Meio Sol Amarelo
Nota da autora
Este livro se baseou na guerra Nigéria-Biafra de 1967-70, porém algumas liberdades foram tomadas, em nome da ficção; minha intenção é retratar minhas próprias verdades imaginadas e não os fatos da guerra. Ainda que alguns personagens tenham como base uma pessoa real, seus retratos são fictícios, assim como os eventos dos quais fazem parte. Fiz uma lista dos livros (a maioria usa a grafia anglicizada de Igbo e escreve Ibo) que me ajudaram nas pesquisas. Devo muito a seus autores. Em especial, Sunset at Dawn, de Chukwuemeka Ike, e Never again, de Flora Nwapa, foram indispensáveis na descrição da atmosfera reinante na classe média de Biafra; a própria vida de Christopher Okigbo e seu Labyrinths inspiraram o personagem de Okeoma; ao passo que The Nigerian Revolution and the Biafran War, de Alexander Madiebo, foi fundamental para a criação do coronel Madu.
Entretanto, eu não poderia ter escrito este livro sem meus pais. Meu sábio e maravilhoso pai, o professor Nwoye James Adichie, Odelu Ora Abba, terminava suas muitas histórias com as palavras agha ajoka, que, em minha tradução literal, significa “a guerra é muito feia”. Ele e minha defensora e devota mãe, Ifeoma Grace Adichie, sempre quiseram que eu soubesse, acho, que o que importa de fato não é o que eles tiveram que passar e sim o fato de que sobreviveram. Sou grata a eles por suas histórias e por tantas outras coisas.
Saúdo meu tio Mai, Michael E. N. Adichie, que se feriu enquanto lutava no 21º Batalhão do Exército de Biafra, e que conversou comigo sobre suas experiências com muita graça e humor. Saúdo, também, a memória impecável de meu tio CY (Cyprian Odigwe, 1949-98), que lutou com os Comandos de Biafra, meu primo Pauly (Paulinus Ofili, 1955-2005), que partilhou comigo suas lembranças da vida em Biafra aos treze anos de idade, e meu amigo Okla (Okoloma Maduewesi, 1972-2005), que não vai sair com este debaixo do braço como fez com o anterior.
Obrigada a minha família: Toks Oremule e Arinze Maduka, Chisom e Amaka Sonny-Afoekelu, Chinedum e Kamsi Adichie, Ijeoma e Obinna Maduka, Uche e Sonny Afoekelu, Chukwunwike e Tinuke Adichie, Nneka Adichie Okeke, Okechukwu Adichie e, sobretudo, a Kenechukwu Adichie; a todos os Odigwe de Umunnachi e a todos os Adichie de Abba; às minhas “irmãs” Urenna Egonu e Uju Egonu, e a meu “irmãozinho”, Oji Kanu, por terem acreditado que sou melhor do que sou.
Meu agradecimento a Ivara Esege; a Jason Cowley, por ler e reler; a Binyavanga Wainaina, pelas excelentes queixas; a Amaechi Awurum, por me ensinar sobre fé; a Ike Anya, Muhjtar Bakare, Maren Chumley, Laura Bramon Good, Martin Kenyon e Ifeacho Nwokolo, por terem sido amigos que leram o rascunho; a Susan Buchan, pelas fotos tiradas em Biafra; ao Vermont Studio Center, pela cessão de espaço e tempo; e ao professor Michael J. C. Echeruo, cujos eruditos e generosos comentários me levaram a sair em busca da outra metade do sol.
Sou grata à minha inimitável agente Sarah Chalfant, por ter feito com que me sentisse segura; e a Mitzi Angel, Anjali Singh e Robin Desser, meus brilhantemente perspicazes editores.
Que nós nunca nos esqueçamos.
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Chimamanda Ngozi Adichie
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