Quando a Bela Domou a Fera

Eloisa James · Capítulo 19 de 36

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Quando a Bela Domou a Fera

Capítulo 19

que, supostam ente, não resultava com governantas indignadas.

Piers abriu a boca, m as ela deu- um beliscão tão grande que ele voltou a fechá-la.

— Am anhã podem os discutir com o se hão de gerir as visitas da fam ília — sugeriu Linnet.

— Tem os, claro, de descobrir um a m aneira de incom odar o m enos possível o seu trabalho.

Sei que gere m uito bem a ala, Mistress Havelock.

O sorriso, evidentem ente, não resultou com Matilda. Mesm o assim , ficou parada um

instante, obviam ente a calcular se devia ceder ou não.

— Eu conheço os m odos engraçados do doutor — disse ela, por fim , com ar severo.

— Bom dia, Mistress Havelock — despediu-se Linnet, puxando Piers pelo corredor.

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—A Linnet é um a bruxinha m etediça — disse Piers. — Espere um m om ento. Dói-m e a

perna. — Abriu um a porta.

— Um a cam a vazia m esm o à espera de um paciente. — Entrou.

— Lugar perfeito para nos sentarm os e descansarm os as nossas pernas cansadas. Linnet

encostou-se ao caixilhe da porta, a rir.

— É suficientem ente grande para dois — disse Piers, assegurando-se de que o seu tom de

voz não era excessivam ente esperançoso. — Ou está dem asiado dorida?

Ela franziu a sobrancelha.

— Não tem nada com isso.

— Claro que tenho. Olhe, entre e feche a porta. Não querem os dar à pobre enferm eira

Matilda m ais choques do que ela j á enfrentou num só dia.

Linnet entrou e fechou a porta. Mas não fez qualquer m ovim ento para subir para a cam a

com ele.

— Venha aqui, então — disse ele, dando pancadinhas na cam a.

— É altura de um a consulta particular com o seu m édico preferido. Venha contar-m e tudo

sobre essa horrível sensação dolorosa causada por aquele diabo sedutor que se aproveitou

de você.

Ela riu-se.

— E tenho de m e sentar na cam a para falar disso?

— Com o vou determ inar o ferim ento antes de fazer um exam e? — perguntou ele com

razão. — Um exam e rigoroso.

— Não dói assim tanto. Além do m ais, não podem os fazer isso outra vez.

— Porque não? — Estendeu a bengala em direção a ela.

— Segura nisso?

Ela avançou um passo e segurou a bengala pela extrem idade, depois ele deu um puxão

para trás, recolhendo-a com o a um peixe num a linha de pesca. Linnet caiu em cim a dele num a

trouxa m acia e alvoroçada de fem inilidade docem ente perfum ada.

Os braços de Piers ficaram tensos.

— Raios, a Linnet cheira bem .

— O Piers cheira a sabão — disse ela, cheirando. — Sabão desagradável.

— Sabão de rícino. Estam os a tentar reduzir a infecção hospitalar.

— Que diabo é isso?

— As infecções circulam pelos hospitais e m atam pacientes que nem sequer estavam na

fila para um caixão — explicou ele, afagando o cabelo com o nariz até que encontrou um a

orelhinha de form a delicada. — Este castelo é perfeito porque tem tantos quartos que

podem os aloj ar os pacientes sozinhos, na sua m aioria, até a febre baixar.

— Gostava de contratar algum as m ulheres da aldeia para virem aqui ler aos pacientes que

estão acordados e não são contagiosos — disse Linnet.

— Mulheres, da aldeia e leitura. Vej o aí um problem a.

— Um a m ulher da aldeia que saiba ler — disse ela, não revelando m uita paciência. Tenho

a certeza de que as há. E um a m ulher ou duas para entreter as crianças e talvez tentar ensiná-

las a ler.

— Entreter? Isto é um hospital ou a coisa m ais próxim a disso. Não som os palco de um

espetáculo itinerante.

— Os pacientes m elhoram m ais depressa se tiverem algo em que pensar. Olhe, vej a o

Gavan.

Ela calou-se, m as Piers apercebeu-se de um tom na sua voz que o fez dar- um a dentadinha

na orelha.

— Que está a tram ar?

— Nada. O Gavan percorreu os estábulos de um lado ao outro cinco vezes, depois de

alm oço. A perna está m uito m ais forte.

Piers pensava na opinião dela enquanto passava a m ão sobre o peito verdadeiram ente

m agnífico.

— Está dorida?

— Sim — disse ela, um pouco tím ida, com eçando a ficar com as faces rosadas.

— Quer que eu dê um a olhadela a ver se está tudo em ordem ? Seria um prazer para m im .

— E falava a sério. Para o caso de ela dizer que sim , beij ou- o pescoço, descendo para a curva

do seio. Mais perto do sítio do problem a, por assim dizer.

— Não — disse ela, a voz m uito determ inada.

Mas as suas m ãos estavam no peito dele tam bém , deslizando pela cam isa. Ele estendeu a

m ão para baixo e arrancou a cam isa dos calções para dar m elhor acesso.

Ela puxou a cam isa para cim a com um a expressão encantadoram ente ávida. Logo os seus

dedos correram pelo peito, deixando pequenos trilhes de fogo no seu rasto. Piers rolou para

o lado para a deixar explorar o que quisesse.

Linnet inclinou a cabeça delicadam ente, educadam ente, com o se fosse um a garça de

pescoço com prido a considerar algum a coisa que estava dentro de água.

— Por favor — disse ele, observando-a, e ficou quase envergonhado com o tom rouco e

carente da sua voz. Mas não com pletam ente.

Em especial, depois de um a pequena língua rosada se enrolar sobre o seu m am ilo. Um

ronco áspero escapou dos lábios.

— Porque tem os olhos fechados? — obrigou-se a perguntar, forçando-se pensando

sensatam ente.

— O Piers sabe m aravilhosam ente — disse ela, sonhadora.

— E cheira tão bem , ainda um pouco a sal, m as a sabonete... não, não aquele sabão horrível,

sabonete agradável. — Dentinhos brancos fecharam -se, m ordiscaram -no e o corpo dele

arqueou-se instintivam ente para o dela, pedindo aquilo que não podia ter.

Ela beij ava-o m ais abaixo agora, na barriga, nas partes m acias da sua pele a quem nunca

ninguém , algum a vez, prestara atenção. Piers fechou os olhos apenas para voltar a abri-los

quando ela disse:

— Não era m elhor despir os calções? Ele levantou a cabeça.

— Despir? Não podem os fazer nada, Linnet. A sua pobre ratinha não aguenta m ais um a

intrusão de...

— Isto? — disse ela, afagando-o. — Só gostava de o ver. Com o deve ser, quer dizer. Se tiver

tem po.

—Tem po? — repetiu ele, m al acreditando nos seus ouvidos.

— Acho, sim , tenho tem po. Em bora talvez sej a m elhor pôr o ferrolhe na porta. Assim , ela

levantou-se e pôs o ferrolhe na porta, o que o fez reparar que as faces dela tinham adquirido

um a cor encantadoram ente rosada e os olhos um ar sensual e um pouco selvagem . A luxúria

dela era com o um a acendalha para a dele e m al conseguia em purrar os calções para baixo...

m as conseguiu.

E ficar deitado na cam a para ver o que ela faria. O que ela fez...

Aj oelhou e depois encostou-se de lado, as suas lindas curvas m esm o à frente dele, a linha

direita das suas costas a descer para a curva das ancas, o rabo.

— Globos — disse ele, a m ão descendo- pelas ancas e depois atrás. — Outra palavra para

nádegas. Mais poética, talvez.

— Os dedos dele trem iam .

Linnet estivera apenas a olhar, m as depois estendeu a m ão e enrolou os dedos em volta

dele.

O som que saiu dos lábios era indigno, no m ínim o. Era um som carnal e ele achou que as

faces de Linnet ficaram um pouco m ais rosadas. Lutando para não ficar apenas de costas a deixá-la fazer o que queria, enfiou a m ão com m ais firm eza na curva do rabo dela, em torno

da curva m ais deliciosa de todas, entre as pernas.

Ela encolheu-se.

— Muito dorida — disse ele, retirando a m ão. — Peço desculpa. Os olhos de Linnet

cintilaram de divertim ento.

— Mas não está arrependido?

Arrependido da experiência sexual m ais extática da sua vida, para ser franco?

— Nunca.

Ela pareceu gostar da resposta, um a vez que se deslocou um pouco para baixo, na cam a, a

cabeça baixou e a língua tocou- .

A cabeça dele caiu para trás com o m ovim ento, o toque líquido, quente, dela. No entanto...

— Linnet — conseguiu ele dizer.

— Sim ? — Olhou para ele, pensativa. Ele afastou a m ente das possibilidades em que ela

pudesse estar pensando.

Aclarou a voz.

— Sinto que devo dizer...

Ela inclinou-se para a frente, voltou a lam bê-lo e depois os seus lábios deslizaram em volta

dele com o seda m olhada.

Um grito rouco saiu da garganta de Piers.

— O que é? — perguntou ela, levantando os olhos para ele. Tinha os olhos brilhantes de

travessura e escuros de desej o... Era a própria im agem do sarilhe.

— A m aior parte das senhoras, quer dizer, das m ulheres que não são pagas pelo seu

tem po, não dá prazer aos hom ens dessa m aneira — disse ele, rouco.

Um pequeno sulco enrugou a testa.

— Não? Porque não? O Piers fez-m e isso a m im e disse que era absolutam ente decente. —

Ela estendeu a m ão e correu os dedos rapidam ente para cim a, com o se um a pena nele

roçasse.

— Eu gosto desta parte de você. Um a form a tão interessante, com o se fosse feita para um

beij o. Vê?

E, antes de Piers poder fazer fosse o que fosse, não que ele a tivesse im pedido, ela inclinou-

se outra vez. A sua boca estava a apertá-lo, com o delírio, com o febre no seu sangue, com o...

— Não parece desgostar — concluiu ela, parando outra vez.

— Marota — disse ele, levantando a cabeça. — Não...

— Não continuo? — disse ela, cheia de tristeza fingida.

— Estava precisam ente a com eçar a im aginar de que gostaria. Por exem plo...

Fê-lo outra vez, m ais fundo, no preciso m om ento em que a m ão envolveu, apertando-a, a

parte de baixo dele. As ancas de Piers m overam -se subitam ente para a frente e ele percebeu

que tinha exatam ente cinco segundos para ter a certeza de que Linnet, a deliciosa Linnet,

sabia exatam ente o que estava fazendo.

— Se continua fazendo isso — disse ele, a voz estrangulada —, vou vir-m e. E isso significa

que o m eu esperm a sai e vai direito para dentro da sua boca.

— É prej udicial? — Parecia curiosa, m as sem m edo.

Algo no corpo dele descontraiu, sentindo certa reserva profunda e severa.

— Não — sussurrou ele. Ela estava a brincar com a m ão direita, tam bém , tocando- nas

bolas, esfregando-o. O cabelo cintilava ao sol, que entrava obliquam ente pela j anela,

enquanto ela voltava a inclinar-se para ele — o cabelo sedoso de um a princesa. Mas nunca

um a princesa deu ao seu senhor um prazer assim .

Ele podia retirar-se. Disse a você próprio que se retirasse. Nunca tinha perm itido a um a

m ulher que prestasse um serviço tão íntim o, nunca.

Mas não conseguia reter os sons que irrom piam da garganta. As suas bolas ficaram

tensas, arqueou-se para ela um a últim a vez. A língua dela deu um a voltinha engraçada, um a

carícia que o queim ou até às bolas e pelas pernas abaixo...

Piers perdeu-se com o nunca se perdera antes. A m ente fechou com o um a caixa com

tam pa, deixando-o com o nada m ais do que um hom em nas m ãos e na boca de um a m ulher

que estava a divertir-se. Não, há m elhor afrodisíaco, pensou vagam ente.