Meio Sol Amarelo

Chimamanda Ngozi Adichie · Capítulo 10 de 39

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Meio Sol Amarelo

Capítulo 9

 

Richard viu Kainene puxar o zíper do vestido lilás e virar-se. O quarto de hotel era bem iluminado; olhou para ela e para o reflexo dela no espelho que havia atrás.

“Nke a ka mma”, disse ele. O vestido era mais bonito que o preto, sobre a cama, que ela havia escolhido antes para a festa dos pais. Kainene agradeceu com uma mesura zombeteira e sentou-se para pôr os sapatos. Parecia quase bonita, com seu pó-de-arroz suave, seu batom vermelho e sua atitude relaxada, não tensa como andava ultimamente, atrás de um contrato com a Shell-BP. Antes de saírem, Richard espanou alguns fios do cabelo da peruca e beijou-a na testa, para não estragar o batom.

Havia balões de cores fortes na sala de estar dos pais. A festa já começara. Garçons vestidos de preto e branco zanzavam em volta, com bandejas e sorrisos servis, o queixo futilmente erguido bem alto. O champanhe faiscava nas taças, a luz dos candelabros refletia o brilho das jóias em gordos pescoços, e a banda High Life num canto tocava tão alto, com tanto vigor, que as pessoas tinham de falar bem de perto para serem ouvidas.

“Estou vendo muito bambambã do novo regime”, disse Richard.

“Papai não perdeu um minuto para se infiltrar entre eles”, disse Kainene, em seu ouvido. “Ele fugiu até as coisas ficarem mais calmas, e agora está de volta, fazendo novos amigos.”

Richard deu uma boa olhada nos convidados. O coronel Madu sobressaía na hora, com seus ombros largos, seu rosto largo, suas feições largas e uma cabeça que ficava acima de todas as outras. Falava com um árabe vestido num paletó de smoking muito justo. Kainene avançou para dizer olá a eles e Richard saiu em busca de uma bebida, para evitar ter de falar com Madu, pelo menos por um tempo.

A mãe de Kainene aproximou-se e lhe deu um beijo no rosto; sabia que devia estar bêbada, caso contrário teria se limitado a lhe dizer um gelado “Como está você?”. Agora, porém, dizia que ele estava muito bem e o encurralara num canto infeliz da sala, de costas para a parede e com uma escultura intimidante, algo que parecia um leão rosnando, do lado.

“Kainene me disse que você vai voltar para Londres em breve”, quis saber. Sua pele de ébano parecia de cera, com o excesso de maquiagem. Havia qualquer coisa nervosa em seus movimentos.

“É verdade. Vou ficar fora uns dez dias.”

“Só dez dias?” Ela deu um meio sorriso. Talvez estivesse contando com um período maior de ausência, assim poderia finalmente achar um parceiro adequado para a filha. “Vai visitar a família?”

“Meu primo Martin vai se casar.”

“Ah, entendo.” Os inumeráveis cordões de ouro em volta de seu pescoço pesavam e faziam a cabeça parecer inclinada, como se sob enorme tensão, e, ao tentar com tamanho empenho esconder o peso, ela tornava isso ainda mais óbvio. “Então talvez nos encontremos em Londres para tomar um drinque. Estou dizendo ao meu marido que devíamos tirar mais uns dias de férias. Não que vá acontecer alguma coisa, mas é que nem todo mundo está contente com esse decreto de unidade de que o governo anda falando. É bem mais agradável ficar longe disso, até as coisas se resolverem. Nós vamos partir na semana que vem, mas não estamos contando para ninguém, de modo que bico calado.” Ela tocou na manga do paletó de Richard, num gesto brincalhão, e ele viu um lampejo de Kainene, na curva de seu lábio. “Não contamos nem mesmo para os nossos amigos, os Ajuah. Você conhece o chefe Ajuah, dono da empresa de vasilhames? Eles são ibos, mas ibos do Oeste. Soube que são eles que estão negando ser ibos. Quem é que sabe o que podem dizer que fizemos? Quem é que sabe? São capazes de vender outros ibos por um centavo azinhavrado. Um centavo azinhavrado, é o que eu digo. Quer mais uma bebida? Espere aqui enquanto eu pego outra bebida. Espere aqui.”

Assim que ela se foi, Richard saiu à procura de Kainene. Encontrou-a na varanda, ao lado de Madu, olhando para a piscina lá embaixo. O cheiro de carne na brasa estava por toda parte. Ele observou os dois por um tempo. A cabeça de Madu estava ligeiramente voltada para um lado, enquanto Kainene falava, e o corpo dela parecia frágil ao lado daquela imensa estrutura; pareciam feitos um para o outro. Ambos muito escuros, uma mulher alta e magra, ele mais alto ainda, e imenso. Kainene virou-se e o viu.

“Richard”, disse ela.

Ele se aproximou e apertou a mão de Madu. “Como vai, Madu? A naemekwa?”, perguntou, ansioso para falar primeiro. “Como vai a vida no Norte?”

“Nada de que eu possa me queixar”, respondeu Madu em inglês.

“Você veio sozinho, sem Adaobi?” Bem que gostaria que o homem aparecesse mais vezes em companhia da mulher.

“Vim”, respondeu Madu, tomando um gole da bebida; era óbvio que não queria ninguém interrompendo a conversa deles.

“Vi que minha mãe estava conversando com você, que emocionante”, disse Kainene. “Madu e eu tivemos de conversar um pouco com Ahmed. Ele quer comprar o armazém do meu pai, em Ikeja.”

“Seu pai não vai vender mais nada para ele”, declarou Madu, como se essa fosse uma decisão sua. “Os sírios e os libaneses já têm metade de Lagos, e são todos uns oportunistas de marca maior.”

“Eu venderia para ele, se ele parasse de exalar aquele cheiro horrendo de alho”, disse Kainene.

Madu riu.

Kainene pegou na mão de Richard. “Eu estava justamente contando a Madu que você acha que tem mais um golpe a caminho.”

“Não vai haver mais nenhum golpe”, disse Madu.

“Claro que você está por dentro de tudo, não é mesmo, Madu? Agora que você se tornou um coronel Bambambã”, zombou ela, brincando.

Richard apertou sua mão. “Eu fui ao Zaire, na semana passada, e parecia que ninguém tinha outro assunto a não ser um segundo golpe, segundo golpe. Até a rádio Kaduna e o New Nigerian”, disse em ibo.

“E o que sabe a imprensa, no fundo?”, respondeu Madu, em inglês. Ele sempre fazia isso; desde que o ibo de Richard se tornara quase fluente, Madu respondia tudo em inglês, de modo que Richard se sentia forçado a voltar a sua língua.

“Os jornais traziam artigos sobre a jihad e a rádio Kaduna não parava de transmitir os últimos discursos de Sardauna; também ouvi rumores de que os ibos iriam assumir todos os serviços sociais e...”

Madu interrompeu-o. “Não vai haver um segundo golpe. Existe um pouco de tensão no exército, mas sempre tem um pouco de tensão no exército. Você comeu o cabrito assado? Não está uma delícia?”

“Está”, concordou Richard, quase de forma automática, e depois se arrependeu. O ar em Lagos estava úmido; ali ao lado de Madu, parecia sufocante. O homem o fazia se sentir insignificante.

O segundo golpe aconteceu uma semana depois, e a primeira reação de Richard foi tripudiar. Estava no pomar, lendo de novo a carta de Martin, sentado onde Kainene vivia dizendo que tinha surgido um sulco — do tamanho e forma exatos de seu traseiro.

Ainda se usa o “virou nativo”? Eu sempre soube que você seria um deles! Mamãe me disse

que abandonou o livro de arte tribal e está satisfeito com esse novo, uma espécie de livro de

viagem ficcional, verdade? E que você também fala sobre os Males Europeus na África!

Estou ansioso para saber mais a respeito, quando vier a Londres. Pena ter abandonado o

antigo título: “O cesto de mãos”. Mãos foram decepadas aí na África também? Eu pensava

que tinha sido só na Índia. Estou intrigado!

Richard imaginou Martin dando aquele mesmo sorriso que costumava exibir nos tempos de colegial, na época em que tia Elizabeth soterrava os dois em atividades com a obsessão maníaca de quem não quer ver ninguém sentado à toa: torneios de críquete, aulas de boxe e de tênis, aulas de piano com um francês que tinha um problema na língua. Martin fora excelente em tudo, e sempre com aquele sorriso superior de quem nasceu para se destacar na sociedade da qual faz parte.

Richard estendeu a mão para arrancar uma flor silvestre que parecia uma papoula. Perguntava-se como seria o casamento de Martin; a noiva dele era desenhista de moda, imagine só. Se ao menos Kainene pudesse ir com ele; se ao menos não tivesse que ficar para assinar o novo contrato. Queria que tia Elizabeth, Martin e Virgínia conhecessem Kainene, mas, mais que tudo, queria que eles o vissem, o homem em que se tornara, depois de anos na África — queria que vissem que estava mais bronzeado e mais feliz.

Ikejide aproximou-se. “Mister Richard, sah! Madame diz pra eu fazer o senhor voltar. Teve outro golpe.” O criado parecia animado.

Richard correu para dentro de casa. Ele tinha razão; Madu errara. O calor úmido de julho tinha emplastrado seu cabelo; passou a mão pela cabeça, enquanto corria. Kainene estava num sofá, na sala, os braços em torno do corpo, balançando-se para a frente e para trás. A voz britânica no rádio estava tão alta que ela teve de levantar a sua, para dizer: “Oficiais do Norte assumiram o poder. A BBC diz que eles estão matando oficiais ibos em Kaduna. A rádio Nigéria não diz nada.” Ela falava rápido demais. Ele parou atrás dela e começou a massagear seus ombros, trabalhando os músculos tensos de Kainene em movimentos circulares. Pelo rádio, a voz britânica ofegante comentava o fato extraordinário de um segundo golpe ocorrer apenas seis meses depois do primeiro.

“Extraordinário. De fato, extraordinário”, repetiu Kainene. De repente, com um movimento brusco, estendeu o braço e jogou o rádio no chão. Ele caiu no carpete e uma pilha se soltou e saiu rolando. “Madu está em Kaduna”, disse ela, e cobriu o rosto com as mãos. “Madu está em Kaduna.”

“Vai dar tudo certo, minha querida”, disse Richard. “Vai dar tudo certo.” Pela primeira vez, pensou na possibilidade de que Madu tivesse morrido. Resolveu não voltar para Nsukka por uns tempos, e não tinha certeza dos motivos. Seria de fato por querer estar ao lado dela quando soubesse que Madu morrera? Nos dias seguintes, Kainene estava tão tensa e ansiosa que ele também começou a se preocupar com Madu, e a se ressentir por isso, e, depois, a se ressentir do ressentimento. Não devia ser tão mesquinho. Kainene o incluíra em suas preocupações, como se Madu fosse amigo de ambos, e não só dela. Contou-lhe sobre as pessoas a quem ligara, sobre as indagações que fizera para apurar o que ocorrera. Ninguém sabia de nada. A mulher de Madu não tinha informação nenhuma. Lagos estava um caos. Seus pais haviam ido para a Inglaterra. Muitos oficiais ibos estavam mortos. As matanças eram organizadas; Kainene contou que, segundo um soldado, um dia soou o toque de inspeção do batalhão, no quartel dele, e, depois que todos se reuniram, os militares do Norte pegaram os soldados ibos, levaram e fuzilaram.

Kainene ficou calada, sempre muito quieta, mas sem derramar uma lágrima, de modo que no dia em que disse a Richard: “Fiquei sabendo de uma coisa”, com um soluço na voz, ele teve certeza de que eram notícias sobre Madu. Pensou em como consolá-la, e se conseguiria consolá-la.

“Udodi”, disse Kainene. “Eles mataram o coronel Udodi Ekechi.”

“Udodi?” A certeza de Richard de que se tratava de Madu era tanta que, por alguns momentos, ficou sem ação.

“Os soldados do Norte o puseram numa cela, no quartel, e lhe deram o próprio excremento para comer. Ele comeu a própria merda.” Kainene parou uns momentos de falar. “Depois o surraram até ele perder os sentidos, amarraram numa cruz de ferro e jogaram de volta na cela. Ele morreu amarrado numa cruz de ferro. Ele morreu numa cruz.”

Richard sentou-se, lentamente. A pouca simpatia que tinha por Udodi — espalhafatoso, bêbado, com um mau-caratismo que escorria dos poros — só aumentara com o passar dos anos. No entanto, ao ouvir sobre sua morte, moderou-se. Pensou, de novo, em Madu morto e percebeu que não sabia como iria se sentir.

“Quem lhe contou isso?”

“Maria Obele. A mulher de Udodi é prima dela. Ela me disse que nenhum oficial ibo em serviço no Norte escapou com vida. Mas tem gente em Umunnachi que diz que ouviu falar que Madu escapou. Adaobi não sabe de nada. Como é que ele poderia ter escapado? Como?”

“Pode ser que esteja escondido em algum canto.”

“Como?”, perguntou Kainene de novo.

 

O coronel Madu apareceu na casa de Kainene duas semanas depois, com a aparência de alguém bem mais alto, por ter perdido tanto peso; as saliências das escápulas estavam visíveis através da camisa branca.

Kainene gritou: “Madu! É você mesmo? Ogi di ife a?”

Richard não tinha certeza de quem se aproximara primeiro, ele ou ela, porém Kainene e Madu se abraçaram, bem apertados, Kainene tocando nos braços e no rosto com uma ternura que fez Richard olhar para o outro lado. Foi até o móvel do bar e serviu um uísque para Madu e um gim para si.

“Obrigado, Richard”, disse Madu, mas não pegou a bebida, e Richard ficou ali, segurando dois copos, até colocar um sobre a mesa.

Kainene sentou-se numa mesinha lateral, na frente de Madu. “Disseram que tinham fuzilado você em Kaduna, depois disseram que tinham enterrado você vivo no mato, depois falaram que você tinha escapado, depois vieram com notícias de que você estava numa prisão em Lagos.”

Madu não disse nada. Kainene olhava fixo para ele. Richard terminou seu gim e serviu outro.

“Lembra-se do meu amigo Ibrahim? De Sandhurst?”, perguntou Madu, finalmente.

Kainene fez que sim com a cabeça.

“Ibrahim salvou minha vida. Ele me contou sobre o golpe naquela manhã. Ele não estava diretamente envolvido, mas a maioria deles — dos oficiais do Norte — sabia a respeito. Ele me levou até a casa do primo, mas eu não entendi direito até ele pedir para eu ser levado ao quintal, onde ficava a criação. Dormi no galinheiro durante dois dias.”

“Não! Ekwuzina!”

“E você sabe que os soldados foram até a casa do primo dele, me procurando? Todo mundo sabia que éramos muito chegados, e suspeitavam que ele tivesse me ajudado a escapar. Porém não foram conferir no galinheiro.” O coronel Madu parou de falar uns momentos, meneando a cabeça e olhando ao longe. “Eu não sabia o fedor que tem merda de galinha até dormir três noites seguidas lá. No terceiro dia, Ibrahim mandou alguns caftãs e dinheiro através de um garoto e pediu para eu ir embora imediatamente. Me vesti feito um nômade fula e vim caminhando pelos povoados menores, porque Ibrahim disse que os soldados da artilharia tinham erguido barreiras em todas as principais estradas de Kaduna. Tive sorte de encontrar um caminhoneiro, um ibo de Ohafia, que me levou até Kafanchan. Meu primo mora lá. Você conhece Onunkwo, não conhece?” Madu não esperou Kainene responder. “Ele é o chefe da estação, e me contou que os soldados do Norte haviam bloqueado a ponte Makurdi. Aquela ponte virou um cemitério. Eles deram busca em todos os carros que passavam, atrasaram os trens de passageiro em até oito horas, fuzilaram todos os soldados ibos que encontraram, e jogaram os corpos da ponte. Muitos dos soldados estavam disfarçados, mas eles usaram as botas para encontrá-los.”

“O quê?” Kainene debruçou-se para a frente.

“Botas.” Madu olhou para seus pés. “Você sabe que todo soldado usa bota o tempo inteiro, de modo que examinaram os pés de cada homem, e qualquer ibo cujos pés estivessem limpos e sem rachas do harmatão, eles pegavam e fuzilavam. Também examinaram a testa de todo mundo, para ver se havia sinais de pele mais clara, por causa do quepe de soldado.” Madu balançou a cabeça. “Onunkwo me aconselhou a esperar alguns dias. Ele não achava que eu fosse conseguir atravessar a ponte, porque me reconheceriam facilmente, fosse qual fosse o disfarce. De modo que passei dez dias num povoado perto de Kafanchan. Onunkwo encontrou diversas casas em que pude ficar. Não era seguro ficar com ele. Por fim, disse que tinha encontrado um condutor, um bom homem de Nnewi, que poderia me esconder no tanque de água de seu trem de carga. O homem me deu um traje de bombeiro para usar e eu entrei no tanque. Fiquei com água até o pescoço. Toda vez que o trem dava um sacolejo, entrava água no meu nariz. Quando chegamos à ponte, os soldados revistaram o trem inteirinho. Escutei passos na tampa do tanque e pensei que estivesse tudo terminado. Mas eles não abriram e nós passamos. Foi só então que me considerei vivo, e que conseguiria sobreviver. Voltei para Umunnachi e encontrei Adaobi usando luto.”

Kainene não parava de olhar para Madu, mesmo ele já tendo terminado sua história. Houve mais um período de silêncio, o que deixou Richard constrangido, porque não sabia como reagir, que expressão estampar no rosto.

“Os soldados ibos e os do Norte nunca mais poderão conviver nos mesmos quartéis depois disso. É impossível, impossível”, disse o coronel Madu. Tinha um brilho vidrado nos olhos. “E Gowon não poderá ser o chefe da nação. Eles não podem nos impor Gowon como chefe da nação. Não é assim que se fazem as coisas. Há muitos outros que são mais antigos do que ele.”

“E o que você vai fazer, agora?”, perguntou Kainene.

Madu pelo visto não escutou a pergunta. “Tanta gente nossa morta. Tantos homens bons, sólidos — Udodi, Iloputaife, Okunweze, Okafor —, homens que acreditavam na Nigéria, que não se importavam com tribos. Afinal de contas, Udodi falava hauçá muito melhor do que ibo, e veja o que fizeram com ele.” Levantando-se, Madu começou a andar pela sala. “O problema foi a política de equilíbrio étnico. Fiz parte da comissão que disse ao nosso comandante geral que deveríamos eliminá-la, que ela estava polarizando o exército, que eles deveriam parar de promover nortistas sem qualificações. Mas o comandante disse não, o comandante britânico.” Madu virou-se e deu uma espiada em Richard.

“Vou pedir a Ikejide que faça o seu arroz especial”, disse Kainene.

Madu deu de ombros, calado, olhando a janela.