam ente engom ados com o sem pre. À direita sentavam -se languidam ente os hom ens de Poulder, com seus botões de cim a abertos num a afronta explícita aos outros, com o pavões exibindo as penas da cauda. Os dois grandes generais se entreolhavam com toda a suspeita de exércitos rivais num cam po de batalha, esperando o édito que alçasse um dos dois ao Conselho Fechado e esm agasse para sem pre as esperanças do outro. O édito que traria o nom e do novo rei da União e de seu novo lorde m arechal.

Seria Poulder ou Kroy, claro, e am bos previam a gloriosa vitória final sobre o outro. Enquanto isso o exército, e West em particular, ficavam paralisados. Im potentes. Longe, ao norte, Cachorrão e seus com panheiros, que haviam salvado a vida de West m ais vezes do que ele podia lem brar, sem dúvida estavam lutando pela sobrevivência, desesperados pela aj uda que j am ais chegaria.

Para West, era com o estar no próprio funeral, e um funeral ao qual com pareciam principalm ente inim igos cheios de desprezo, risos e poses. Seria Poulder ou Kroy e, qualquer que fosse, ele estava condenado. Poulder o odiava ardentem ente, Kroy, com o m ais gélido desprezo. A única queda m ais rápida e m ais com pleta do que a sua seria a de Poulder ou Kroy, o que no fim perdesse a corrida para o Conselho Fechado.

Houve um a leve agitação do lado de fora e os hom ens viraram rápido a cabeça para olhar. Sons de passos chegaram até a tenda e vários oficiais se levantaram , ansiosos. A aba foi puxada para o lado e o cavaleiro arauto por fim irrom peu tinindo por ela. Era im ensam ente alto e as asas de seu elm o quase furaram o teto da tenda quando ele se em pertigou em sua arm adura ornada com o sol dourado da União. Tinha um a pasta de couro pendurada num om bro. West olhou para aquilo e prendeu o fôlego.

– Apresente sua m ensagem – instigou Kroy, estendendo a m ão.

– Apresente-a a m im ! – ordenou Poulder de form a ríspida.

Os dois hom ens ficaram se acotovelando de form a indigna enquanto o cavaleiro arauto franzia a testa para eles, im passível.

– O coronel West está presente? – perguntou num tom trovej ante.

Todos os olhares, principalm ente os de Poulder e Kroy, se voltaram para West e ele se pegou levantando hesitante da cadeira.

– Está… Eu sou West.

O cavaleiro arauto contornou o general Kroy sem a m enor cerim ônia e avançou até West, com as esporas tilintando. Abriu a pasta de despachos, tirou um rolo de pergam inho e o abriu.

– Por ordem do rei.

Pelo j eito a ironia final da im previsível carreira de West era que seria ele a anunciar o nom e do hom em que o dispensaria sem honras instantes depois. Mas, se deveria cair sobre a própria espada, a dem ora só aum entaria a dor. Pegou o rolo da m ão do cavaleiro com luva de ferro e partiu o lacre grosso. Desenrolou-o até a m etade e viu um bloco de escrita floreada. Todos prenderam a respiração quando ele com eçou a ler.

West soltou um risinho incrédulo. Mesm o com a tenda tensa feito um tribunal à espera de um a sentença, ele não conseguiu evitar. Precisou repassar a prim eira parte m ais duas vezes antes de chegar perto de com preendê-la.

– O que há de tão divertido? – perguntou Kroy.

– O Conselho Aberto elegeu para novo rei da União Jezal dan Luthar, daqui em diante conhecido com o Jezal I – falou West e precisou conter m ais um a gargalhada, ainda que aquela piada não tivesse a m enor graça.

– Luthar? – perguntou alguém . – Quem diabo é Luthar?

– Aquele rapaz que venceu o Cam peonato?

De algum m odo tudo aquilo era m edonham ente apropriado. Jezal sem pre se com portara com o se fosse m elhor do que todo m undo. Agora, pelo j eito, era. Mas isso, por m ais que fosse im portante, era um a questão secundária ali.

– Quem é o novo lorde m arechal? – rosnou Kroy, o que fez com que os dois estados-m aiores arrastassem os pés m ais para perto, form ando um sem icírculo de expectativa.

West respirou fundo e firm ou-se com o um a criança preparando-se para m ergulhar num poço gelado. Abriu m ais o pergam inho e seu olhar percorreu rapidam ente o parágrafo de baixo. Franziu a testa. Nem o nom e de Poulder nem o de Kroy apareciam em lugar nenhum . Leu de novo, com m ais cuidado. Seus j oelhos de repente fraquej aram .

– Quem o docum ento nom eia? – quase berrou Poulder.

West abriu a boca, m as não conseguiu encontrar palavras. Estendeu a carta, que Poulder agarrou, enquanto Kroy tentava sem sucesso ler por cim a de seu om bro.

– Não – ofegou Poulder ao chegar ao fim do texto.

Kroy arrancou o despacho das m ãos dele e o leu.

– Deve ser engano!

Mas o cavaleiro arauto não achava que fosse.

– O Conselho Fechado não costum a com eter erros. Os senhores têm as ordens do rei! – Em seguida se virou para West e fez um a reverência. – Lorde m arechal, assim m e despeço.

Os m elhores e m ais brilhantes do exército ficaram olhando boquiabertos para West.

– É… sim – conseguiu gaguej ar ele. – Sim , claro.

 

Um a hora depois, a tenda havia se esvaziado e West se sentava sozinho e nervoso à escrivaninha de Burr, arrum ando e rearrum ando a pena, o tinteiro, os papéis e, m ais do que tudo, a grande carta que tinha acabado de lacrar com um bocado de cera. Franziu a testa para ela e para os m apas nos quadros, e de novo para as m ãos paradas sobre o couro surrado, e tentou entender que diabo havia acontecido.

Pelo que podia ver, fora alçado de repente a um dos postos m ais im portantes da União. Lorde m arechal West. Com a possível exceção do próprio Bethod, ele era o hom em m ais poderoso deste lado do m ar do Círculo. Poulder e Kroy seriam obrigados a cham á-lo de “senhor”. Ele tinha um a cadeira no Conselho Fechado. Ele, Collem West! Um plebeu, que fora m enosprezado, m altratado e olhado com condescendência a vida toda. Com o isso podia ter acontecido? Não por m érito dele, com certeza. Não por nada que ele tivesse feito ou deixado de fazer. Era puro acaso. Um a am izade casual com um hom em de quem , em m uitos sentidos, ele não gostava m uito e de quem certam ente não esperava receber favores. Um hom em que, por um golpe de sorte que só poderia ser descrito com o m ilagre, agora ascendera ao trono da União.

Seu riso de incredulidade foi breve. Um a im agem m uito desagradável estava se form ando em sua m ente. O príncipe Ladisla caído sem inu e com a cabeça aberta, que nunca seria enterrado. West engoliu em seco. Se não fosse por ele, Ladisla seria rei agora e ele estaria lavando latrinas em vez de se preparando para com andar o exército. Sua cabeça com eçava a doer e ele m assageou as têm poras, desconfortável. Talvez tivesse representado um papel crucial em sua própria prom oção, afinal de contas.

A aba da tenda farfalhou quando Pike entrou com seu sorriso queim ado.

– O general Kroy veio falar com o senhor.

– Deixe-o suar um instante lá fora.

Mas era West quem suava. Enxugou as palm as úm idas um a na outra e alisou o casaco do uniform e, com a insígnia de coronel cortada recentem ente dos om bros. Precisava parecer que estava no controle total e sem esforço, com o o m arechal Burr sem pre fizera. Com o o m arechal Varuz costum ava fazer, nas vastidões secas de Gurkhul. Precisava esm agar Poulder e Kroy enquanto tinha a chance. Se não fizesse isso agora, ficaria para sem pre à m ercê dos dois. Um pedaço de carne rasgado entre dois cães furiosos. Pegou a carta com relutância e a entregou a Pike.

– Não podem os sim plesm ente enforcar os dois, senhor? – perguntou o ex-prisioneiro ao pegá-la.

– Quem m e dera! Mas não podem os nos virar sem eles, por m ais encrenqueiros que sej am . Um novo rei, um novo lorde m arechal, am bos hom ens de quem , no geral, ninguém tinha ouvido falar. Os soldados precisam de líderes conhecidos. – Respirou encheu o peito, puxando o ar pelo nariz. Cada hom em precisava fazer sua parte, e só isso. Soltou o fôlego num sibilo. – Mande o general Kroy entrar, por favor.

– Sim , senhor. – Pike m anteve a aba da tenda aberta e rugiu: – General Kroy !

O uniform e preto de Kroy, fechado no colarinho com bordados de folhas douradas, estava tão engom ado que era um a surpresa ele conseguir se m exer. O suj eito se enrij eceu em posição de sentido, os olhos fixos a m eia distância. A saudação foi im pecável, cada parte do corpo na form a exigida, no entanto conseguia deixar nítidos seu desprezo e sua decepção.

– Prim eiro gostaria de dar m eus parabéns – disse ele com j eito bruto –, lorde m arechal.

– Obrigado, general. É gentileza sua.

– Um a prom oção considerável para alguém tão j ovem , tão inexperiente…

– Sou um soldado profissional há cerca de 12 anos, lutei em duas guerras e várias batalhas. Parece que Sua Maj estade, o rei, m e considera experiente o bastante.

Kroy pigarreou.

– Claro, lorde m arechal. Mas o senhor é novo no com ando suprem o. Na m inha opinião, seria sensato buscar auxílio de um hom em m ais experiente.

– Concordo plenam ente.

Kroy levantou a sobrancelha só um pouquinho.

– Fico feliz em ouvir isso.

– Esse hom em , sem a m enor dúvida, seria o general Poulder.

Kroy teve o m érito de não m exer um m úsculo em sua expressão. Um pequeno guincho brotou de seu nariz. A única indicação daquilo que, West não duvidava, era um a consternação sem lim ites. Ele fora atingido logo de cara. Agora estava fragilizado. Era a m elhor chance de West lhe cravar a faca até o cabo.

– Sem pre fui grande adm irador da abordagem do general Poulder do trabalho de um soldado. Sua ousadia. Seu vigor. Na m inha cabeça, ele é a própria definição de com o deveria ser um oficial.

– Sim … – sibilou Kroy por entre os dentes trincados.

– Vou pedir o conselho dele em várias áreas. Só há um a questão im portante em que divergim os.

– É m esm o?

– É com relação ao senhor, general Kroy.

O rosto de Kroy havia assum ido a cor de um frango depenado, com o traço de desprezo substituído depressa por um tom de horror.

– Poulder foi da opinião de que o senhor deveria ser dispensado im ediatam ente. Eu fui a favor de lhe dar m ais um a chance. Sargento Pike?

– Senhor.

O ex-prisioneiro avançou com elegância e estendeu a carta. West a pegou e m ostrou ao general.

– Esta é um a carta ao rei. Com eço lem brando a ele os anos felizes que servim os j untos em Adua. Prossigo m ostrando em detalhes os m otivos para sua im ediata dispensa com desonra. Sua persistente teim osia, general Kroy. Sua tendência a se apossar do m érito dos outros. Sua inflexibilidade cruel. Sua relutância insubordinada em trabalhar com os outros oficiais.

Se era possível o rosto de Kroy ficar ainda m ais encovado e pálido, isso aconteceu, à m edida que ele encarava o papel dobrado.

– Espero, seriam ente, que eu nunca precise enviá-la. Mas enviarei, diante da m enor provocação a m im ou ao general Poulder, está claro?

Kroy pareceu se atrapalhar procurando palavras.

– Perfeitam ente claro – grasnou por fim –, lorde m arechal.

– Excelente. Estam os m uito atrasados em nossa partida ao encontro de nossos aliados nórdicos e odeio chegar tarde a um com prom isso. O senhor transferirá sua cavalaria para o m eu com ando, por ora. Eu vou levá-la para o norte com o general Poulder, perseguindo Bethod.

– E eu, senhor?

– Alguns nórdicos ainda perm anecem nas colinas acim a de nós. Sua tarefa será varrê-los e liberar a estrada para Carleon, dando aos inim igos a im pressão de que nosso corpo principal não foi para o norte. Se tiver sucesso nisso, estarei disposto a lhe confiar tarefas m aiores. O senhor fará os arranj os antes do am anhecer.

Kroy abriu a boca, com o se fosse reclam ar.

– Tem algo a acrescentar, general?

O hom em pensou m elhor.

– Não, senhor. Antes do am anhecer, claro – disse e até conseguiu forçar no rosto um a expressão que lem brava um sorriso.

West não precisou se esforçar m uito para sorrir em resposta.

– Fico feliz ao ver que está abraçando esta chance de se redim ir, general. Está dispensado.

Kroy ficou em posição de sentido de novo, deu m eia-volta, em bolou a perna no sabre e saiu tropeçando da tenda, um tanto desalinhado.

West respirou fundo. Sua cabeça latej ava. Só queria se deitar por alguns instantes, m as não havia tem po. Alisou de novo o uniform e. Se havia sobrevivido àquela j ornada de pesadelo para o norte, em m eio à neve, poderia sobreviver a isso.

– Mande entrar o general Poulder.

Poulder entrou na tenda de form a presunçosa, com o se fosse o dono do lugar, ficou num a posição de sentido frouxa e fez um a saudação tão espalhafatosa quanto a de Kroy fora rígida.

– Lorde m arechal West, gostaria de dar m eus efusivos parabéns por sua prom oção inesperada.

Ele sorriu, nem um pouco convincente, m as West não o acom panhou. Ficou sentado, franzindo a testa para Poulder com o se ele fosse um problem a para o qual estivesse cogitando um a solução difícil. Ficou sentado um tem po, sem dizer nada. Os olhos do general com eçaram a se m over, nervosos. Ele tossiu, com ar de desculpas.

– Posso perguntar, lorde m arechal, o que o senhor discutiu com o general Kroy ?

– Ah, todo tipo de coisas. – West m anteve o rosto duro feito pedra. – Meu respeito pelo general Kroy em todas as questões m ilitares não tem lim ites. Ele e eu som os m uito parecidos. Sua precisão. Sua atenção aos detalhes. No m eu m odo de pensar, ele é a própria definição de com o deveria ser um soldado.

– Ele é um oficial bastante capaz – conseguiu sibilar Poulder.

– É, sim . Fui elevado com m uita rapidez ao m eu posto e creio precisar de um hom em m ais velho, um hom em com um a riqueza de experiência, para agir com o… com o m entor, por assim dizer, agora que o m arechal Burr se foi. O general Kroy teve a gentileza de concordar em prestar esse serviço.

– Foi m esm o? – falou Poulder, com um a cam ada de suor na testa.

– Ele fez várias sugestões excelentes que j á estou colocando em prática. Só houve um a questão em que não pudem os concordar. – West j untou as pontas dos dedos acim a da m esa e olhou sério para Poulder, por cim a deles. – A questão foi o senhor, general Poulder. O senhor.

– Eu, lorde m arechal?

– Kroy m e pressionou pedindo sua dispensa im ediata.

O rosto carnudo de Poulder estava ficando rosado.

– Mas decidi lhe dar um a últim a oportunidade.

West pegou exatam ente o m esm o papel que havia m ostrado a Kroy.

– Isto é um a carta ao rei. Com eço agradecendo por m inha prom oção, perguntando por sua saúde e lem brando de nossa am izade. Prossigo detalhando os m otivos para a dispensa desonrosa do senhor. Sua arrogância desagradável, general Poulder. Sua tendência a se apoderar do m érito de outros. Sua relutância em obedecer às ordens. Sua repetida incapacidade de trabalhar com outros oficiais. Espero, seriam ente, que j am ais tenha de enviá-la. Mas enviarei, se houver a m enor provocação. A m enor provocação a m im ou ao general Kroy, estou sendo claro?

Poulder engoliu em seco, o suor brilhando em todo o rosto verm elho.

– Está, lorde m arechal.

– Bom . Confiei ao general a tarefa de tom ar o controle das colinas entre este lugar e Carleon. Até que o senhor se m ostre digno de um com ando separado, ficará com igo. Quero sua divisão pronta para ir para o norte antes do am anhecer, com as unidades m ais rápidas à frente. Nossos aliados nórdicos contam conosco, e não pretendo frustrá-los. Antes do am anhecer, general, e com a m aior velocidade.

– A m aior velocidade, claro. Pode contar com igo… senhor.

– Espero que sim , apesar de m inhas reservas. Cada hom em deve fazer sua parte, general Poulder. Cada hom em .

Poulder piscou e rem exeu a boca, com eçou a se virar para ir em bora, lem brou-se tardiam ente de prestar continência, depois saiu da tenda. West viu a aba se m over suavem ente ao vento, depois suspirou, am assou a carta e j ogou-a no canto. Afinal de contas, não passava de um a folha em branco.

Pike levantou um a sobrancelha rosada e quase sem pelos.

– Muitíssim o bem feito, senhor, se é que posso dizer. Mesm o nos cam pos de prisioneiros, nunca vi alguém m entir m elhor.

– Obrigado, sargento. Agora que com ecei, estou gostando do serviço. Meu pai sem pre m e alertou contra inverdades, m as, cá entre nós, o suj eito era um m erda, um covarde e um fracassado. Se estivesse aqui agora, eu cuspiria na cara dele.

West se levantou, foi até o m apa em m aior escala e parou diante dele, as m ãos cruzadas às costas. Exatam ente com o o m arechal Burr teria feito, percebeu. Exam inou a m ancha de dedo suj o nas m ontanhas onde Crum m ock-i-Phail havia indicado a posição de sua fortaleza. Traçou a rota até a posição atual do exército da União, m uito ao sul, e franziu a testa. Era difícil acreditar que um cartógrafo da União tivesse ao m enos chegado perto de avaliar aquele terreno pessoalm ente, e as form as exageradas dos m orros e rios sugeriam terem sido inventadas.

– Quanto tem po o senhor acha que vam os dem orar para chegar lá? – perguntou Pike.

– Im possível dizer.

Mesm o que partissem im ediatam ente, o que era im provável. Mesm o se Poulder fizesse o que fora m andado, o que era duplam ente im provável. Mesm o se o m apa fosse ao m enos um pouco exato, o que ele sabia que não era. Balançou a cabeça, sério.

– Im possível dizer.