Quando a Bela Domou a Fera

Eloisa James · Capítulo 13 de 36

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Quando a Bela Domou a Fera

Capítulo 13

novos estão lá agora.

— Na sala de arm as? — perguntou Linnet.

— Desfizem o-nos das arm as e fazem os os diagnósticos iniciais lá — explicou Piers,

deixando cair o braço dela. — Se não se im porta, vai ter de subir as escadas sozinha. Tenho

m uito que fazer. Um a das razões é que tenho de chegar à sala de arm as antes que o Sebastian

m ate o m eu novo paciente.

— Se alguém parece estar particularm ente doente, ponho-o lá — explicou Prufrock.

— Se houver a possibilidade de estar contagioso, diria eu.

— Mas com o...

As portas fecharam -se ao som da sua voz.

13

Gavan estava sentado na cam a quando Linnet enfiou a cabeça pela porta da enferm aria,

algum tem po depois. Ele sorriu, um sorriso que revelava falta de dentes e gritou:

— Olá, m enina!

Ouviu-se um grunhido vindo da cam a ao lado dele.

— Mister Ham m erhock, com o se sente hoj e? — perguntou Linnet.

— A febre dele baixou — contou Gavan. — Mas ainda tem a cara im unda e a língua não

está m uito boa. O m édico veio aqui e tentou fazê-lo dizer sim um a porção de vezes porque

gosta da m aneira com o ele o diz.

— O quê? — perguntou Linnet, confusa.

— Ele diz chim , não é, Mister Ham m erhock? — disse Gavan.

— E isso faz rir o m édico. E a m im tam bém .

Mr. Ham m erhock resm ungou.

— De qualquer m aneira, ele vai viver, foi o que o m édico disse.

— Fico contente por saber — respondeu Linnet. — Vês, Gavan, nem toda a gente é...

— Pode levar-m e lá fora agora? — interrom peu ele. — Estou farto de esperar por você.

Quem sabe o que Rufus está fazendo? Tem os de ir vê-lo.

— Eu acho que não deves sair da cam a — retorquiu Linnet.

— O m édico disse que ele pode com eçar a andar hoj e— disse um a voz severa atrás dela.

Linnet levantou-se de um salto.

— Enferm eira Matilda?

A m ulher que estava j unto à cam a usava um avental de couro que descia até os j oelhos.

Tinha um a protuberância preta de cabelo no cim o da cabeça, um a protuberância branca

fazendo de nariz e um queixo m uito com prido. Em sum a, tinha um aspecto aterrorizador.

— O m eu nom e é Mistress Havelock — respondeu ela, de um m odo arrasador.

— Peço im ensa desculpa. — Linnet deu com você a balbuciar.

— Lorde Marchant referiu-se a alguém com o enferm eira Matilda, m as, claro, ele tem m ais

do que um a enferm eira, um a vez que há tantos doentes.

— O doutor refere-se a m im dessa m aneira devido aos seus m odos im pertinentes e tolos

— resm ungou Mrs. Havelock. Não se deu ao trabalho de acrescentar Mas a senhora não pode.

— Eu não sou am a-seca, m as a governanta desta ala. Bem , se vai levar o j ovem Gavan lá para

fora, não pode levá-lo ao estábulo. Não o quero devolvido nem com um a única pulga no

corpo. Esse rapaz é um ím an, um ím an de pulgas.

Gavan fez-se ouvir:

— Nós não nos aproxim am os de pulga nenhum a. A m enina só m e vai levar outra vez lá

abaixo à piscina para olhar para a água bonita. — Os seus olhos brilhavam com todo o fervor

de um m issionário em frente dos Portões de Pérolas.

Mrs. Havelock resm ungou. Aparentem ente, o halo era invisível para ela.

— Eu ia dizer que não, m as ele está a dar com os m eus outros doentes em doidos. Quero-

o fora daqui.

— Não dê a m inha cam a a outra pessoa — pediu Gavan, o rosto a desanim ar.

Linnet acenou a Ney then, que ela tinha m andado ficar à porta.

— Se pudesse pegar no m enino Gavan, Ney then, não atrapalhávam os Mistress Havelock.

Tenho a certeza de que ela tem um a m anhã m uito ocupada pela frente.

Mrs. Havelock lançou um olhar cáustico, que fez Linnet aperceber-se, de súbito, de quão

diferente era um avental de couro gasto de um vestido am arelo pálido, adornado com fitas

cor de cerej a.

Mas ela dirigiu à governanta um sorriso deliberado, provocador. Não tinha culpa de ter

nascido num a fam ília que pensava que se podia passar a m anhã fazendo visitas à vontade, a

tarde a escolher fitas, j á para não dizer a com prar m ais fitas, e a noite a galopar à volta de um

salão de baile.

Tal com o Mrs. Havelock não tinha escolhido nascer num a fam ília que

aparentem ente possibilitava — ou a obrigava — a ter um em prego no hospital de Piers. E

era absurdo sentir a m ais pequena ponta de invej a em relação à isso.

— Trata de todos os pacientes desta ala sozinha?

— Claro que não — ripostou Mrs. Havelock. — Seria extrem am ente im próprio. Sou

aj udada por criadas e auxiliares m asculinos. — Ela pensou, evidentem ente, que Linnet era

constitucionalm ente im prestável; virou-se sem se despedir.

Não foram à piscina, claro. Ney then depositou Gavan no estábulo e depois regressou aos

seus deveres no castelo, prom etendo voltar daí a um a hora. Linnet sentou-se num banco de

m adeira tosca, enquanto Gavan brincava com Rufus.

— Ele está diferente — disse Gavan. — Não acha que ele parece m ais feliz agora que m e

tem a m im ?

Linnet olhou para o cão. Rufus não tinha m uito pelo, m as aquele que tinha era todo

espetado. Um a orelha estava proj etada para cim a e m etade da outra parecia ter sido com ida

em qualquer altura do passado distante. A cauda inclinava-se abruptam ente para a direita,

por isso só abanava desse lado do corpo.

— Ele não é bonito.

— E bonito, sim — protestou Gavan. — Não está é a olhar para ele com o deve ser.

— Com o é que deve ser? — perguntou Linnet.

— Tem de olhar para as partes caninas dele.

Rufus sentou-se a arfar.

— Bem , ele tem um a língua m uito com prida — observou Linnet.

— Tem , não tem ? Tam bém é um a língua cor de rosa, e isso é o m elhor num cão. Acho que

devíam os dar- banho. Sabe que Mistress Havelock não gosta de pulgas. E eu acho que ele as

tem . Vê com o ele se está a coçar?

Estava, de fato, a coçar-se.

— E porque precisa de um banho — disse Gavan. — Devíam os dar- um banho, m enina.

Ela bem podia im aginar o banho.

— Penso que não deves m olhar-te nesta altura da sua recuperação. Talvez pudéssem os

pedir a um dos lacaios que o faça.

— Bom dia, Miss Thry nne.

Não era Piers. Claro que não era Piers, porque ele tinha trabalho im portante fazendo. Era

estranho, porém , que a voz do pai fosse tão parecida, quando eles eram com pletam ente

diferentes. E era m ais do que estranho, era com pletam ente estúpido, o fato de o coração de

Linnet ter dado um pulo ao som daquela voz.

Ela levantou-se de um salto e fez um a reverência ao duque.

— Com o está, Vossa Graça? Dá-m e licença que apresente o Gavan e o seu cão Rufus?

Gavan olhou para cim a.

— Vus’ Graça é um nom e engraçado.

— Este senhor é um lorde — explicou Linnet. — Essa é a m aneira com o devem os dirigir-

nos a ele.

Gavan assentiu com a cabeça e voltou a coçar a barriga de Rufus.

— Receio que não haj a outro sítio para se sentar além deste banco — adm itiu Linnet,

voltando a sentar-se. Estava cansada depois da aula de natação. — Veio ver com o estão os

seus cavalos?

O duque sentou-se na outra extrem idade do banco.

— Tive de sair de casa.

Linnet pensou que ele queria provavelm ente dizer que Lady Bernaise estava na sala de

estar, m as não sabia o que dizer exatam ente. E depois apercebeu-se de que o duque enterrara o rosto nas m ãos, por isso estendeu o braço e tocou- no om bro.

— Lam ento.

— Os erros fui eu que os com eti. — Um a lágrim a caiu- por entre os dedos. Um a voz cortou

o ar, fazendo Linnet erguer os olhos com um sobressalto.

— Isto não é aconchegante?

Com o é que ela podia ter pensado que a voz de Piers era com o a do duque? Era

com pletam ente diferente: m ais som bria, m ais forte, m ais m asculina, m ais inteligente, m ais

irada.

— O Gavan está a adquirir m ais pulgas — continuou Piers— e o querido pai está a adquirir

novos am igos. Estam os todos felizes, felizes, felizes. Deve ser a sua influência, Bela.

— Não m e cham e isso! — protestou ela, furiosa.

— Deve ser a sua influência — repetiu ele, batendo com a bengala.

— Não sej a idiota — retorquiu ela.

O duque inspirou fundo e deixou cair as m ãos. Os seus olhos estavam verm elhos e

brilhantes.

— Disseste-m e que nunca m ais te pedisse desculpa. Mas...

— Acha que m udei de opinião? — Agora, Piers não parecia indiferente. Parecia

absolutam ente furioso.

Linnet lançou um olhar rápido a Gavan, m as ele tinha rastej ado até ao canto de um

estábulo, tinha prendido Rufus no colo e estava a sussurrar a um a das orelhas peludas do

cão. Não estava a prestar atenção.

— Eu sei que nada m udou — disse o duque, a voz a ceder.

— Mas não posso deixar de dizer que lam ento. Olhei para você e para a sua m ãe ontem à

noite e percebi que dantes tinha tudo, tudo o que a vida podia dar-m e e que significava algo,

e deitei-o fora. Deitei fora o m eu casam ento. Pior, m agoei-te...

— Cale-se — ordenou Piers, a voz fria com o o oceano, m ais fria ainda. — Eu disse- que

não posso dar- o perdão que procura e, m esm o que pudesse, ele nunca faria, por m agia,

desaparecer o seu passado.

O duque lim pou outra lágrim a.

— O pai não nos deitou fora. Tirou a conclusão legítim a, ainda que pouco sensata, de que

preferia a euforia das drogas ao tédio da vida fam iliar. Quem pode dizer que, afinal, não tinha

razão? Eu próprio nunca fui tentado a dorm ir com a m esm a m ulher todas as noites. Quanto

m ais reproduzir-m e num a m iniatura barulhenta que não sabe guardar segredos.

— Pare com isso — disse Linnet, levantando-se.

Os olhos de Piers estreitaram -se.

— Oh, vej am , agora vam os ter um a inj eção de calorosa com paixão fem inina.

— Quem está a ter com paixão? Aquilo que eu vej o é o senhor fazendo figura de idiota, e,

com o eu cresci a ver esse com portam ento, não m e inspira com paixão. A repetição leva ao

desprezo, não à com paixão.

— Se o seu pai fosse um choram ingas, tudo o que posso dizer é que conheço a sensação.

— O senhor é que é idiota — disse Linnet. — O seu pai tom ou dem asiado ópio. Perdeu a

fam ília. Ofendeu-o. — Parou.

— Bu — disse Piers.

— Era isso m esm o que eu ia dizer. — Ela sorriu de um m odo calculado para o irritar.

— Terá sido o diplom a de m édico que deu a ideia de continuar a agir com o um m iúdo de

seis anos, zangado?

— Não, diga lá. Com o é isso?

O duque levantou-se tam bém , vacilando um pouco.

— Por favor. Tudo isto é culpa m inha.

—Todos nós concordam os com você — disse Piers. — Não há necessidade de continuar a

perder o seu tem po.

— Sim , porquê incom odar-se, se o seu filho se diverte a fazê-lo por você? — perguntou

Linnet.

— E sem pre assim sarcástica? — Piers parecia realm ente bastante surpreendido.

— Não. Eu sou um a j ovem senhora m uito sim pática — afirm ou Linnet. — Contudo, o

senhor faz vir ao de cim a o pior que há em m im .

— Vou-m e em bora — decidiu o duque, com um a voz pesada. — Quer dizer, nós vam os

em bora. Hoj e de m anhã ela nem sequer m e falou. Eu vou... eu levo-a de volta a Londres, Miss

Thry nne. Não sei porque não m e apercebi m ais cedo, m as o m eu filho nunca aceitaria um a

noiva que eu sugerisse.

— Isso é verdade? — perguntou Linnet, pondo as m ãos nas ancas. Piers ergueu um a

sobrancelha de reprovação.

— O quê, preferia ser rej eitada pelos seus próprios m éritos, ou deverei dizer dem éritos?

— Não vam os a lado nenhum — resolveu ela, voltando-se para o duque. — Vam os ficar

aqui até eu ter a certeza absoluta de que não sinto o desej o de casar com um tirano de seis

anos, desagradável e egocêntrico.

— Está a falar de m im ? — perguntou Gavan, de repente.

Ela ergueu os olhos.

— Não, vai brincar com o seu cão.

— Vou tentar cam inhar — declarou Gavan. O Rufus aj uda-m e.

— Boa ideia — concordou Piers. — A enferm eira Matilda não vai guardar-te a cam a para

sem pre, você sabes.

Gavan levantou-se, vacilando um pouco, e saiu do estábulo. Rufus seguiu-o de perto. Todos

o observaram quando ele com eçou a descer o corredor que seguia ao longo dos estábulos.

— Um a vez para lá e para aqui, e depois é m elhor voltares aos ternos cuidados da Matilda

— disse Piers.

— Se m e dão licença — disse o duque —, acho que vou voltar para casa. — Endireitou os

om bros e faz um a reverência delicada, m as os seus olhos estavam m eio fechados e pequenos.

Linnet esperou que ele se fosse em bora e depois disse:

— Tem de perdoar.

— Porquê? — Piers parecia, realm ente, m eio interessado.

— Não é bom para nenhum de vós.

— Dá-se conta de que parece que está a ter alucinações? Nós não falam os assim em Gales.

Bom para nenhum de vós. Espere! Eu ouvi esse tipo de linguagem um a vez, de um hom em

dem ente, que pertencia à Fam ília do Am or.

Ela olhou para ele, à espera.

— Não vai perguntar o que é a Fam ília, nem que sej a para fugir e ir ter com eles?

— Não percebi que queria um a resposta. Quando o Ham let está a m onologar, ele fala, fala,

fala sozinho.

Piers lançou um olhar enoj ado e virou-se para se ir em bora. Ela ergueu a voz.

— Tem de perdoar ao seu pai, porque a raiva é destrutiva e faz de você um m édico pior.

— Na verdade, faz de m im um m édico m elhor. Sou m ais capaz de notar quando as pessoas estão a m entir-m e e, creia-m e, não há ninguém a quem as pessoas m intam m ais do que a um

m édico.

— Engana-se — disse ela. — As esposas ganham .

Ele deu um a gargalhada.

— O seu pai lam enta ter consum ido todo aquele ópio. Lam enta ter m andado a sua m ãe

para França e depois ter-se divorciado dela. O sorriso dele era quase selvagem .

— Os viciados lam entam m uitas vezes o que aconteceu. Tenho-o visto repetidas vezes.

— E as fam ílias perdoam — disse ela.

— Ah, sim ? Que sabe disso?

— Os m eus pais tiveram m uitas vezes ocasião de perdoarem um ao outro.

Ele dirigiu-se a ela a coxear, pôs um a m ão debaixo do queixo.

— E a senhora, a senhora perdoou ?

Apanhada de surpresa, Linnet pestanej ou. Ele deixou cair a m ão.

— Pensava que não. É m ais fácil dar conselhos do que aceitá-los.

— Claro que lhes perdoo — disse ela. Apesar de a sua voz denunciar incerteza.

— O seu pai não devia ter vindo com você? — perguntou- Piers cruelm ente, indo direito

ao seu ponto fraco. — Afinal, eu tenho um a fam a cuidadosam ente engendrada de m onstro.

Ele m andou-a para as terras inóspitas de Gales sem rem orsos?

— Acom panhada pelo seu pai — disse ela —, um duque.

— Am bos tem os parentes irresponsáveis, para não dizer insensíveis. — Parecia bastante satisfeito. — Chega desta m aravilhosa cavaqueira. Vim dizer- que está na hora de alm oçar.

— Irresponsabilidade e falta de am or não são boa com panhia. O m eu pai am a-m e;

sim plesm ente acha difícil, se não im possível, pôr a hipótese de deixar o conforto de Londres.

O seu pai obviam ente am a-o, um a vez que tolera o seu abom inável hum or e a sua geral

antipatia.

— Presum o que está a avisar-m e que não eleve as m inhas expectativas com base nesse

pequeno ponto de concórdia entre nós?

— Ela não tinha reparado quão perto ele estava dela. O seu cheiro lim po, m asculino,

chegava até ela com o um a carícia e punha o coração a galope.

— Acho que tem os um vínculo m ais interessante do que a inépcia parental — disse Piers.

Mudou a bengala da m ão direita para a esquerda. Ela ficou à espera, sim plesm ente à espera.

Um a m ão passou- pela face, enrolou-se no cabelo. Ela continuava à espera, sem dizer um a

palavra.

Parecia que o m undo inteiro estava à espera, os sons do estábulo, o barulho dos passos

incertos de Gavan ao longo do corredor, o bater ocasional do casco de um cavalo, a m adeira

a ranger... tudo isso esm orecia perante a expressão determ inada dos olhos dele.

— Os seus olhos... — disse ela, m as ele cortou a palavra.

Os lábios dele eram com o brande, com o um aturdim ento que varria as costas e roubava

a respiração. E a sua língua...

Ela tinha odiado, abom inado, quando o príncipe enfiara a língua na boca. Só as boas

m aneiras que tinham sido inculcadas pela governanta m ais rígida que o pai conseguira

encontrar nas Ilhas Britânicas inteiras a im pedira de dar um a bofetada na cara de Augustus.

Mas agora...

Piers não enfiou a língua onde não devia, com o Augustus fizera. Desenhou, antes, a linha

dos seus lábios, um toque tão doce que ela abriu os lábios convidando-o a entrar. Ele não

aceitou o convite. A sua língua dem orou-se, saboreou-a, arreliou os lábios.

O coração dela batia m ais depressa e ela queria... queria... A sua língua tocou na dele,

brincou um m om ento, provou a essência de Piers.

Depois, finalm ente, finalm ente, a m ão que envolvia a cabeça puxou-a m ais, contra as

linhas duras do corpo dele. Ele baixou a cabeça apenas um centím etro, m as Linnet, todos os

instintos selváticam ente alerta, sentiu o m ovim ento, a m udança, a intenção dele.

O seu beij o não foi um a adoração gentil. Foi um beij o arrasador, ardente, um beij o

loucam ente apaixonado, de entrega tum ultuosa. Os braços dela rodearam instintivam ente o

pescoço. Ele sabia ao chá fum egante que tinha bebido ao pequeno-alm oço e a um a substância