Quando a Bela Domou a Fera

Eloisa James · Capítulo 17 de 36

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Quando a Bela Domou a Fera

Capítulo 17

Linnet atirou-se para trás, puxando-se para cim a, contra a cabeceira da cam a. Piers deixou

as m ãos afastarem -se das suas pernas e ela j untou os j oelhos contra o peito, com o

pensam ento reflexo de cobrir as partes m ais íntim as.

Mal podia acreditar que tinha perm itido um a coisa daquelas. Tinha o estôm ago a coagular-

se de vergonha.

— Isso foi m uito indecente — declarou ela, atribuindo- parte da culpa. — Tenho a certeza

de que as pessoas não... onde é que aprendeu fazendo um a coisa assim ?

— Com o sabe o que as pessoas fazem ou não fazem ? — Piers rolou para o lado e apoiou a

cabeça num a m ão. — Com o m édico, posso dizer- que elas fazem coisas que nós ainda não

tentam os. Alguém ensinou, algum a vez, as coisas próprias e im próprias do quarto de cam a?

Ela negou com a cabeça.

— Tam bém pensava que não — concluiu ele com satisfação. — Dado que existem lacunas

óbvias na sua educação.

— Que quer dizer? — Contra todo o bom senso, o seu corpo ainda trem ia.

— Sabe o que acabou de acontecer?

O riso escapou da boca antes de ela conseguir im pedi-lo.

— Considero isso um sim — disse ele. — Bem , a prim eira regra é que nada é im próprio

entre am antes.

— Parece que está a ensinar os Patinhos — obj etou ela.

— Ouvi-o fazer perguntas que tinham com o obj etivo obrigá-los a dar respostas idiotas.

— Acredite em m im , nunca pensaria ensinar coisas íntim as. Um a razão é que eles têm

m ais pelos no peito do que eu gosto nos m eus parceiros.

Linnet enrolou os braços em volta dos j oelhos.

— O Piers é absurdo.

— Não tão absurdo com o o fato de a Linnet ser um a j ovem senhora que não sabe nada do

sistem a reprodutivo.

Ela não podia contestar.

— Suponho que a sua m ãe m orreu antes de poder explicar- as coisas básicas.

— Eu sei as coisas básicas — protestou ela.

— Oh, então porque pensa que os hom ens pendem à frente? Com o seria isso? Com o

encher um a salsicha?

— Um erro m enor — disse ela, os olhos a deslizarem para essa parte dele. A toalha de

m esa havia m uito que tinha desistido da luta. — A m inha m ãe estava, com o é óbvio, a falar

m etaforicam ente.

— Isto — disse ele, passando a m ão pelo corpo — é um a ereção. E, a propósito, eu não sou

im potente, com o devia ter percebido no m om ento em que m e viu ficar teso e não caído.

Linnet sentiu a garganta apertar-se. Preferia ser ela a tocá-lo daquela m aneira.

— Um hom em só fica com um a ereção quando, quer ir para a cam a com um a m ulher. Caso

contrário, fica pendente.

— Oh, então a m inha m ãe tinha razão. Pode fazer o seu pender para eu ver com o é? Ele

voltou a passar a m ão lentam ente sobre o corpo.

— Não. Im possível.

— Não consegue controlá-lo?

— Agora não, e raram ente quando estou perto de você, para surpresa m inha.

Linnet sentiu-se um pouco m elhor ao ouvir aquilo.

— Para o caso de querer saber, não sou virgem — esclareceu ele, em tom de conversa. —

Não que possa dizer que fiz am or com um a m ulher. Estive com um a, ou duas, ou m ais. Mas,

obviam ente, a Linnet é virgem e um a virgem extraordinariam ente m al inform ada. Porque

não m e diz o que acha que são as coisas básicas — sugeriu ele, os olhos provocadores — e

eu corrij o as suas im precisões?

— Para poder gritar-m e com o grita aos Patinhos quando eles dizem qualquer coisa m al?

— Abanou a cabeça. — Não!

— Quer saltar a palestra e ir diretam ente à dem onstração? Eu estou a tocar-m e. —

Instintivam ente, os olhos dela voltaram à sua m ão e aquilo que ele estava fazendo. — Podia

ter aj uda.

— Eu acreditava piam ente que era im potente — sussurrou ela. — Pensava que não era

capaz de fazer isto.

— Pense nisso — disse ele. — Suspeito que tenha conhecim entos suficientes para saber

exatam ente o que eu gostaria de fazer com o instrum ento que tenho à m inha disposição. Está

em perfeitas condições de funcionam ento.

Ela respirou fundo, ainda a observar a m ão dele.

— Pode não ser adequado — notou ela. — Diria que não, eu.

— Diria que sim , eu — retorquiu ele.

— Mas pensei que, isto é, o seu pai disse-m e... Trata-se só de não poder ser pai?

— Perguntou-m e um a ou duas vezes com o eu m agoei a perna — disse ele, observando-a.

Os seus olhos estavam tão escuros com o o m ais negro veludo.

— Perguntei- três vezes — corrigiu-o ela. — Talvez quatro.

— Um dia, o m eu pai estava eufórico devido a intoxicação por ópio. Eu entrei na sala, tinha

seis anos, e ele pensava que eu era um dem ônio que ia fazendo fosse lá o que fosse que os

diabos fazem . Roubar- a alm a por vários m eios perversos.

— Pensou que o Piers era um diabo? Com seis anos?

— Bizarro, não é? Toda a gente pode concordar com ele agora, m as garanto- que eu era

m uito bonito com essa idade, sem traço de enxofre à m inha volta. Em bora, aparentem ente, tivesse o tam anho exato de um diabo pequeno, para m eu infinito pesar. De qualquer m odo,

arrem essou-m e para a lareira, protegendo assim a sua alm a. Suponho que eu devia estar

contente por ele ser um cristão tão devoto.

Linnet resfolegou, a m ão voando para a boca.

— Felizm ente, não estava acesa, m as havia duas trem pes de ferro forj ado, um a das quais

m e proporcionou esta bela recordação da ocasião.

Ela correu para o lado dele.

— Isso é um horror. Deve ter ficado tão aterrorizado e m agoado. Que terrível para você.

Para am bos, na verdade.

— Não m e lem bro de m uita coisa — disse Piers. — Voar pelo ar, dor. Porque a dor não

havia m eio de desaparecer.

— Portanto, a sua m ãe levou-o para França.

— E depois para a Baviera. Havia lá m édicos m elhores. No entanto, ninguém conseguiu

perceber porque é que a perna não se curava. Não se curou. E não vai curar-se. Quando nós

fom os em bora, o m eu pai instaurou um processo de divórcio. Custou- um bom quarto da

m inha herança m andar declarar legalm ente a m ulher, a m inha m ãe, um a devassa.

— Não era ele — disse Linnet, afagando novam ente a perna com os dedos. Os dedos

deslizavam - pela pele destruída.

— Com o m édico, sabe isso.

— Com o filho... — Abanou a cabeça.

— E por isso disse- que era im potente! Porque ele tem tanto orgulhe na história da

fam ília. Sabia precisam ente o que o m agoaria m ais, a ideia de que era ele a causa da m orte

da sua linhagem .

— Não parece um a coisa m uito inteligente de se fazer, agora que diz isso. — Tam bém

tinha a m ão na perna dela, desenhando pequenos círculos ardentes na coxa.

— Posso ter de reconsiderar a reconciliação.

— Acho que devia.

— Tudo isto, apenas para dizer que eu na realidade não sou im potente. Espero que m e

perdoe se não m e desfaço em lágrim as pungentes e não vou a correr a confortar o pai neste

m om ento.

Linnet concentrou-se na perna dele, os dedos a deslocarem -se da cicatriz para a pele que

era áspera dos pelos e esticada sobre o m úsculo. Não olhava para a cara dele.

— Nós concordam os em term inar o noivado, se tal se pode cham ar.

Ele assentiu com a cabeça.

— Isso significa que devia decidir-se em relação ao que estam os aqui fazendo. Eu não

tenho nada a perder, enquanto a sua virgindade está por um fio.

Aquilo era m uito característico de Piers. Outro hom em podia m entir- , ou servir-se de

estratagem as para disfarçar o fato de querer dorm ir com ela. Piers, não.

— Que diria se eu recusasse? — Os seus dedos abriram -se sobre o m úsculo encordoado

da coxa dele e ela j á sabia que não ia recusar. Podia ser a sua única oportunidade de fazer

am or com alguém que realm ente desej ava.

Ele encolheu os om bros.

— A Linnet é um a m ulher inteligente. Tem um bem que é extrem am ente valioso no

m ercado aberto, ainda a dobrar por causa da sua beleza. Porque diabo iria dar, a m im , a troco

de nada?

— Fala com o se eu estivesse para venda ao licitador que oferece m ais.

Ele ficou calado.

— Bem , posso ter estado à venda ao licitador que oferece m ais — disse ela —, m as a

licitação caiu, porque toda a gente pensa que eu j á não possuo o m eu bem oh-tão-valioso.

Piers continuava calado.

— Se eu decidir dar- , pode garantir que não haverá criança nenhum a?

— Não — disse ele. — Esta casa não tem todos os equipam entos que se possam desej ar.

Houve um fio de divertim ento na sua voz que despertou um sorriso nos olhos dela.

— E se houver um a criança?

— Casarem os — afirm ou ele.

Ela assentiu com a cabeça, sentindo-se terrivelm ente tím ida.

Piers puxou-a para o peito.

— Acho que devíam os investigar bem o que nos propom os fazer. — Os seus lábios

pousaram nos dela, agressivos e deliciosos.

— Afinal — ouviu-o dizer uns m om entos depois, a voz abafada pelo m odo com o os lábios

deslizavam sobre a pele dela —, onde existe um a oportunidade de casam ento, deve-se

proceder com cuidado. Deliberação. Ter a certeza absoluta de que nenhum de nós tem o m ais

leve escrúpulo.

Ela arqueou-se contra ele, nada interessada em pensam entos cuidadosos. Nem sequer

conseguia concentrar-se em tocar toda aquela pele que ela tinha estado, furtivam ente, a

com er com os olhos. Sentia-se inebriada, bêbada, com o se tivesse brande a percorrer as veias

e a afluir- entre as coxas.

Queria m ais.

De fato, a única coisa em que estava verdadeiram ente interessada encontrava-se

com prim ida contra a sua coxa. Piers continuava a falar, naquele tom sardônico que ela

achava irritante. Por isso, ela deslizou a m ão pela perna abaixo e agarrou.

Ele calou-se abruptam ente. Sentiu-se quente e m acio na m ão dela, pulsando de vida e

dem asiado grande.

Ele afastou-se lentam ente.

— Está a agarrar-m e com o um pepino de prim eira qualidade que planeia colher. — Mas

algo na sua voz indicava que não estava tão indiferente com o parecia.

— Ela aliviou a pressão dos dedos, deslizou-os para cim a e para baixo, da form a com o ele

tinha estado fazendo. Um gem ido irregular saiu dos lábios dele. Era fascinante com o a pele

dele se m ovia... os dedos dela apertaram outra vez. A cabeça de Piers caiu para trás.

Ele era suave e duro ao m esm o tem po, um a com binação estranha que o seu corpo

com preendia m elhor do que ela. Enrolou os dedos com m ais força e afagou-o de novo. A

sensação fê-la estrem ecer e a respiração dele ficou- presa na garganta, em ergindo num

gem ido estrangulado.

O desej o voltou a atravessá-la, tirando- o fôlego, estim ulando-a.

— Acho que isto chega — sussurrou ela, largando-o e puxando o corpo dele para você.

— Não tenho dúvidas.

— Chega! — Riu-se outra vez, m as ela estava dem asiado ocupada, saboreando o pescoço,

passando a língua sobre aquela coluna forte, e, incidentalm ente, fazendo chocar as ancas

contra as dele.

— Vá lá — disse ela, tentando puxá-lo para cim a dela.

— Tem os de ir devagar — sussurrou ele, a língua a deslizar- pelos lábios, enquanto os

dedos faziam o m esm o em baixo.

— A Linnet é virgem . Pode bem ter um a obstrução lá dentro. Deve ter ouvido falar da dor

causada pela perda da virgindade.

Linnet m al o ouvia, tão absorvida estava na m aneira com o ele a afagava. No entanto, o que

ela queria não eram afagos nem carícias nem sequer beij os doces. Por isso, puxou-o com

força pelos om bros.

— Agora — disse ela, ferozm ente.

Sentia-o ali e arqueou-se contra ele instintivam ente.

— Devagar — sussurrou ele.

Ela não queria devagar. Sentia um a profunda fom e de calor, e pressa e fruição. A sensação

era tão intensa que ela não conseguia encontrar palavras, apenas soluçou um a vez contra os

om bros dele.

Ele sabia... por qualquer m otivo ele sabia o que ela estava pensando. Um a m ão forte

ergueu m ais a anca, os dedos a enterrarem -se nas curvas e depois disse- por entre as

m adeixas:

— Tem a certeza?

Linnet não se deu ao trabalho de responder, apenas rosnou ao seu ouvido com o se tivesse

perdido a capacidade de falar.

Aparentem ente, ele sabia com o interpretá-lo, porque se chegou a ela, num ím peto suave

e feroz, com um a torção das ancas e um a investida.

— Dói? — disse ele, um segundo depois, os lábios na face dela. Não era dor. Ela sentiu-se

alargada, ocupada, possuída... delirante. Linnet arqueou as ancas, recebeu-o m ais fundo.

— Pode...? — Ela ficou sem fôlego quando ele se m exeu, enviando- cascatas de sensações

ardentes pelas pernas abaixo.

— Posso parar — arfou Piers. — Esperar que se aj eite. O seu corpo vai acom odar-m e,

se der um m om ento. — A sua voz estava m ais grave do que ela algum a vez a ouvira.

Linnet m al o ouvia. Estava a arquear-se novam ente, tentando recuperar a sensação, o fogo.

Era bom , m as... Apertou- os om bros.

— E tudo? — Depois com preendeu com o o seu com entário tinha soado. — E m uito bom .

Realm ente. Muito... — A sua voz calou-se quando as ancas de Piers se m overam .

Ele estava outra vez a rir, um riso profundo, ofegante. Os seus cotovelos estavam m esm o

j unto aos ouvidos dela, pelo que ela conseguia sentir o seu corpo a trem er... Abriu os olhos e

fitou-o, aborrecida.

— Acho que rir não é apropriado.

— Mm m m m — disse ele, estendendo a m ão para baixo e m ordiscando o lábio. O

m ovim ento do seu corpo fez espalhar-se outra onda de sensações desde a cintura até à ponta

dos pés dela. Os olhos com eçaram a fechar outra vez.

— Está a sentir-se confortável? — perguntou- ele.

Na realidade, aquilo era tudo o que havia? Estava confortável. Aquilo não podia ser tudo

o que havia.

— Muito confortável — disse ela, inclinando o pescoço para beij ar o queixo.

— Nesse caso, acha que eu posso com eçar a m exer-m e?

— Mexer-se? Mexer-se para onde? — Instintivam ente, apertou- os om bros. Podia estar

ligeiram ente decepcionada com o ato, m as não queria, definitivam ente, que ele fosse a sítio

nenhum . — Já acabou?

Ele baixou a cabeça para a curva do seu om bro, m as ela conseguia ouvir o resfolegar de

riso.

— Pare de se rir de m im ! — ordenou ela, pensando que talvez corresse com ele, antes de

ele ter a oportunidade de se ir em bora. Havia de ver! Puxou os j oelhos para cim a, apoiando

os pés na cam a e a respiração ficou- presa na garganta. O prazer espalhou, com o lentas ondas

líquidas, pelas pernas abaixo.

A respiração de Piers soava- áspera aos ouvidos. Sem m ais, levou a m ão atrás e

em purrou- o j oelhe esquerdo para cim a.

— Oh! — m urm urou ela, com preendendo a sua ordem silenciosa e enrolando as pernas

em volta das suas ancas. Isso aproxim ou-os m ais, desviou-o um pouco, de m odo que ele ficou

m ais fundo dentro dela. Ela gostou. Ainda m ais, depois de se ter contorcido um pouco,

acom odando-se de m aneira que ficaram perfeitam ente aj ustados.

— Isto é m uito bom — disse ela, beij ando- o queixo.

— Gosto.

— Agora, vou ter de m e m exer — disse ele, entre dentes cerrados. — O intervalo para a

adaptação de virgem acabou.

— Está bem — disse ela, decepcionada, desenroscando as pernas. Sabia tão bem . Toda ela

vibrava.

Ele retirou-se um pouco de dentro dela. O sentim ento de perda era vertiginoso. A carne

dela colou-se instintivam ente a ele, pranteando. E depois ele investiu para a frente outra vez.

Um gem ido voou dos lábios de Linnet e as suas pernas tam bém voaram de novo,

enrolando-se às ancas dele. O corpo arqueou-se para ir ao encontro do dele.

— Que... — conseguiu dizer.

Ele não respondeu. Mas recuou para investir, investir outra e outra vez.

Linnet colou-se a ele, com o se fosse um a lapa e ele um a rocha, deixando o prazer selvagem

do seu cavalgar ecoar através de cada osso do seu corpo.

Ouvia-se a você própria a gem er, ouvia o som áspero da respiração de Piers no seu ouvido.

Lentam ente, m uito lentam ente, estava a crescer- no corpo um a espécie de calor

incandescente, fazendo-a enrolar os dedos dos pés e enterrar as unhas nos om bros dele.

— Linnet — rosnou Piers, parando. A sua voz soava tão pouca característica dele, da sua

pessoa controlada, atenta, que ela o puxou ainda m ais para você, depositando-beij os nos

om bros, no pescoço, no queixo.

— Precisam os de...

— Quê? — perguntou ela, saindo, sobressaltada, do seu aturdim ento. — Estou fazendo

bem ? Devia fazer m ais algum a coisa? Devo...

— Cale-se — disse- ele ao ouvido.

Isso não foi m uito bonito. Linnet teria sentido irritada, m as, nesse m om ento, ele deslizou

um a m ão entre eles os dois, direita à parte por onde estavam unidos, e tocou-a ali. Um a

passagem lenta do polegar e o corpo dela reagiu com o um a fogueira encharcada em brande.

Dos lábios de Linnet irrom peu um grito estrangulado. A sensação dele, grosso e quente e

possessivo, parecia febre no seu sangue.

Dos lábios de Piers irrom peu um ronco satisfeito e ele investiu outra vez. Ela viu estrelas,

literalm ente estrelas. O que quer que ele estivesse fazendo com a m ão, aliado à fricção

deliciosa, fez a febre explodir pelo corpo.

— Piers! — gritou ela. — Piers!