Quando a Bela Domou a Fera
Capítulo 8
— Eles têm im enso m edo de m im .
— A sério?
— A senhora tam bém devia ter.
Ela sorriu- .
— Talvez devesse tentar m ais.
— Talvez devesse casar com igo — disse ele. Ela riu-se alto.
8
Piers entrou na sala de estar nessa noite e percebeu que era o prim eiro a aparecer, o que
era precisam ente o que queria. Sebastian tinha tendência a lançar um olhar reprovador à sua
ingestão de brande e, com o Piers não queria andar ao soco com ele, preferia beber antes de
o prim o aparecer.
Com o um bêbado, agora que pensava nisso.
Pousou o copo de brande em cim a do aparador. Prufrock abriu a porta e disse:
— Miss Thry nne — e fechou-a atrás de você.
A sua noiva entrou, parecendo, se possível, ainda m ais radiante do que nessa m anhã. Era
extrem am ente bela. Realm ente. O pai superara-se. Prim eiro, tinha desencantado Prufrock e
agora ela. Linnet parecia um a princesa, toda ela curvas e doçura e pele m acia.
Decididam ente, m ais bela do que o Sol e a Lua.
E tinha um diabo de peito. O que não era m ais do que um a glândula m am ária funcional,
recordou ele a você próprio.
— Noiva — disse ele, à laia de saudação. — Desej a um pouco de brande?
— As senhoras não bebem brande — respondeu ela. Usava um vestido de noite branco
com pequenas pregas em cim a e pedacinhos flutuantes de tecido transparente em baixo,
bordado com flores nas orlas. Muito engenhoso, pois dava a um hom em a ideia de poder
ver- as pernas se olhasse esforçadam ente.
— Bonito — disse ele, indicando o vestido com um m ovim ento da bengala. — Apesar de
eu pensar que ficaria m elhor de verde.
— Os m eus vestidos de noite são brancos — disse ela. — Pode dar-m e um copo de
cham panhe?
— Não, m as o Prufrock pode. Quando ele voltar. Porquê brancos?
— As senhoras solteiras usam branco à noite.
— Ah, as virgens! — disse ele, percebendo. — Então está a anunciar a sua inexperiência
erótica no m ercado aberto, não está?
— Precisam ente — disse ela, pegando na garrafa de cham panhe e lutando com a rolha.
— Por am or de Deus — disse ele. — Deixe-m e fazer isso. Não sabia que estava
desesperada. — Tirou a rolha e serviu- um copo. — Que aconteceu à alm ofada que trazia à
volta da cintura?
Era óbvio que ela não a tinha. O seu corpo parecia um delicado espécim e da fem inilidade
inglesa. Esguia nos sítios certos e roliça em todos os outros.
— Pula de parte. O senhor tinha razão. Fazia-m e calor.
— O m eu pai vai ficar horrorizado. A senhora acaba de chegar e o bebê real j á se foi.
Ele é com pletam ente obcecado pela nossa história fam iliar, sabe.
— Um dia ele terá de saber, portanto, que im porta isso? Eu não tinha percebido que o
senhor estava tão afetuosam ente preocupado com as em oções do seu pai.
— Hã. — Bebeu outro gole de brande.
— Porque está agora a encontrar-se com o seu pai pela prim eira vez em anos? Afinal, para
ter adquirido a sua m aravilhosa reputação, deve estar a viver em Inglaterra j á há algum
tem po.
Na realidade, era bastante perturbador estar perto de um a pessoa tão bela com o ela.
Tinha os olhos grandes e azuis. Do gênero de azul que ele via no m ar m esm o antes de
com eçar um a tem pestade.
— Eu adquiri esta reputação em Oxford — explicou ele. —Tam bém exerci em Edim burgo
e, segundo parece, espalharam -se notícias sobre a m inha personalidade fascinante. As
pessoas não têm nada m elhor de que falar, obviam ente. Então, porque não são as suas
pestanas ruivas? Calculo que as pinta.
— Claro que pinto. E suponho que nunca se encontrou com o seu pai porquê...
Ele não reagiu, lim itando-se a esperar que ela especulasse.
— Porque viveu toda a sua infância em França?
— Depois dos seis anos. Fui criado com o m eu prim o, aquele palerm a de cabelo louro que
a senhora viu a diagnosticar m al um a febre.
— E com um os pares do reino serem m édicos em França? — perguntou ela. — Devo dizer
que aqui é m uito pouco habitual.
Ele encolheu os om bros.
— Eu e o Sebastian partilhávam os um a paixão de infância por abrir coisas e ver com o
funcionavam . Nenhum de nós viu qualquer razão para m udar quando crescem os e, além
disso, deu-se a Revolução que exterm inou m uitos dos aristocratas franceses, se bem se
lem bra.
Ele fitou-a.
— Tem idade suficiente para se lem brar?
— Claro que tenho. Correram algum perigo, os dois?
— As escolas de m edicina francesas fecharam em noventa e dois, por isso viem os para
Inglaterra e passam os a estudar em Oxford.
— Então, escaparam às piores insurreições. Foi sorte.
Ela acabou o cham panhe. Piers observou a sua garganta a m over-se enquanto ela engolia.
O corpo hum ano era um a coisa fascinante.
— A m inha m ãe perdeu o m arido em noventa e quatro, m as felizm ente não perdeu a vida
— acrescentou ele.
— Porque hão se encontrou com o seu pai quando regressou a este país?
— Não quis. Tinha m em órias claras dele. E um palerm a fraco.
— O m eu pai tam bém — disse ela de um a form a bastante surpreendente. — Mas eu am o-
o e ele é m eu pai. E, j á agora, o seu pai não é palerm a nenhum . Jantei com ele todas as noites,
no cam inho para aqui, e ele tem o dobro do j uízo do m eu pai.
— Então, porque não casa com ele? — perguntou Piers, zom beteiram ente, antes de
pensar. Depois, todo o seu corpo ficou tenso com um a súbita repulsa. Com eteria parricídio
antes de o perm itir.
Ela franziu o nariz.
— Tenho a certeza de conseguir encontrar alguém com quem casar que não tenha m ais
de vinte anos que eu. E, se eu tivesse escolha, preferia fazê-lo.
— Mas não teve escolha quando se tratou de ser m inha m ulher, pois não?
— É raro as m ulheres terem escolha — disse ela. — Tem os m uito pouca voz no assunto.
— Se eu pedisse que casasse com igo, então teria escolha.
Ela gorgolej ou um a gargalhada.
— O senhor não quer casar com igo.
— Casa com igo? — perguntou ele.
— Não.
— Pronto. Não se sente cheia de poder? Rej eitou um conde m esm o antes de o j antar estar
na m esa. E com certeza capaz de coagir um desses pobres m édicos fazendo-um a proposta
antes da hora de dorm ir. O Bitts é o que tem m elhor origem social; é o segundo filho de um
visconde, ou um a coisa do gênero.
Ela riu-se outra vez. Era inquietante o quanto ele gostava daquele riso. Ela era, de fato,
um a m ulher perigosa.
A porta abriu-se e Prufrock anunciou os três j ovens m édicos que estavam naquela altura
a causar- um grande incôm odo ao tentarem aprender m edicina.
— Penders, Kibbles e Bitts — disse Piers, indicando cada um com a cabeça, na sua vez. —
O Kibbles é o único que tem os m iolos a funcionar; o Bitts é um cavalheiro, por isso
não couberam nenhuns em herança. E o Penders está a m elhorar, o que é bom , porque não
havia outro cam inho a seguir, a não ser para cim a. Meus senhores, apresento Miss Thry nne,
a m inha noiva.
Ela dirigiu aquele sorriso patenteado que tentara com ele. Eles derreteram -se com o
m anteiga e Penders até balançou um pouco.
— Mostra algum caráter — disse Piers, estendendo a m ão e dando- um a cotovelada. —
Nunca viste um a m ulher bonita?
— Muito prazer em conhecê-la — disse Kibbles, fazendo um a reverência tão profunda que
ia perdendo o equilíbrio.
A porta abriu-se m ais um a vez e Prufrock anunciou:
— O duque de Windebank. O m arquês LaTour de lAffitte.
Piers encostou-se ao aparador e esperou para ver com o a sua pretensa noiva lidaria com
o fato de ser a única m ulher na sala. Com um olhar, pediu ao pai que se m antivesse à distância,
e o hom em obedeceu, afastando-se para olhar pelas j anelas que davam para o m ar.
Isso deixou quatro hom ens a babarem -se sobre Linnet. Mesm o Sebastian, que ele
considerara ter m ais j uízo do que ele próprio, estava a exibir-se naquele m om ento.
Linnet fez aquele risinho gutural que ela tinha, e Sebastian aproxim ou-se m ais, os olhos
brilhantes de um m odo que até então Piers só tinha visto na sala de operações.
Para sua enorm e surpresa, sentiu um grunhido leve a subir- na garganta. Ciúm es,
diagnosticou. Juntam ente com um feio pedaço de sensibilidade egoísta. Eu não a quero, m as
tam bém não quero que ninguém tenha o m eu novo brinquedo reluzente.
Com aquela ideia na cabeça, afastou-se do aparador e, a coxear, foi ter com o seu querido
pai. Afinal de contas, tinha de ser. Dificilm ente podia hospedar o hom em sob o seu teto e
ignorá-lo com pletam ente.
O duque virou-se, m as depois lim itou-se a ficar ali, com o se esperasse que Piers batesse.
Era abom inavelm ente enfadonho.
— Pensei que tínham os um acordo — disse Piers. Ele acenou com a cabeça.
— Quebrei-o.
— Não quero que se aproxim e de m im . Em troca, dou- autorização tácita para colocar
espiões na m inha casa...
O pai com eçou a falar, m as Piers levantou a m ão.
— Não faça de m im idiota. O Prufrock não encontrou o cam inho para as terras inóspitas
de Gales sozinho. Às vezes, penso que devia dim inuir- o salário, j á que o pai está, sem dúvida,
a pagar- .
Silêncio.
Piers fitou-o, m as, por qualquer m otivo, não tinha grande prazer em ser grosseiro. Tinha
passado tantos anos a odiar o hom em que era bastante estranho descobrir — agora que
estavam frente a frente — que ele era, afinal, apenas um hom em .
— Presum o que j á não é viciado em ópio — com entou ele. Enquanto m édico, sabia. No
entanto, tinha aprendido os sinais da dependência do ópio antes disso: nos j oelhos da m ãe,
observando o pai.
— Já lá vão doze anos. Com o está a sua m ãe?
— Provavelm ente, sabe que o m arido dela m orreu durante o Terror. Ela gostava m uito
dele.
Ele confirm ou com um aceno de cabeça.
— Claro que sabe. Provavelm ente, tam bém tem espiões entre o pessoal dela.
— Fizeste bem em tirá-la de França — disse o duque, sem se incom odar a desm enti-lo. —
Não gosto do am biente das coisas por lá.
— Foi o Sebastian — corrigiu Piers. — Eu nem pensei duas vezes. Ele tirou rapidam ente
as nossas m ães do país há um m ês, m ais ou m enos, e depois apareceu ele aqui.
— Eu vou... eu vou ficar aqui até você casares e depois deixo-te sozinho outra vez. — O
duque fez um a referenciazinha seca.
Piers pensou se havia de dizer que o casam ento não ia realizar-se, e decidiu não o fazer.
O pai não tinha nada com isso, apesar de ter arranj ado a noiva em questão. Olhou por cim a
do om bro e viu que Linnet estava a sorrir para Seb.
— Ela é encantadora — disse o duque com um toque de orgulho.
— Melhor ainda, traz um bebê real a reboque — acrescentou Piers, indo direto ao coração
do seu êxtase. — Que belo negócio m e arranj ou: m ulher e herdeiro num único e doce
em brulho.
— Seria difícil a qualquer m ulher resistir ao príncipe Augustus, quanto m ais a um a tão j ovem e bela com o Miss Thry nne. Mas, para o caso de estares preocupado, eu perguntei- e
ela não está apaixonada pelo príncipe.
Piers quase sorriu. Não, Linnet não estava apaixonada pelo príncipe. Na verdade, achava
que ela era um bocadinho parecida com ele próprio. Havia boas hipóteses de ela nunca
sucum bir a um a em oção tão constrangedora.
— E se ela estiver grávida de um a m enina? O pai continua sem herdeiro.
— Vê quantos filhos tem o rei — disse o pai. — Há boas hipóteses de ser um rapaz. E, ainda
que ela estej a m esm o à espera de um a criança do sexo fem inino, a sua parte dos bens não
está vinculada a m orgadio e o m eu advogado diz que podem os quebrá-lo na m inha parte,
tam bém . A criança não terá o nosso título, m as terá o resto.
— Bem — disse Piers, sabendo que estava a ser abrupto, m as incapaz de suportar m ais
um segundo a com panhia daquele velho de olhos ansiosos. — E m elhor eu voltar para a
m inha noiva, antes que o Sebastian a agarre e a leve para França.
O pai franziu a sobrancelha.
— O Laffite é seu prim o. Claro que não te rouba a noiva.
— Realm ente, ele é m eu prim o. Mas olhe para a m ulher que m e trouxe, pai. — Deu ao
rótulo um tom trocista. — Não há m uitas com o ela em toda a França ou Inglaterra.
— Não — concordou o pai. — E tam bém não só por causa da sua beleza.
Piers lançou um olhar vagaroso a Linnet. Havia a beleza, certam ente. Mas ela não fazia
dim inuir o valor da inteligência existente nos seus olhos. E, na sua opinião, a cadência
ligeiram ente cínica da sua. Voz ainda a tornava m ais bela, com o se Afrodite tivesse sido
cruzada com Atena.
— Vai — disse o pai, fazendo um gesto abrupto. — Podes fazer de conta que eu não estou
na sala. Não é preciso fazeres cerim ônia com igo.
Piers voltou a atravessar a sala e interrom peu a conversa entre Linnet e o seu prim o.
— A m inha noiva — rosnou ele, lançando um olhar a Sebastian.
O francês sorriu a Linnet com todo aquele charm e galês que ele exibia de um a form a tão
descarada.
— Tem a certeza de que não preferia casar com igo? Viver com o Piers é viver com o
próprio diabo. Já levo anos dele e sei o que digo.
Os olhos de Linnet dançaram sobre Sebastian com o se estivesse a considerar seriam ente
a sua proposta e Piers teve o desej o súbito de esm urrar a cara do prim o.
Que diabo se estava a passar? Decidira havia m uito tem po que estava m elhor sozinho. Não
precisava dem ais ninguém com quem se preocupar.
— Devia aceitá-lo — obrigou-se a dizer. — Ele é m ais sim pático. Eu sou m ais rico, no
entanto.
Sebastian encolheu os om bros.
— As m inhas terras foram confiscadas. Mas tenho o suficiente.
— Tens o suficiente para te vestires com o um peralvilho — disse Piers. — Não disseste
que ias ver com o está aquela am putação de hoj e à tarde?
— Já vi.
— Então que gênero de coisas é que corta? — perguntou Linnet.
— Pernas e braços — respondeu Sebastian.
— Ele podia estar a cortar lenha, m as optou pelo cam inho m ais fácil — disse Piers.
— Pensava que abria pessoas de alto a baixo — disse Linnet. Não parecia m inim am ente
assustada ou suscetível, o que era pouco habitual na experiência de Piers quanto a j ovens
senhoras.
— Há dem asiado risco de infecção — disse- Sebastian.
Estava a abrir a boca, planeando provavelm ente regalá-la com porm enores
sanguinolentos dos seus pacientes m ortos, quando Prufrock os cham ou à sala de j antar. À
m esa, Piers tinha Linnet à sua direita, e Sebastian, graças a Deus, fora deportado para a outra
extrem idade para falar com o duque.
— Foi um a sorte para você a cam painha ter tocado naquela altura — disse ele a Linnet.
— O m eu prim o estava quase a aborrecê-la de m orte com histórias de infecção e m orte.
— E m uito am ável da sua parte arranj ar-m e um m arquês residente com quem nam oriscar,
na m edida em que o Continente deve ser a m inha próxim a m orada.
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"Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando
por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo
nível."
— Quer dizer que vai ter de sair do país? Por causa desse bebê que não existe?
Ela encolheu os om bros.
— Casar com você foi ideia da m inha tia para um a reparação brilhante da catástrofe
im inente.
Na sequência desta revelação, um cavalheiro faria, provavelm ente, um a rápida proposta
de casam ento. Piers, contudo, não teve qualquer problem a em m anter-se em silêncio.
— Posso oferecer- vinho? — Prufrock inclinou-se de tal m aneira sobre Linnet que
provavelm ente estava a olhar- pelo corpete abaixo.
— Vai-te em bora — rosnou Piers. — Nós estam os a ter um a conversa privada. Vais ter de
aprender a com portar-te m ais com o um m ordom o quando eu casar com a Linnet, sabes. Não
posso deixar-te irrom per pelos aposentos m atrim oniais, quanto m ais por confidências
m atrim oniais.
— Com o desej ar — disse Prufrock, afastando-se a deslizar, sem olhar para trás.
— Eu acho que o ofendeu — disse Linnet. — Que estranho m ordom o o senhor tem .
— Espia para o m eu pai — explicou Piers. — O Prufrock não pode dar-se ao luxo de se
sentir ofendido, um a vez que está a ser pago por duas casas. Ouça, am anhã de m anhã levo-a
a nadar.
Ela abriu a boca, m as ele falou prim eiro.
— Se m ergulhar e se afogar, as pessoas vão falar. Vão dizer que eu o fiz só pelo prazer de
a dissecar.
Linnet franziu o nariz.
— E quem vai ensiná-la a nadar se não for eu? Não que eu acredite que consiga aguentar-
se dentro de água. No m inuto em que a sentir, com eça a guinchar e a correr pelo cam inho
acim a.
— Não é decente.
Piers rolou os olhos.
— Para um a j ovem senhora que teve recentem ente conflitos com a realeza, a senhora é
m uito puritana. Eu não constituo perigo para a sua castidade. Além disso, podem os ir de
m anhã cedo, enquanto a sua dam a de com panhia ainda estiver a ressonar. Ah, espere, não
tem dam a de com panhia.
Ela sorriu, não aquele autêntico m ilagre de covinhas que ela utilizava para m anipular os
pobres im becis que ficavam sob o seu feitiço, m as um pequeno sorriso, quase secreto. Apenas
um encaracolar dos lábios e um sorriso, bem fundo, nos olhos.
— Muito bem — disse ele, afastando-se da m esa.
— Ainda não com em os o segundo prato...
— Há pacientes a m orrer lá em cim a, sabe. — E com isto partiu.