Ponerologia: Psicopatas no Poder
Ponerologia
A ponerologia utiliza o progresso científico das últimas décadas, especialmente nos ramos
da biologia, psicopatologia e psicologia clínica. Ela esclarece as ligações causais
desconhecidas e analisa os processos de gênese do mal, sem ignorar os fatores que têm sido
até agora subestimados. Com o lançamento dessa nova disciplina, o autor utilizou também a
sua experiência profissional nessas áreas e os resultados da sua própria pesquisa recente.
Uma abordagem ponerológica facilita o entendimento de algumas das dificuldades mais
dramáticas da humanidade tanto no nível macrossocial como na escala humana individual.
Essa nova disciplina tornará possível alcançar soluções teóricas, no início, e depois soluções
práticas para problemas que estamos tentando resolver por meios tradicionais ineficazes, que
resultam em sentimentos de desamparo em relação ao fluxo da história. Esses meios são
baseados em conceitos historiográficos e em atitudes excessivamente moralistas, que os fazem
supervalorizar a força como meio de neutralização do mal. A ponerologia pode ajudar a
equalizar tal unilateralidade por meio do pensamento naturalista moderno, complementando
nossa compreensão das causas e da gênese do mal com os elementos necessários à construção
de uma base mais estável para a inibição prática dos processos de ponerogênese e para a
neutralização de seus resultados.
A atividade sinergética de várias medidas que visam o mesmo objetivo valioso, assim como
no tratamento de uma pessoa doente, geralmente produz efeitos melhores do que o mero
somatório dos fatores envolvidos. Na construção de uma segunda opção para as atividades de
esforço moralista de até então, a ponerologia tornará possível atingir resultados que são
também melhores que o somatório de seus efeitos úteis. Pelo reforço da confiança nos valores
morais familiares será possível responder muitas questões até aqui não respondidas e utilizar
meios não utilizados até agora, especialmente em uma escala social maior.
As sociedades têm o direito de se defender contra qualquer mal que as esteja rondando e
amedrontando. Os governos nacionais são obrigados a utilizar os meios eficientes para esse
propósito, da forma mais competente possível.[ 67 ] A fim de cumprir essa função essencial,
as nações utilizam obviamente as informações disponíveis no momento, numa determinada
civilização, relacionadas à natureza e à gênese do mal, bem como quaisquer outros meios que
elas possam reunir. A sobrevivência da sociedade deve ser protegida, mas o abuso de poder e
as degenerações sádicas vêm sobre todos muito facilmente.
Nós temos, agora, dúvidas morais e racionais sobre a compreensão e a neutralização do mal
nas gerações anteriores. Uma simples observação da história justifica isso. O
desenvolvimento da opinião geral nas sociedades livres requer que medidas de repressão ao
mal sejam humanizadas e limitadas, de forma que se estabeleçam limites contra um possível
abuso. Isso parece acontecer devido ao fato de que os indivíduos moralmente sensíveis
querem proteger suas personalidades e as personalidades de seus filhos da influência
destrutiva transmitida pela consciência de que a punição severa, especialmente a pena de
morte, continua sendo aplicada.
E é assim que os métodos de neutralização do mal estão sendo mitigados em sua severidade,
ao mesmo tempo em que métodos efetivos para proteger os cidadãos contra o nascimento do
mal e da força não estão sendo indicados. Isso cria uma lacuna, que sempre se amplia, entre a necessidade de ações contrárias ao mal e os meios que se tem à disposição. Como resultado,
muitos tipos de maldade podem se desenvolver em cada escala social. Sob tais circunstâncias,
é compreensível que algumas vozes clamem pelo retorno dos antigos métodos “mão-de-ferro”,
tão inimigos do desenvolvimento do pensamento humano.
A ponerologia estuda a natureza do mal e os processos complexos de sua gênese, e com isso
abre novos caminhos para combatê-lo. Ela aponta que o mal tem certas fraquezas em sua
estrutura e gênese que podem ser exploradas para inibir seu desenvolvimento, bem como para
eliminar rapidamente os frutos de tal desenvolvimento. Se a atividade ponerogênica dos
fatores patológicos – indivíduos com anomalias e suas atividades – é sujeita aos controles
conscientes de natureza científica, individual e social, nós podemos neutralizar o mal com
semelhante eficiência, através do clamor persistente pelo respeito aos valores morais. O
método antigo e esse completamente novo podem então ser combinados para produzir
resultados mais favoráveis do que a soma aritmética dos dois. A ponerologia também leva às
possibilidades de um comportamento profilático do mal nos níveis individual, social e
macrossocial. Essa nova abordagem deve capacitar as sociedades a se sentirem seguras
novamente, tanto das ameaças internas quanto das de escala internacional.
Os métodos de neutralização do mal que são condicionados pelas causas, apoiados pelo
progresso científico sempre crescente, serão certamente muito mais complexos, uma vez que a
natureza e a gênese do mal são complexas. Qualquer relação alegadamente moderada entre o
crime de uma pessoa e a punição empreendida é um resíduo do pensamento arcaico, algo
ainda mais difícil de compreender. Por isso é que nosso tempo demanda que desenvolvamos
posteriormente a disciplina aqui iniciada e empreendamos uma pesquisa detalhada,
especialmente em relação à natureza de muitos fatores patológicos que fazem parte dessa
ponerogênese.
Uma leitura apropriadamente ponerológica da história é uma condição essencial para o
entendimento dos fenômenos ponerogênicos macrossociais, cuja duração excede as
possibilidades de observação de uma única pessoa. O autor utilizou esse método no próximo
capítulo, reconstruindo a fase onde os fatores caracteropáticos dominaram o período inicial de
criação da patocracia.
Ao ensinar-nos sobre as causas e a gênese do mal, a ponerologia mal fala sobre culpa
humana. Por isso, ela não resolve o problema perene da responsabilidade humana, embora
realmente irradie uma luz adicional no lado das causas. Nós nos tornamos cientes de quão
pouco compreendemos desta área e quanto ainda permanece para ser pesquisado, nessa
tentativa de corrigir nossa compreensão das causas complexas dos fenômenos e reconhecer
uma maior dependência individual na operação de fatores externos. Nesse ponto, qualquer
julgamento moral sobre outra pessoa ou sobre seu merecimento de culpa pode nos atingir, por
estar baseado principalmente em respostas emocionais e em séculos de tradição antiga.
Nós temos o direito e o dever de julgar criticamente nosso próprio comportamento e os
valores morais de nossas motivações. Isto é condicionado pelo nossa consciência, um
fenômeno tão onipresente como incompreensível dentro dos limites do pensamento naturalista.
Mesmo se estivermos equipados com todas as realizações presentes e futuras da ponerologia,
será que algum dia estaremos em posição de abstrair e avaliar a culpa individual de outra pessoa? Em termos teóricos, isso parece bastante duvidoso; em termos práticos, bastante
desnecessário.
Se nos abstivermos consistentemente de fazer julgamentos morais de outras pessoas, nós
transferiremos nossa atenção para o rastreamento dos processos causais que são responsáveis
por condicionar o comportamento de outra pessoa ou de uma sociedade. Isso aprimorará
nossas perspectivas de higiene mental apropriada e nossa capacidade de apreender a
realidade psicológica. Tais contenções também nos capacitarão a evitar um erro que envenena
todas as mentes e almas muito efetivamente, a saber, o de sobrepor uma interpretação
moralista sobre a atividade dos fatores patológicos. Nós também evitaremos embaraços
emocionais e teremos um controle melhor sobre o nosso egotismo e egocentrismo, facilitando
assim a análise objetiva dos fenômenos.
Se tal atitude atinge alguns leitores como se estivessem próximos da indiferença moral, nós
devemos reiterar que o método exemplificado aqui, de análise do mal e de sua gênese, dá
origem a um novo tipo de distância equilibrada das suas tentações, assim como ativa
possibilidades teóricas e práticas adicionais para reagir contra ele. Nós devemos também
refletir sobre a surpreendente e evidente convergência entre as conclusões que podemos
derivar dessa análise dos fenômenos e certas idéias de filósofos antigos, a qual está bem
estabelecida na Bíblia: “Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão
julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma
medida com que vocês medirem”.[ 68 ]
Esses valores, infelizmente ofuscados com frequência pelas necessidades imediatas do
governo, bem como pela atividade de nossos reflexos emocionais e instintivos, os quais nos
incitam à vingança e à punição dos outros, finalmente encontram uma justificativa, ao menos
parcialmente racional, nessa nova ciência. Colocar na prática esse entendimento e
comportamento rigorosos pode somente confirmar esses valores de um modo mais eficiente e
mais evidente.
Essa nova disciplina pode ser aplicável a muitas esferas da vida. O autor utilizou dessas
realizações e testou seus valores práticos no decorrer da psicoterapia individual aplicada a
seus pacientes. Como resultado, suas personalidades e futuros foram rearranjados de um modo
mais favorável do que se ele estivesse baseado em seus conhecimentos anteriores. Tendo em
conta a natureza excepcional de nossa época, quando mobilizações multifacetadas de valores
morais e mentais devem ser efetivadas para neutralizar o mal que ameaça o mundo, nos
próximos capítulos o autor sugerirá a adoção de apenas uma atitude, cujo resultado final deve
ser um ato de perdão, nunca visto até então na história. Tenhamos também em mente que
entender e perdoar não exclui a correção de condições e a tomada de medidas profiláticas.
Desatar o nó górdio dos tempos presentes, composto de fenômenos patológicos
macrossociais que ameaçam nosso futuro, pode parecer impossível sem o desenvolvimento e a
utilização dessa nova disciplina. Esse nó não pode mais ser cortado com uma espada. Um
psicólogo não pode se dar ao luxo de ser impaciente como Alexandre, o Grande. É por isso
que descrevemos aqui esta disciplina dentro de três características indispensáveis,
abrangência, adaptação e seleção de dados, para possibilitar o esclarecimento dos problemas
que serão discutidos posteriormente neste livro. Talvez o futuro tornará possível elaborar um trabalho teórico geral.
Minha bateria de testes lembrava mais aquelas usadas na Inglaterra, em oposição às versões americanas. Eu usava dois testes
adicionais: um era um teste de desempenho britânico, re-padronizado para objetivos clínicos. O outro foi completamente
elaborado por mim. Infelizmente, quando eu fui expulso da Polônia, foi impossível, para mim, transferir qualquer um dos meus inúmeros resultados para outros psicólogos, porque eu fui privado de todos os meus documentos de pesquisa, assim como de quase tudo.
Liebig´s law: é um princípio que foi desenvolvido por Carl Sprengel e posteriormente popularizado por Justus von Liebig e aplicado na agricultura, e diz que o crescimento não é controlado pela quantidade total de recursos disponíveis, mas sim pela quantidade do recurso mais escasso (fator limitante) – NT.
Foi o último imperador da Alemanha e rei da Prússia. Governou entre 15 de junho de 1888 e 9 de novembro de 1918 – NT. Título pelo qual ficou conhecido Otto von Bismarck, estadista responsável por unificar os estados alemães em 1871, forçado à renúncia pelo imperador Guilherme II – NT.
Diencéfalo: o diencéfalo e o telencéfalo formam o cérebro, que corresponde ao prosencéfalo. O diencéfalo é uma estrutura ímpar
que só é vista na porção mais inferior de cérebro e compreende as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo. Vassily Grossman: escritor e jornalista soviético, atuou como correspondente de guerra para o jornal do exército vermelho,
Krasnaya Zvezda, durante a Segunda Guerra Mundial. Também escreveu diversos contos curtos e romances, e fez traduções
de obras armênias para o russo. Depois do final da guerra, Grossman acabou se decepcionando com Stálin, devido à sua
guinada antissemita, e mais tarde teve duas de suas obras censuradas durante o período de Nikita Khrushchev, tachadas de anti-soviéticas, e proibidas de serem publicadas por duzentos anos. As obras em questão, Life and Fate e Everything Flows,
foram levadas secretamente para fora da União Soviética por uma rede de dissidentes do regime comunista e publicadas no Ocidente. A primeira delas possui tradução para o português, publicada como “Vida e Destino” – NT.
Astenização: Condição médica cujo nome deriva do termo astênia, que denota um sentimento de fraqueza sem perda correspondente de força real – NT.
Lavrentiy Pavlovich Beria foi um político soviético que ocupou a chefia do aparato de segurança e polícia secreta (NKVD)
durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi o mais influente dos chefes de polícia de Stálin, perseguindo desertores e críticos do sistema, e administrando uma grande expansão dos Gulags (campos de concentração soviéticos). Foi também um dos maiores responsáveis pelo sucesso na construção da primeira bomba atômica soviética. Após a morte de Stálin tomou posições mais liberalizantes, o que o levou a ser condenado por traição e executado durante o governo de Nikita Khrushchev – NT. Svetlana Alliluieva – Vinte Cartas a Um Amigo.
A estreptomicina age pela inibição da síntese proteica e danifica a membrana celular de microorganismos suscetíveis. Seus efeitos colaterais incluem problemas renais e danos aos nervos, que podem resultar em tonturas e surdez.
Drogas Citostáticas são aquelas utilizadas em tratamentos de câncer onde o objetivo é cessar a multiplicação das células cancerosas. Estas drogas, ao contrário das citotóxicas, não matam as células cancerosas. Doenças Neoplásicas são aquelas caracterizadas pelo nascimento anormal de novas células. São mais conhecidas como tumores – o câncer equivale a uma doença neoplásica maligna.
Toxinas endógenas são aquelas que se originam de infecções virais ou bacterianas, e dos produtos derivados do metabolismo de certas bactérias e leveduras que habitam os intestinos.
Sandberg, A. A.; Koepf, G. F.; Ishihara, T.; Hauschka, T. S. (August 26, 1961) “An XYY Human Male”. Lancet 2, 488-9.
Emil Kraepelin (1856-1926), psiquiatra alemão que estudou as conexões entre a biologia cerebral e as doenças mentais. Foi o criador da psicofarmacologia – NT.
Herança autossômica: doença que ocorre devido a uma falha em qualquer um dos 22 pares de cromossomos, exceto os cromossomos sexuais. Ambos, garotos e garotas, podem então herdar esse problema. Se uma falha ocorre em um cromossomo sexual, a hereditariedade é dita como ligada ao sexo – NT.
Kazimierz Dabrowski (1902-1980): psiquiatra polonês desenvolveu a Teoria da Desintegração Positiva – NT. The Mask of Sanity, Hervey Cleckley, 1976; C. V. Mosby Co., p. 386. Robert Hare diz, “O que eu achei mais interessante foi que, pela primeira vez, pelo que eu saiba, nós descobrimos que não há nenhuma ativação de áreas apropriadas para estimulação emocional, mas há uma super-ativação em outras partes do cérebro, incluindo as partes que são normalmente dedicadas à linguagem. Essas partes estavam ativas, como se estivessem dizendo, ‘Ei, não é interessante.’ Então eles pareceram analisar o material emocional em termos de seu significado linguístico ou do dicionário. Existem anomalias no caminho em que os psicopatas processam informação. Pode ser mais geral que somente informação emocional. Em outro estudo funcional de RMN, nós olhamos para as partes do cérebro que são usadas para processar as palavras concretas e abstratas. Indivíduos não psicopatas mostram aumento de ativação do córtex temporal anterior/superior direito. Para os psicopatas, isso não acontece.”
Hare e seus colegas então, conduziram um estudo de RMN funcional com figuras de cenas neutras e cenas de homicídios desagradáveis. “Os criminosos não psicopatas mostravam grande quantidade de ativação na amídala (para cenas desagradáveis), em comparação com as figuras neutras.”, ele aponta. “No psicopata, não há nada. Nenhuma diferença. Mas há uma super-ativação nas mesmas regiões do cérebro que haviam sido superativadas durante a apresentação das palavras emocionais. É como se eles estivessem analisando o material emocional nas regiões extra-límbicas.” (Psicopatia versus Transtorno de Personalidade Antissocial e Sociopatia: Uma Discussão por Robert Hare; crimelibrary.com) McCord, W. & McCord, J. Psychopathy and Delinquency. New York: Grune & Stratton, 1956 Cherezvichayka (Tcheka) foi a primeira polícia secreta estabelecida sob o governo bolchevique. Dzerzhinsky foi seu primeiro Comissário – NT.
Dzerzhinsky é um caso interessante. Diz-se sobre ele que: “Seu caráter honesto e incorruptível, combinado com sua completa devoção à causa, fez com que ele ganhasse um reconhecimento rápido e o apelido de Iron Felix (Felix de Ferro).” Seu monumento no centro de Varsóvia na “Dzerzhinsky square”, foi odiado pela população da capital da Polônia como um símbolo da opressão soviética e foi derrubado em 1989, tão logo o PZPR – Partido dos Trabalhadores Poloneses Unidos - começou a perder poder. O nome da praça foi logo alterado para seu nome anterior à Segunda Guerra Mundial – “Plac Bankowy” – Quadra do Banco. De acordo com uma piada popular da então República do Povo Polonesa: “Dzerzhinsky mereceu um monumento por ser o polonês que matou o maior número de comunistas.” Meu professor de psiquiatria na Universidade de Jagiellonian em Cracóvia. Ernest Kretschmer (1888-1964) foi um psiquiatra alemão que tentou estabelecer uma relação entre a constituição física do corpo com a personalidade e as doenças mentais – NT.
Palavra de Raiz Grega: Skirtaô – Se rebelar, pular.
É a aparente diferença na localização de um dado objeto ao observá-lo a partir de ângulos diferentes – NT. Cui prodest: expressão latina que significa “a quem serve”, utilizada no campo do direito para determinar a quem um delito beneficia – NT.
Poderíamos utilizar aqui o termo orador eloquente ou orador popular. O propagandista é aquele que irá convencer e mover os adeptos por meio do discurso.
No original, éminence grise – espécie de conselheiro especial que atua nos bastidores, tomando decisões importantes – NT. Sintoma patognomônico – termo que significa sintoma característico da doença que está sendo discutida. A lei é dura, mas é a lei – NT.
O símbolo das ‘Duas Cidades’, estabelecido por Santo Agostinho entre a esfera religiosa (a Cidade de Deus) e esfera política (a Cidade dos Homens), tornou-se peculiar no desenvolvimento histórico do Cristianismo, sobretudo na Era Romana. No entanto, sempre houvera uma tensão entre os dois ‘reinos’, o material e o espiritual, dualidade cujas raízes se encontram nos Evangelhos. Ainda que a Igreja Católica tenha absorvido a cultura greco-romana e a transformado pela fé cristã, tal distinção entre o sagrado e o profano, prevaleceu. No entanto, foi o ideal revolucionário, a partir do século XV, que pretendeu abolir esta distinção com a promessa de, por meio da ação política, remoldar a sociedade a fim de estabelecer uma espécie de Cidade de Deus na Terra. Inaugura-se, então, a Era das Ideologias, que culmina numa espécie de idolatria ao estado – NT. Sorokin, Pitirim. (1941) - Social and Cultural Dynamics, Volume Four: Basic Problems, Principles and Methods, New York: American Book Company. Sorokin, Pitirim. (1957). Social and Cultural Dynamics, One Volume Revision. Boston: Porter Sargent. Simonton, Dean Keith. (1976). Does Sorokin’s data support his theory?: A study of generational fluctuations in philosophical beliefs. Journal for the Scientific Study of Religion 15: 187-198. Jean Martin Charcot (1825-1893), um dos mais famosos psiquiatras franceses do final do século XIX. Foi um dos fundadores da neurologia moderna – NT.
A menos, é claro, que o governo seja ele mesmo o mal que ameaça e assedia as pessoas. Mt. 7, 1-2 (Texto da Bíblia da CNBB) – NT.
CAPÍTULO V