O verão que mudou minha vida

Jenny Han · Capítulo 38 de 48

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O verão que mudou minha vida

Capítulo 38

— EU AMEI — FALEI, correndo para o quarto e indo direto até a caixinha de música em cima da cômoda, onde eu guardava a pulseira com os pingentes. Peguei a pulseira e voltei para o andar de baixo.

— Viu só? — insisti, colocando o pingente de chave na pulseira e fechando-a no pulso.

— É uma chave porque logo, logo você vai poder dirigir, entendeu? — explicou Jeremiah, recostando na cadeira e entrelaçando as mãos atrás da cabeça.

Sorri para ele, mostrando que eu tinha entendido.

Conrad se inclinou para olhar mais de perto e comentou:

— Legal.

Apoiei o pingente na palma da outra mão. Não conseguia parar de olhar para o presente.

— Eu amei — repeti. — Mas deve ter sido muito caro.

— Economizei o verão todo pra conseguir comprar — explicou Jeremiah, em um tom muito solene.

Eu o encarei.

— Mentira!

Ele abriu um sorriso.

— Claro que não! Você é sempre muito ingênua, né?

Dei um soquinho no braço dele, retrucando:

— Eu não tinha acreditado em você, seu bobo.

Mas, por um segundo, eu tinha, sim, acreditado.

Jeremiah esfregou o braço.

— Não foi tão caro assim. E eu agora estou bem de vida, lembra?

Mas que bom que você gostou. Yolie falou que você ia adorar.

Dei um abraço apertado nele.

— É perfeito.

— Que presente maravilhoso, Jere! — elogiou Susannah. — Com certeza melhor do que meu colar velho.

Ele riu.

— Sei, sei — disse, mas dava para ver que ele tinha gostado do comentário.

Minha mãe levantou e foi partir o bolo. Ela não era boa naquilo, e os pedaços ficaram grandes demais, desmoronando nas laterais.

— Quem quer bolo? — perguntou, lambendo o dedo.

— Não estou com fome — respondeu Conrad, abruptamente. Ele se levantou, olhando o relógio. — Tenho que me arrumar para o trabalho. Feliz aniversário, Belly.

Ele subiu a escada, e ninguém disse nada por um tempo. Então minha mãe gritou, bem alto, colocando um prato na frente da Susannah:

— Nossa, mas este bolo está uma delícia! Coma um pedaço, Beck!

Susannah sorriu sem graça e disse:

— Também não estou com fome. Sabe como dizem: quem cozinha não tem vontade de comer o que faz. Mas comam vocês.