Ponerologia: Psicopatas no Poder

Andrew Lobaczewski · Capítulo 28 de 43

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Ponerologia: Psicopatas no Poder

Considerações gerais

O caminho para compreender os conteúdos reais do fenômeno e sua causalidade interna

somente pode ser aberto pela superação dos reflexos e emoções naturais e da tendência em

direção a interpretações moralistas, seguida pela coleta de dados elaborados no difícil

cotidiano do trabalho clínico, e suas generalizações subsequentes na forma de ponerologia

teórica. Tal compreensão também abrange naturalmente aqueles que criariam tais sistemas

desumanos.

O problema da determinação biológica do comportamento das pessoas com desvios é então

esboçado em toda a sua expressividade, mostrando principalmente o quanto sua capacidade

para julgamentos morais e seu campo de seleção de comportamento é estreito, bem abaixo dos

níveis disponíveis a uma pessoa normal. A atitude de compreensão, mesmo de um inimigo, é a

mais difícil para nós humanos. A condenação moral mostra-se como um obstáculo ao longo do

caminho de cura dessa doença no mundo.

Um resultado do caráter do fenômeno descrito nesse capítulo é que nenhuma tentativa de

entender sua natureza ou de rastrear suas ligações causais internas e transformações

diacrônicas seria possível se tudo o que nós tivéssemos à nossa disposição fosse a linguagem

natural dos conceitos psicológicos, sociais e morais, mesmo na forma parcialmente

aprimorada utilizada pelas ciências sociais. Também seria impossível predizer as fases

subsequentes no desenvolvimento desse fenômeno ou de distinguir seus momentos e pontos de

enfraquecimento para fins de reação.

A elaboração de uma linguagem conceitual adequada e suficientemente compreensível foi

assim identificada como essencial; ela requereu mais tempo e esforço do que somente estudar

o fenômeno. Tornou-se necessário entediar um pouco os leitores com a introdução a essa

linguagem conceitual de uma forma que fosse parcimoniosa e também adequada, e que seria ao

mesmo tempo compreensível para aqueles leitores não treinados na área de psicopatologia.

Qualquer um que queira consertar uma televisão, em vez de piorar a situação, deve antes se

familiarizar com a eletrônica, que também está além do espectro coberto pela linguagem

conceitual natural. Contudo, após aprender a compreender esse fenômeno macrossocial no

sistema de referência correspondente, um cientista pode se maravilhar por um tempo, como se

estivesse frente à tumba aberta de Tutancâmon, até que esteja apto a entender as leis da vida

do fenômeno com uma velocidade e habilidades sempre mais rápidas, e assim complementar

sua compreensão com uma matriz enorme de dados detalhados.

A primeira conclusão que aparece logo depois do encontro com o “professor” introduzido

no começo desse livro, é de que o desenvolvimento do fenômeno é limitado pela natureza nos

termos da participação dos indivíduos suscetíveis dentro de uma dada sociedade. A avaliação

inicial de aproximadamente 6% de indivíduos receptivos mostra-se realista; dados estatísticos

progressivamente detalhados, combinados a posteriori, não foram capazes de refutar essa

informação. Esse valor varia de país para país em torno de um ponto percentual para cima ou

para baixo. Quantitativamente falando, esse número é estratificado em 0,6% de psicopatas

essenciais, ou seja, aproximadamente um décimo dos 6%. Contudo, essa anomalia tem um

papel desproporcional quando comparada com os números de saturação do fenômeno como

um todo, com sua qualidade própria de pensamento e experiência.

Outras psicopatias, conhecidas como astênicas, esquizoidais, anancásticas, histéricas etc.,

vêm definitivamente na segunda colocação, embora na soma sejam muito mais numerosas.

Indivíduos skirtóides primitivos tornam-se companheiros de viagem, movidos por sua luxúria

pela vida, mas suas atividades são limitadas por consideração às suas próprias vantagens. Nas

nações não-semitas, os esquizóides são um pouco mais numerosos do que os psicopatas

essenciais; embora sejam muito ativos nas fases iniciais da gênese do fenômeno, eles revelam

uma atração pela patocracia bem como uma distância racional do pensamento eficiente.

Assim, eles são esmagados entre tal sistema e a sociedade das pessoas normais.

As pessoas que não são nitidamente inclinadas em direção à patocracia incluem aquelas

afetadas por alguns estados causados pelas atividades tóxicas de certas substâncias tais como

éter, monóxido de carbono, e possivelmente algumas endotoxinas, sob a condição de que isso

tenha ocorrido na infância.

Entre os indivíduos portadores de outras indicações de danos no tecido cerebral, somente

dois tipos descritos têm, de certa forma, uma inclinação medida, a saber, o caracteropata

frontal e o paranóico. No caso do caracteropata frontal, isso é principalmente o resultado de

uma incapacidade para a reflexão auto-crítica e para deixar o beco sem saída no qual entrou

sem pensar. Os caracteropatas paranóicos esperam o apoio sem críticas dentro de tal sistema.

Em geral, contudo, os portadores de vários tipos de danos do tecido cerebral se inclinam

claramente na direção da sociedade das pessoas normais e, como um resultado dos seus

problemas psicológicos, em última análise, sofrem até mais que as pessoas saudáveis sob a

patocracia.

Também foi descoberto que os portadores de algumas anomalias fisiológicas conhecidas

pelos médicos e também por psicólogos – e que são principalmente de natureza hereditária –

manifestam tendências similares aos esquizóides. De um jeito parecido, as pessoas cuja

natureza foi desafortunadamente selada por uma vida curta e por uma morte prematura

relacionada ao câncer indicam uma atração irracional e característica por esse fenômeno.

Essas observações posteriores foram decisivas em minha decisão de chamar o fenômeno pelo

seu nome, o que originalmente havia me soado excessivamente frouxo. A resistência

decrescente de um indivíduo aos efeitos da patocracia e sua atração a esse fenômeno parecem

ser uma resposta holística do organismo da pessoa e não somente de sua maquiagem

psicológica.

Aproximadamente 6% da população constituem a estrutura ativa desse novo domínio, que

carrega sua consciência peculiar de seus próprios objetivos. O dobro desse quantia de

pessoas constitui um segundo grupo: aqueles que tiveram que gerenciar a deformação de suas

personalidades para atender às demandas da nova realidade. Isso leva a atitudes que já podem

ser interpretadas dentro das categorias de visão de mundo psicológico natural, ou seja, os

erros que nós cometemos são muito menores. É lógico que não é possível desenhar um limite

exato entre esses grupos; a separação exemplificada aqui é meramente descritiva em natureza.

Esse segundo grupo consiste de indivíduos que são, na média, mais fracos, mais doentes e

menos vitais. A frequência de doenças mentais conhecidas nesse grupo é o dobro da média

nacional. Nós podemos então assumir que a gênese dessa atitude submissa em direção ao

regime, sua maior susceptibilidade aos efeitos patológicos e seu oportunismo leviano incluem várias anomalias relativamente não palpáveis. Nós observamos não somente as anomalias

psicológicas, mas também os tipos descritos acima na mais baixa intensidade, com exceção da

psicopatia essencial.

O grupo dos 6% constitui a nova nobreza; o grupo dos 12% forma gradualmente a nova

burguesia, cuja situação econômica é a mais vantajosa. A adaptação às novas condições, não

sem conflitos de consciência, transforma esse último grupo tanto em trapaceiros como,

simultaneamente, em intermediários entre a sociedade opositora e o grupo ponerológico ativo,

com quem eles conseguem conversar usando uma linguagem adequada. Eles representam um

papel crucial dentro do sistema, que ambos os lados devem levar em consideração. Uma vez

que suas capacidades técnicas e habilidades são melhores que aquelas do grupo patocrático

ativo, eles assumem várias posições gerenciais. As pessoas normais os enxergam como

pessoas de quem eles podem se aproximar, geralmente sem estarem sujeitas à arrogância

patológica.

Por isso é que somente 18% da população do país é a favor do novo sistema de governo;

mas em relação à camada que nós chamamos de nova burguesia, devemos ainda ficar em

dúvida acerca da sinceridade em suas atitudes. Essa é a situação na pátria do autor. Essa

proporção pode ser estimada de forma variada em outros países, de 15% na Hungria até 21%

na Bulgária, mas nunca é mais do que uma minoria relativamente pequena.

A grande maioria da população forma a sociedade das pessoas normais, criando

gradualmente uma rede de comunicação informal. Cabe a nós nos perguntarmos por que essas

pessoas rejeitam as vantagens que a conformidade com o sistema proporciona, preferindo

conscientemente o papel de oposição: pobreza, assédio e diminuição das liberdades humanas.

Que ideais as motivam? Isso é apenas um tipo de romantismo representando ligações à

tradição e à religião? Apesar de que muitas pessoas com educação religiosa mudam seu ponto

de vista para o dos patocratas muito rapidamente. O próximo capítulo é dedicado a essa

questão.

Para o momento, vamos nos limitar a declarar que uma pessoa com um substrato instintivo

humano normal, uma boa inteligência básica e faculdades completas do pensamento crítico

teria dificuldade em aceitar tal compromisso; isso devastaria sua personalidade e geraria

neurose. Ao mesmo tempo, tal sistema facilmente as distingue e as separa de seus semelhantes,

apesar de suas hesitações esporádicas. Nenhum método de propaganda pode mudar a

natureza desse fenômeno macrossocial ou a natureza de um ser humano normal. Eles

permanecem estranhos uns para os outros.

A subdivisão descrita acima em três seções não deve ser identificada com a adesão a

qualquer partido, que oficialmente é ideológica, mas na realidade é patocrática. Tal sistema

contém muitas pessoas normais forçadas a se associarem a tal partido sob várias

circunstâncias e que devem fingir o melhor que elas puderem para se parecerem com os

adeptos mais razoáveis do dito partido. Depois de um ano ou dois de instruções obtusamente

executadas, elas começam a se tornar independentes e restabelecem os laços cortados com a

sociedade. Seus amigos antigos começam a entender a essência do seu jogo duplo. Essa é a

situação de um grande número de adeptos da ideologia antiga, que agora está cumprindo a sua

função alterada. Eles também são os primeiros a protestar dizendo que esse sistema não representa verdadeiramente as crenças políticas anteriores. Nós devemos também lembrar que

as pessoas especialmente confiáveis, cuja lealdade à patocracia é uma conclusão

precipitada devido à sua natureza psicológica e às funções que executam, não precisam

pertencer ao partido; elas estão acima dele.

Depois que uma estrutura patocrática típica foi formada, a população é efetivamente

dividida – polarizada – de acordo com linhas completamente diferentes do que qualquer

pessoa que tenha crescido fora do alcance desse fenômeno possa imaginar, e de um modo que

as condições reais sejam também de compreensão impossível para alguém que não possua

treinamento essencial especializado. Contudo, um senso intuitivo para essas causas se forma

gradualmente entre a maioria da sociedade em um país afetado por esse fenômeno. Uma

pessoa que cresceu em um sistema do homem normal é acostumada, desde a infância, a ver os

problemas ideológicos ou econômicos em primeiro plano, possivelmente como resultado de

injustiça social. Tais conceitos provaram-se ilusórios e ineficazes do modo mais trágico: o

fenômeno macrossocial tem suas próprias propriedades e leis que podem somente ser

estudadas e compreendidas dentro de categorias apropriadas.

Contudo, ao deixar para trás o nosso antigo método de compreensão e aprendizado naturais

para rastrear a causalidade interna do fenômeno, nós nos admiramos com a exatidão

surpreendente com que esse último se torna sujeito às suas próprias leis regulares. Em relação

aos indivíduos, há sempre um escopo maior de individualismo e de influências ambientais. Na

análise estatística, esses fatores variáveis desaparecem e as características essenciais

constantes vêm à tona. A totalidade é assim claramente sujeita à determinação causal. Isso

explica a facilidade relativa de transição do estudo das causas para a predição das mudanças

futuras do fenômeno. Em tempo, a adequação do conhecimento coletado foi confirmada pela

precisão dessas predições.

Vamos agora levar em consideração os casos individuais. Por exemplo: nós encontramos

duas pessoas cujo comportamento nos faz suspeitar de que sejam psicopatas, mas suas atitudes

em relação ao sistema patocrático são bem diferentes: a primeira é afirmativa, a segunda

dolorosamente crítica. Os estudos à base de testes de detecção de danos no tecido cerebral

indicarão a patologia na segunda pessoa, mas não na primeira; no segundo caso, nós estamos

lidando com um comportamento que pode ser fortemente reminiscente da psicopatia, mas de

substrato diferente.

Se um portador de gene de psicopatia essencial foi membro do partido do governo

decididamente anticomunista antes da guerra, ele será tratado como “inimigo ideológico”

durante o período de formação da patocracia. Contudo, ele parece logo encontrar um modus

vivendi com as novas autoridades e aprecia uma certa quantidade de tolerância. O momento

em que ele se transforma em um adepto da nova “ideologia” e encontra o caminho de volta

para o partido governante depende apenas de tempo e circunstância.

Se a família de um patocrata zeloso típico produz um filho que não herda o gene apropriado,

graças a uma coincidência genética feliz (ou por ter nascido de um parceiro

biopsicologicamente normal), tal filho será criado na organização juvenil correspondente, fiel

à ideologia e ao partido, ao qual ele se filiará bem cedo. Pela idade madura, contudo, ele

começará a se inclinar em direção à sociedade das pessoas normais. A oposição, aquele mundo que sente e pensa normalmente, torna-se cada vez mais próxima dele; ali ele se

encontra e descobre um conjunto de valores desconhecidos – embora familiares – para ele.

Um conflito surge eventualmente entre ele e sua família, o partido e o ambiente, sob condições

que podem ser mais ou menos dramáticas. Isso começa com declarações críticas e com a

escrita de apelos particularmente ingênuos solicitando mudanças no partido, na direção do

senso comum saudável, é claro. Tais pessoas começam finalmente a lutar ao lado da

sociedade, suportando sacrifícios e sofrimento. Outros decidem abandonar seu país de

nascença e viver em terras estrangeiras, sozinhos entre pessoas que não podem entendê-los ou

entender os problemas sob os quais foram criados.

Em relação ao fenômeno como um todo, pode-se predizer suas propriedades primárias e os

processos de mudança, e estimar o tempo em que irão ocorrer. Sem levar em consideração a

sua gênese, nenhuma ativação patocrática da população de um país afetado por esse fenômeno

pode exceder os limites discutidos acima, que são determinados pelos fatores biológicos.

O fenômeno se desenvolverá de acordo com os padrões que já descrevemos, corroendo cada

vez mais profundamente o tecido social do país. O partido único patocrático resultante se

divide logo de início: uma ala é consistentemente patológica e recebe apelidos tais como

“doutrinários”, “cabeças-duras”, “brutos” etc. A segunda é considerada mais liberal e, de

fato, esse é o lugar no qual o eco da ideologia original permanece vivo por mais tempo. Os

representantes dessa segunda ala tentam, no máximo que seus poderes limitados permitem,

dobrar essa estranha realidade na direção mais receptiva à razão humana, e não perdem

totalmente o contato com as ligações da sociedade. A primeira crise interna de fraqueza

ocorre por volta de dez anos depois que o sistema emergiu. Como resultado, a sociedade das

pessoas normais ganha um pouco mais de liberdade. Durante esse período de tempo, uma ação

externa habilidosa já pode contar com a cooperação interna.

A Patocracia corrói o organismo social inteiro, destruindo suas habilidades e poder.

Os efeitos da ala mais ideológica do partido e sua influência vivificante sobre os trabalhos

do país como um todo são gradualmente enfraquecidos. Os patocratas típicos assumem todas

as funções gerenciais na estrutura totalmente destruída de uma nação. Tal estado deve ser de

curto prazo, uma vez que nenhuma ideologia pode vivificá-lo. Chega o tempo em que a massa

das pessoas comuns querem viver como seres humanos novamente e o sistema não pode

resistir por muito tempo. Não haverá uma grande contra-revolução. Em vez disso, um

processo mais ou menos tempestuoso de regeneração se sucederá.

A patocracia é menos um sistema econômico do que uma estrutura social ou sistema político.

É um processo de doença macrossocial que afeta nações inteiras e segue o curso de suas

propriedades patodinâmicas características. O fenômeno muda muito rapidamente no tempo,

tornando difícil compreendê-lo em categorias que implicariam uma certa estabilidade, não

descartando os processos evolutivos aos quais os sistemas sociais estão sujeitos. Qualquer

maneira de compreender o fenômeno pela imputação de certas propriedades duradouras ao

mesmo faz que percamos de vista, rapidamente, seus conteúdos atuais. A dinâmica da

transformação no tempo é parte da natureza do fenômeno; não nos é possível alcançar a

compreensão desde fora de seus parâmetros.

Enquanto continuarmos utilizando métodos para compreender esse fenômeno patológico, os quais aplicam certas doutrinas políticas cujos conteúdos são heterogêneos em relação à sua

natureza verdadeira, não seremos capazes de identificar as causas e as propriedades da

doença. Uma ideologia bem preparada conseguirá mascarar as qualidades essenciais das

mentes dos cientistas, políticos e pessoas comuns. Em tal estado de coisas, nós jamais

elaboraremos qualquer método causativamente ativo que possa reprimir a auto-reprodução

patológica do fenômeno ou suas influências expansionistas externas. Ignota nulla curatio

morbi!

Contudo, uma vez que entendemos os fatores etiológicos da doença e suas atividades, bem

como a patodinâmica de suas mudanças, nós descobrimos que a busca por um método de cura

se torna geralmente muito mais fácil. Algo similar se aplica em relação aos fenômeno

macrossocial patológico discutido acima.

 

O psiquiatra austríaco Alfred Adler defendia que em conexão com o sentimento de humilhação, pode ser observada uma hipersensibilidade que afeta o equilíbrio normal da psique, fazendo que o indivíduo busque nas mais exacerbadas fantasias, uma libertação do complexo de inferioridade no qual se vê absorto. Imagina-se, portanto, um herói, um incompreendido, um perseguido, enfim, algo que o possa levar a um sentimento de superioridade – NT. Peter Jacob Frostig (1896-1959) foi professor na Universidade King John Kasimir, em Lwou, hoje Ucrânica. Eu utilizei o seu manual Psychiatria. A Polônia estava então sob uma patocracia e seus trabalhos foram removidos das bibliotecas públicas por serem “ideologicamente inadequados” – NT.

Os escritos aos quais o autor se refere são os Protocolos dos Sábios de Sião , um plano de dominação mundial falsamente atribuído aos judeus. Até hoje há dúvidas sobre a origem desse documento, mas alguns especialistas acham provável que ele tenha sido produzido sob as ordens de Pyotr Rachovsky, chefe da Divisão Estrangeira da Polícia Secreta Russa na época do czar Nicolau II, para justificar uma perseguição aos judeus na Rússia – NT. O receptor super-heteródino usa mistura de frequências para converter um sinal recebido numa frequência fixa intermediária (IF), que pode ser mais convenientemente processada do que a frequência rádio portadora original. Esta abordagem é detalhadamente explicada por Yuri Bezmenov (Tomas David Schuman) em entrevista concedida a G. Edward Griffin, disponível em vídeos na internet – NT.

CAPÍTULO VI