Dexter: Em Cena

Jeff Lindsay · Capítulo 19 de 38

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Dexter: Em Cena

Capítulo 17

 

MEIO-DIA EM MIAMI. O SOL BRILHAVA ALTO E FORTE, EMBORA NÃO tão quente nesse outono ameno como havia brilhado alguns meses antes. Mesmo assim, a quantidade de placas de carro licenciados no norte informava claramente que aqui estava mais agradavelmente quente do que em Nova Jersey ou em Michigan nessa época do ano. Era estranho dirigir entre os turistas ligeiramente abobalhados na tarde iluminada, mantendo minhas sombras desejadas em meu peito e murmurando doces promessas para elas que sim, nós realmente estávamos a caminho para fazer o que apenas nós sabemos fazer tão bem, e não importava que fosse durante 0 dia e não à noite; não importava que não houvesse a trilha sonora de uma lua rubro-prateada flutuando sobre nós, nenhum prazeroso coral de doce antecipação vindo de um céu noturno de um azul profundo. Aqui há apenas o ruído estranho do dócil e alegre trânsito do começo da tarde na via expressa, nem mesmo o conforto homicida da hora do rush; e essa é a música errada, o andamento fácil demais, harmonias fora de lugar ou faltando; tudo isso é diferente, perturbador, errado, nada daquilo com que estamos acostumados.

Meio-dia e nada de lua, perambulando entre as famílias de Ohio e casais de aposentados de Iowa e executivos brasileiros, em vez de ficar espreitando nas sombras da noite feitas para a maldade, e tudo isso parece tão impróprio como se tivéssemos entrado por acaso em uma igreja e encontrado todo mundo nu.

Mas é disso que dispomos, é onde e quando estamos, e com o que devemos lidar, não importa que pareça tão inadequado, tão irreal, tão completamente errado agora. Como pode ser? Aqui, sob a luz do sol – como isso pode acontecer? Como podemos nadar através da luminosidade de um dia perfeito para ir à praia para executar nosso melhor serviço noturno? Nunca antes houve um Dexter à Luz do Dia, e os bebês sombrios que deslizam tão alegres na escuridão de uma Noite Jubilosa não estão felizes por sair e brincar sob o brilho da luz e a brisa do meio-dia e as queimaduras vermelhas do sol em corpos brancos e pálidos. Eles não estão nem um pouco felizes; o Passageiro das Trevas não está feliz, e, então, Dexter também está longe de se sentir feliz com as coisas do jeito que elas são.

Mas, indiscutivelmente, as coisas são o que são. Devemos aceitá-las assim como as encontramos e devemos nos preparar no pouco tempo que nos foi concedido. E, assim, serpenteamos em meio ao tráfego e entramos na Eighth Street. Calle Ocho, lar de cafecitas e pastelitas e, por mais tentadoras que essas coisas normalmente sejam, nós as deixamos de lado dessa vez e paramos no estacionamento de uma loja que vende equipamentos para manutenção de piscinas. Piscamos uma vez mais por causa do sol indesejado, e então entramos na loja, onde compramos um pequeno kit para testar água, feito de plástico, pagamos em dinheiro e voltamos para o estacionamento, onde abrimos o porta-malas.

De dentro do porta-malas, nós tiramos uma camisa branca de mangas curtas; parados ali, na sombra muito limitada ao lado do nosso carrinho, nós a vestimos. Há uma gravata preta e fina de nó pronto em seu bolso, e nós também a colocamos. Finalmente, e muito importante, nós pegamos uma prancheta, e agora nosso disfarce está completo e nós estamos prontos. Nós não somos mais Dexter Diurno Perseguidor, nós nos transformamos magicamente no Anônimo Funcionário.

É um velho disfarce, mas sempre eficaz. As pessoas veem uma prancheta e uma gravata e não veem nada mais. Nesse caso, elas vão ver o Anônimo

Funcionário que Testa a Água, e enquanto nós andamos calmamente pelo Acampamento do Predador, procurando atentamente uma Ninja vermelha ou qualquer outro sinal da nossa presa, fazemos uma pausa de vez em quando para pegar amostras de água e escrever notas, garantidos pelo conhecimento de que uma prancheta proporciona maior invisibilidade que o manto do Harry Potter.

No carro, nós desembalamos nosso kit para testar a água e o colocamos por cima da prancheta no banco do carona, e então partimos, passando pela Ocho e North rumo à NE 36th Street, e depois pelo viaduto Julia Tuttle.

O trânsito está tranquilo, para os padrões de Miami, e agora nós nos movemos com facilidade pelo viaduto. Passamos pela Colônia dos Predadores, procurando despreocupada e cuidadosamente qualquer sinal de Patrick e, não encontrando nenhum, paramos no acostamento uns cinquenta metros mais à frente. Pegamos os acessórios para nosso pequeno drama de costumes, e então abrimos a porta e saímos para a pavorosa inexatidão daquele brilhante sol do meio-dia. Ficamos parados por um momento e piscamos, esperando que, de algum jeito, o dia fique ligeiramente mais escuro para atender nossos propósitos, ou, pelo menos, que nós possamos ficar um pouco mais à vontade sob a incessante luz ofuscante que nos ataca de modo tão desagradável.

No entanto, nenhuma dessas coisas acontece. O sol desfere seus golpes, e nós ainda estamos pouco à vontade e temos muito pouco tempo. Então, inspiramos profundamente, seguramos a prancheta com firmeza em nossa mão e marchamos de volta rumo à ponte que abriga a Colônia.

O sol parece ainda mais forte durante a caminhada de volta para a ponte, e nós estamos transpirando profusamente quando saímos da estrada e descemos para a sombra sob a ponte; transpirando, quando nós deveríamos ser somente controle frio como o gelo; transpirando tanto por causa da estranheza quanto por causa do calor, observando com ligeiro alarme enquanto grandes gotas quentes caem de nossa testa, deslizam sobre nosso nariz e se espatifam no concreto. Nós estamos transpirando, e é a luz do dia, e as pessoas estão por todos os lados, e essas coisas não deveriam acontecer, e isso faz com que nossos passos pareçam um pouco largos demais enquanto eles batem com força no cimento em sua cadência sem ritmo excessivamente alta e desengonçada. Porém, nós prosseguimos, porque devemos, passamos pela primeira tenda, onde um negro de meia-idade com a cabeça raspada está levantando pesos com dois galões de leite, daqueles de plástico, aparentemente cheios de água. Os braços dele são finos, mas suas veias ficam salientes enquanto move seus braços, abrindo e fechando, abrindo e fechando. Ele nos encara e acenamos; ele desvia o olhar rapidamente e nós passamos por ele até a borda da água, onde nos ajoelhamos e enchemos nosso pequeno analisador de plástico com água. Nós o erguemos contra a luz do sol e o olhamos com olhos quase fechados por uns instantes, e então o esvaziamos, ficamos parados, tomamos notas na prancheta, e prosseguimos.

Vamos para a segunda tenda, que está silenciosa e desocupada; e então seguimos mais profundamente rumo à sombra sob a ponte; e ver o dia ficar só um pouquinho mais escuro faz com que nós respiremos com um pouco mais de facilidade; está longe de ser noite, mas está caminhando para a direção certa, e nós nos movemos junto, permanecendo nas sombras e caminhando lentamente ao longo da borda da água, parando duas vezes mais para nossa encenação silenciosa com a água e a prancheta.

Nós estamos no centro do acampamento agora e fazemos uma pausa, olhando ao redor para a expansão extranatural do acampamento. Há abrigos feitos de papelão e alguns feitos de madeira com tetos de lata; outros não são mais que folhas de plástico muito esticadas para formar uma barraca, e umas poucas barracas de verdade, tudo misturado como se tivessem sido tirados aleatoriamente de algum lugar e despejados sem o menor cuidado no concreto sob a ponte.

À minha direita, o concreto se eleva para alcançar a superfície da estrada, e agasalhada na confluência onde a estrada e o concreto se encontram, uma mulher em um saco de dormir me encara; olhos sem vida me seguindo sem o menor interesse. Caminhamos lentamente pelo acampamento, procurando qualquer coisa que possa nos indicar a presença de nosso apressado encontro, Patrick, e finalmente, na parte mais afastada do acampamento, bem na beira da água, nós encontramos.

É uma barraca arredondada com boa aparência, um pouco gasta e manchada; mas, mesmo assim, ainda é claramente um equipamento sério e de boa qualidade para um homem que gosta da vida ao ar livre. Nenhuma motocicleta vermelha está estacionada ao lado dela, e nenhum sinal do próprio Patrick, mas nós temos absoluta certeza de que esta é a tenda dele, porque ela foi decorada de um jeito que só Patrick poderia fazer.

De cada lado do pedaço de lona preso com um zíper que serve como a única porta da tenda, está um galão de leite, do mesmo tipo usado pelo levantador de pesos careca. Estes também estão cheios de água, para mantê-los com firmeza no local enquanto sustentam seu fardo extremamente pesado.

Um pedaço de pau foi enfiado na boca de cada garrafão, e no alto de cada um deles está uma cabeça de gato.

As cabeças foram cuidadosamente cortadas dos corpos e parecem estar mortas há pouco tempo, e elas nos encaram com idênticas expressões boquiabertas de pavor bichano.

Entre elas, preso ao pedaço de lona que serve de porta da tenda, está uma placa grosseiramente escrita à mão. Ela diz: “IÇO PODIA CONTECÊ PROCÊ”, e, por baixo, em letras menores: “Cai Fora!”.

A combinação de erros de ortografia e de uma perfeita carnificina de gatos é tão reveladora quanto uma fotografia: esta é a tenda de Patrick. E nós finalmente sentimos a alegria fria e diligente e firme e hábil da maldade iminente e quase vemos a luz ao nosso redor descer lentamente pelo espectro de cores, passando do maldito amarelo brilhante do meio-dia e descendo para o laranja, o vermelho e...

Mas vermelho. Mas, espere um pouco, onde está a motocicleta vermelha? Nós não a vemos em lugar nenhum e sabemos que ele a manteria por perto – até mesmo um caipira como Patrick saberia que ele não poderia deixá-la sem proteção perto da estrada.

Olhamos ao redor; não há um lugar visível onde uma moto pudesse ser guardada, e as felizes sombras ficam mais claras se afastando de nós e retornando à esqualidez diurna. Não existe uma motocicleta – a não ser que ela estivesse dentro da tenda. Mas é uma tenda pequena, e a placa com o aviso estava presa à lona da porta da tenda de um modo que indicava que Patrick a havia colocado lá pelo lado de fora, provavelmente ao sair, e não há ligeiras dobras ou rugas em toda a lona que indiquem movimento, nem mesmo uma pequena respiração fraca e sonolenta; e nós observamos outra grande gota de suor percorrer nosso nariz enquanto voltamos bruscamente para a luz do dia e para a decepção.

Patrick não está aqui.

No meio do dia, em nosso pequeno intervalo de tempo, Patrick se afastou para onde não deveria estar. Ele estragou tudo.

Nós lutamos contra a mal-humorada necessidade de dar um pontapé rancoroso na tenda, e só para garantir que estamos completamente seguros, passamos por ela e vamos até a água, prestando muita atenção em qualquer ronco ligeiro ou rumor vindos de dentro da tenda. Não há nada, nenhum som, e estamos tendo pensamentos muito tristes enquanto nos agachamos e fazemos nossa pantomima da água mais uma vez.

Só para ter certeza, nós nos levantamos e nos viramos rápido demais, fingindo tropeçar, e dando na tenda um vigoroso encontrão “acidental”. Nenhuma resposta vem de dentro.

– Sinto muito! – nós dizemos em nossa voz oficial e esperamos uma resposta. – Olá? Tem alguém em casa? – Outra vez, não há resposta.

Agora é definitivo. Patrick não está aqui.

E embora fiquemos perambulando por mais uns vinte minutos, executando truques sem o menor sentido com a prancheta, ele não volta; e finalmente temos de admitir que ficar por ali um pouco mais seria extremamente suspeito e temos de pegar nossos brinquedos e admitir a verdade óbvia e dolorosa:

Nós fizemos merda.

Caminhamos de volta pelo acampamento, fazendo pausa duas vezes para rabiscar palavrões na prancheta, e então subimos de volta para o viaduto e nos encaminhamos com passos arrastados para o carro, em um brilho cansado, amargurado e muito infeliz de transpiração. Tentamos com todas as forças ter pensamentos positivos, produzir algum pequeno fragmento de alguma coisa que faça com que toda essa viagem sem sentido pareça qualquer coisa além de uma completa perda de tempo. E, finalmente, quando abrimos caminho pelo trânsito no fim do viaduto, um pequeno lampejo de otimismo se insinua pela imundície mal-humorada e nós suspiramos e aceitamos isso como a melhor coisa pela qual possamos esperar:

Pelo menos, agora dá tempo para o almoço. Eu comi alguma coisa rapidamente, sozinho em um restaurante na Calle Ocho, um lugar novo que abrira havia tão pouco tempo que a garçonete ainda era educada. A comida era boa. Eu a finalizei com uma cafecita e então voltei lenta e pensativamente para o serviço. Fiquei conjecturando aonde Patrick teria ido. Ele sabia que não poderia se aproximar de Jackie durante o dia. Se estivesse mantendo a programação que eu achava que ele mantinha, esse seria o período de sono dele, e ele deveria estar deitado lá em sua tenda em um descanso tranquilo. Logicamente, podia ser que ele tivesse ficado sem carne seca de búfalo e fora a uma loja mais próxima para comprá-la. Porém, depois de todos os meus preparativos, e de minha infindável indecisão a respeito de fazer tudo rapidamente e à luz do dia, era estranhamente decepcionante voltar daquela incursão vespertina com nada para mostrar além de uma pequena mancha na minha camisa causada por um pouco de feijão-preto derramado.

Agora eu ia ter de ficar perdendo tempo com Robert e Renny por mais uma hora, fingindo ser manso e paciente – e depois ainda teria de ir à reunião com a professora de Cody. Essa reunião tinha parecido uma boa ideia quando era minha desculpa para dar uma saída, e meu álibi. Agora, estava começando a se parecer demais com um trabalho monótono, rotineiro e muito minucioso, um confronto inútil e irritante com uma professora primária, alguém que nunca seria capaz de entender Cody nem a dificuldade dele em se ajustar. A professora iria querer discutir jeitos de ajudar Cody a se ajustar com facilidade a seu novo ano escolar e estratégias para a adaptação bem-sucedida, e ela não iria querer ouvir a verdade, não acreditaria nela nem que eu a falasse com simples monossílabos rimados acompanhados por brilhantes ilustrações pintadas com giz de cera. Nenhuma professora em nenhuma escola no sistema de ensino público do condado de Dade jamais entenderia a verdade nua e crua.

Cody nunca iria se ajustar, nunca seria feliz e nunca iria se adaptar.

Cody não era, e nunca seria, um saudável menino normal que queria jogar bola e amolar as meninas. Cody desejava outras coisas que o sistema escolar não poderia lhe oferecer, e sua única chance de ser uma criatura bem ajustada era aprender como consegui-las e como fingir ser humano, como viver de acordo com o Código de Harry – e essas coisas ele tinha de aprender de outro monstro, eu.

As coisas que Cody queria, de que ele necessitava, são censuradas pela sociedade intolerante em que vivemos, e nós nunca conseguiríamos explicar isso, nem uma parte disso, de jeito nenhum. E então nós nos sentaríamos com a professora, hesitaríamos e vacilaríamos e trocaríamos sorrisos falsos e clichês grandiosos e fingiríamos sentir esperanças para um futuro brilhante e luminoso para um menino que iria crescer incessantemente em um Legado Sombrio já escrito em sangue, não em giz. E pensando em como eu teria de inevitavelmente evitar essa verdade com a professora e, pelo contrário, passar quarenta e cinco minutos trocando palavras animadas e sem sentido, com uma sonoridade new age, com alguém que Realmente Se Importava, fez com que eu sentisse vontade de enfiar meu carro no Buick lotado de mulheres com cabelos azuis vindas de Minnesota que andava lentamente ao meu lado na rua.

Mas tudo isso fazia parte de manter meu disfarce como Desvanecido Papai Dexter, não tinha como evitar. Pelo menos, eu podia antecipar a noite que se seguiria à reunião; vagabundeando em uma chaise longue com Jackie e comendo morangos enquanto o sol se punha. Isso quase fazia com que a frustração e os aborrecimentos do resto do dia valessem a pena.

E pensei uma vez mais em como seria se eu pudesse ter o estilo de vida de Jackie em tempo integral: sem reuniões com professoras, sem pintura de casas enquanto eu pisava em um ninho de formigas lava-pés, sem guinchos e gritos agudos e fraldas sujas. Nada além da eterna vigilância em um ambiente cravejado de joias. Era uma fantasia, é claro, nada mais do que um modo de apaziguar a rabugenta besta interior depois de seu dia de desapontamentos. Mas era uma fantasia muito boa, e ficar enrolando um pouco dentro dela era bom o suficiente para colocar um ligeiro sorriso em meu rosto quando eu cheguei a meu escritório.

O sorriso, ligeiro como era, durou até eu quase me aproximar da minha cadeira, quando me deparei com Vince Masuoka se dirigindo para fora em plena velocidade enquanto eu estava tentando me dirigir para dentro. Demos um encontrão violento, e como sou maior do que Vince, ele foi arremessado para longe e ao batente da porta.

– Ai, meu cotovelo! – ele exclamou, se endireitando rapidamente e esfregando o braço onde se chocara contra o batente. – Tem mais um!

– Mais um cotovelo? – eu disse. – Grande coisa. Todo mundo tem dois.

– Outro corpo! – disse Vince, endireitando-se e continuando a corrida para fora do laboratório, fazendo uma pausa somente para dizer por cima do ombro: – O fode-olho! Ele matou outra moça! – E então ele sumiu pelo hall, me deixando parado na porta e olhando-o, para perceber que agora eu sabia o que Patrick andava fazendo essa tarde em vez de dormir em sua tenda. E, algo realmente muito estranho, eu estava mesmo com vontade de ir junto e ver o que ele havia feito.

Entrei no laboratório. Robert e Renny estavam lá, parados com um ar de incerteza e dando a impressão de que não sabiam muito bem o que as personagens deles iriam fazer quando o fode-olho atacasse de novo, e não quisessem ouvir ninguém lhes dizer.

Entretanto, eu lhes disse:

– Vamos indo.

Os dois piscaram para mim como se fossem corujas indecisas.

– Indo? – disse Robert. Renny passou a língua pelos lábios.

– Cena de um crime – esclareci. – Não tem nada igual para você aprender a respeito de cenas de crime.

Eles olharam um para o outro como se estivessem esperando que o outro fosse bolar um jeito muito bom mesmo de sugerir que, em vez disso, fôssemos tomar café, mas nenhum dos dois fez isso, e então seguimos Vince e saímos do prédio.