A retomada da União

Bárbara Morais · Capítulo 14 de 39

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A retomada da União

Capítulo 14

 

A com oção que encontram os no corredor quando finalm ente saím os para alm oçar m e espanta. Pessoas andam de um lado para o outro apressadas, parecendo perdidas e nervosas. Gritos ecoam pelo túnel e fico apreensiva. Será que descobriram esse lugar? Será que estam os sendo atacados? Reika se precipita e para um garoto que está cam inhando apressado, igualm ente preocupada.

– O que está acontecendo? – exige.

– Eu... alguém chegou, uns refugiados? – Sua expressão é assustada, com o se tivesse visto um fantasm a. – Não sei, parece que vão declarar quarentena... m andaram todos virem para o refeitório e aguardarem m ais inform ação.

Quarentena? Reika fica ainda m ais apreensiva e se j oga no fluxo de pessoas, cam inhando na direção oposta até encontrar um a das m esas em que a equipe de Abena m onitora os rádios e subir em cim a dela. Fico parada, confusa dem ais para agir.

– Pessoal! – ela grita e sua voz reverbera no túnel. – Não há m otivo para pânico. Por favor, todos se dirij am ordenadam ente ao refeitório. Chefes de unidade, aj udem a coordená-los. Tenho certeza de que é apenas o procedim ento padrão.

Sua m ensagem não parece surtir efeito, m as pelo m enos faz com que com ecem a cam inhar de form a m ais ordenada. Não sei se devo ir para o refeitório ou procurar Idris, então decido seguir Reika, que cam inha com determ inação e parece saber onde está indo. A alcanço depois de apressar o passo e percebo que cam inham os para a ala m édica, seguindo o contrafluxo.

Descem os as escadas do fim do túnel e nos deparam os com cinco guardas, todos parados em frente à saída para a garagem , que está lacrada. Tenho m edo de que não sej a exatam ente o que contaram para o garoto, m as algo pior. A im agem dos integrantes da Aurora vasculhando os túneis volta à m inha m ente, e num m om ento de ansiedade, tenho certeza de que Fenrir sabe onde estam os e vai nos explodir, e nada que possam os fazer vai adiantar. Nenhum dos guardas nem sequer questiona a presença de Reika ali e o tratam ento se estende a m im .

Se o cam inho para o refeitório estava cheio, a ala m édica está caótica. As m acas ocupam a recepção e os prim eiros consultórios, e a pequena equipe m édica está obviam ente concentrada em m over os pacientes. Avisto Ziba entre eles e, quando ela m e vê, faz um sinal para que eu pare.

– Vocês, deem m eia-volta. Não sabem os se os anôm alos vão estar seguros com os novos pacientes – ela diz e se aproxim a, olhando para m eu braço. – Você tam bém , Reika. Idris pediu para que todos vocês m antenham o controle e a ordem enquanto eles resolvem o problem a.

– O que aconteceu? – questiono, olhando por cim a de seu om bro. – Um garoto falou de quarentena...

– Um casal de fugitivos do Im pério... eu não sei m ais nada além de que Clarisse m andou que eles ficassem sem nenhum anôm alo por perto. Estou apenas obedecendo. – Ela deve ter visto a intenção em m eu rosto, porque levanta um braço para m e im pedir de avançar. – Não, garotinha. Você não vai passar por cim a das ordens. Espere m ais inform ações com o todos os outros.

– Ela deveria aj udar Idris hoj e – Reika diz, num tom persuasivo. – Posso levá-la até lá para descobrir se ainda precisa de aj uda ou não.

– Vocês podem encontrar Idris quando tudo isso aqui term inar. As ordens são claras: ninguém entra lá sem a autorização de Clarisse ou de Idris. Se precisarem de atendim ento m édico, aguardem no refeitório que alguém irá encontrá-los assim que term inarm os aqui – ela insiste e cruzo os braços, insatisfeita com a situação.

– Pelo m enos deixe-m e aj udá-la com os pacientes. Vai ser com plicado subir as escadas com as m acas – Reika afirm a, m as Ziba é irredutível e nos expulsa da ala m édica sem m ais satisfação.

O refeitório está tão lotado quanto no dia da assem bleia, e fico im pressionada com a capacidade de m obilização dos rebeldes. Hannah acena para nós e as pessoas abrem espaço para sentarm os nos lugares que guardaram . O grupo de sem pre está aqui: Leon e Hassam lado a lado, em silêncio, am bos igualm ente tensos; Gunnar com os cotovelos apoiados na m esa, com a expressão frustrada; Abena debruçada em um pedaço de papel no qual risca furiosam ente com um lápis, e Andrei ao seu lado, observando-a com a testa franzida; Sofia está apreensiva, e Hannah, com seus olhos atentos, observa tudo. Várias pessoas vêm até nós perguntar o que está acontecendo, e Reika tenta apaziguá-los, sem dar m uitos detalhes.

– Com o vocês estão? – pergunto quando m e acom odo ao lado de Andrei, particularm ente preocupada com Leon. O garoto parece um pouco pálido e bem assustado.

Recebo respostas fracas e ficam os em silêncio. A com ida é servida um pouco depois, com o se fosse um alm oço norm al, e quase ninguém vai se servir. Sofia m e conta, com sussurros, sobre com o eles estavam ocupados no laboratório quando Idris apareceu para levar Clarisse e os m andou esperar aqui. Eu a abraço quando vej o que está trem endo, esfregando suas m ãos nas m inhas.

Andrei traz com ida para nós três e observo Leon, sentado na m inha frente e sem falar um a palavra desde que cheguei. Hassam tenta convencê-lo a com er pelo m enos um pedaço de pão, m as o garoto recusa. Depois, é a vez de Andrei, que recebe a m esm a resposta. Parece que cada m inuto que ele passa aqui o deixa m ais nervoso, m ais irrequieto, m exendo a cabeça a cada barulhinho diferente, a cada m ovim ento. Tenho certeza de que algo aconteceu, m as não faço ideia do quê. Fico ansiosa e entediada depois de algum tem po. Abena continua trabalhando no bloco de papel, agora fazendo um a lista com a aj uda de Reika. Leon continua sem responder às tentativas de conversa de Hassam , e Hannah está deitada na m esa, parecendo cansada. Só Gunnar parece im passível, sem nenhum sinal de cansaço, e Andrei observa-o com atenção.

– Então você é o gigante caladão do grupo. – Andrei se vira para Gunnar, apoiando os cotovelos na m esa. Consigo ver que ele está nervoso, m as seu com entário consegue quebrar a tensão das últim as horas. Abena e Reika riem e Sofia esconde o riso. Hannah parece se divertir com o com entário.

– Se eu sou o gigante caladão, você é o baixinho m etido a engraçado. Tentando com pensar algum a coisa? – Gunnar pergunta com um m eio-sorriso.

– Nem todo m undo consegue ser dois m etros de puro terror – Andrei retruca. – A gente im provisa com o que tem .

– Dois m etros de puro terror! – Hannah exclam a e Abena gargalha, atraindo olhares de repreensão. Reika tenta fazê-la se calar, m as isso só faz a garota rir m ais ainda.

– Você tem que ser m uito bom com im provisação então, porque não tem m uito pra te aj udar – Gunnar responde, com o m esm o tom de Andrei.

– Ohhhhh – eu digo, escondendo o riso. Andrei parece surpreso com a resposta e vej o que estava tentando m edir o outro garoto. Mas ele ri logo depois, parecendo se divertir.

– Minha nossa, essa doeu – diz, levando a m ão ao peito.

– Só porque eu não falo m uito não significa que não tenha m uito a dizer – Gunnar responde e acho que não é algo direcionado à Andrei especificam ente. – Só escolho bem o que devo ou não falar.

– Mas às vezes você precisa usar suas palavras e expressar o que está pensando – Hannah fala e quando Gunnar fecha a cara, noto que aquela é um a discussão antiga.

– Não acho que Gunnar fale pouco – interrom po, com m edo de que a tentativa de Andrei de tornar o clim a m ais leve dê m uito errado.

– Você não serve de parâm etro – diz Sofia, para m inha surpresa.

Antes que eu possa m e defender, o barulho das portas se abrindo ecoa pelo refeitório e m uitas pessoas ficam em pé para tentar ver quem chega. Ziba e um grupo de m édicos são rodeados por pessoas querendo saber o que está acontecendo, m as eles parecem exaustos e não respondem nada diretam ente. Abena ainda está rindo, e Reika a acotovela, m andando que respire fundo. Logo depois, Idris passa pela porta e, quando tentam se aproxim ar, ela só levanta a m ão e todos voltam a se sentar. Cam inha até o altar e vej o com o parece cansada; as últim as horas pesarem m uito m ais em seus om bros do que nos nossos. Ela espera até que os m édicos estej am sentados para com eçar:

– Sei que m uitas dúvidas e incertezas devem ter surgido nessas últim as horas, m as tudo está sob controle. Muitos de vocês viram o estado grave em que um dos fugitivos chegou aqui, e queríam os garantir que não fosse nada contagioso, por questões de segurança. – Suspira, passando a m ão pelo rosto. – Agora nossos novos convidados estão bem e estáveis, m as as precauções perm anecem : anôm alos não podem se aproxim ar da ala em que eles estão hospedados sem as orientações de Clarisse. As rondas de segurança devem ser dobradas, todas as operações que envolvem sair daqui estão suspensas até segunda ordem . Vocês podem retornar aos seus afazeres.

A m ultidão se levanta com o um a onda, suas vozes aum entam de volum e e fazem conj ecturas sobre a identidade das pessoas que chegaram . Várias pessoas se aproxim am de Idris, que desce do altar e dá inform ações pacientem ente para quem pergunta. A única coisa que não deixa escapulir são nom es ou m ais detalhes dos pacientes além do que j á inform ou. Hassam pede que esperem os e vai até ela, que o recebe com um sorriso tenso e faz um sinal para se afastarem do fluxo de pessoas. Leon parece ainda m ais nervoso quando vê os dois conversando, e sei que o assunto da conversa é o que preocupa m eu am igo. Idris parece pensativa quando Hassam term ina e levanta o rosto, m e cham ando para que eu m e j unte a eles.

– Sy bil, volte para a ala m édica e vej a se Clarisse precisa de algo. Tam bém diga para Maritza m e encontrar na m inha sala o m ais rápido possível – Idris pede, falando com cuidado com o se estivesse calculando se esse é o m elhor passo. – Leve Andrei com você e deixe-o lá com Clarisse, acho que ela vai precisar de aj uda. Depois peça para Leon m e encontrar em m inha sala em vinte m inutos. Você tam bém precisa vir.

– Certo – digo, confusa.

Faço com o pede, avisando para Leon do encontro com Idris e levando Andrei com igo. Sofia insiste em ir tam bém , porém Hannah pede sua aj uda com algo, e a m enina concorda, m as consigo ver a curiosidade em seus olhos. Cam inham os pelos corredores em um ritm o cada vez m ais rápido e, quando chegam os na recepção da ala m édica, Andrei m e para, segurando m inha m ão.

– Se Idris nos m andou até aqui, é porque não há perigo real de contágio, não é? – ele questiona, nervoso.

– Sim . Não sei. Acho que sim – respondo, incerta. – Se estava aqui e está bem , então não tem perigo, tem ?

Olham os para a recepção da ala m édica, que está vazia; há alguns lençóis e travesseiros j ogados no chão por causa da pressa em m over os pacientes. Sej a lá o que os recém -chegados têm , é algo que assustou m uito vovó Clarisse, a ponto de m andar que rem ovessem todos em um espaço curtíssim o de tem po. Me pergunto o quanto disso foi ocasionado pela enferm idade de quem chegou e quanto é para preservar sua identidade.

Dou o prim eiro passo e Andrei logo m e segue, segurando m inha m ão. Passam os por um a sala, e um a m ulher nos para, m as não nos im pede quando dizem os que estam os aqui a m ando de Idris. Todas as enferm arias estão vazias, com exceção da últim a, cuj a porta está aberta. Eu e Andrei param os na entrada do quarto, e eu bato na porta suavem ente para cham ar atenção.

A cena é estranha: vovó Clarisse se debruça na cam a, usando um pano para lim par o rosto da m ulher que está deitada ali, vestida com um j aleco, luvas, óculos de proteção e um a m áscara. Maritza está vestida da m esm a form a, consolando um hom em m altrapilho, com um a barba grande e olheiras profundas. Apesar da aparência de cansado, não parece ser m uito velho, talvez no m áxim o 30 anos. Eles olham para m im , e Maritza m e cham a para entrar, atraindo a atenção de Clarisse quase im ediatam ente.

Ela se afasta da cam a e vej o que a m ulher está grávida, e sua barriga pesada indica que está nas últim as sem anas. Há sangue escorrendo das suas narinas e vovó se inclina para lim pá-lo. Sua respiração parece pesada, difícil, e um a de suas m ãos está na barriga, com o se tentasse proteger a criança. Vovó parece arrasada, e não consigo deixar de pensar em com o essa cena deve ser parecida com as que ela j á viveu inúm eras vezes, inclusive com m inha m ãe. Meu coração aperta ao pensar no desespero que a m ulher deve estar sentindo, e a única coisa que consigo falar é:

– O que ela tem ?

– O que estão fazendo aqui? – vovó Clarisse questiona, com o m esm o tom que usava quando eu tinha 10 anos e fazia algo errado.

– Idris pediu que eu trouxesse Andrei para aj udar você, e para cham ar Maritza – respondo. Andrei não desvia os olhos da m ulher, assom brado. Aperto sua m ão e ele olha para baixo, visivelm ente abalado pela cena.

– Vai ser assim ? – vovó Clarisse fala para si m esm a, antes de olhar para Andrei e dizer com um tom assertivo: – Vá se vestir, m enino. Tem m áscaras e luvas na sala ao lado, se certifique de não deixar nada descoberto. Ainda não tem os certeza se os fluídos são contagiosos ou não, e precisam os descobrir. Pelo ar não passa, disso tenho certeza, então não se aproxim e, Sy bil, e ficará bem .

– Certo – ele responde, m as não se m ove. Eu e vovó Clarisse trocam os olhares.

– E preciso de você para aj udar o hom em tam bém – ela fala m ais um a vez.

– Andrei? – sussurro. – Se você não quiser, não precisa...

– Eu tô bem – diz, desviando o olhar da m ulher. – Vou m e arrum ar e j á volto.

Observam os ele sair da sala, e vovó Clarisse pousa os olhos em m im , com um a expressão de desagrado.

– Só estou obedecendo ordens – Explico, e ela suspira, parecendo cansada. – Idris pediu para você ir encontrá-la, Maritza. Em vinte m inutos, eu e Leon estarem os lá para um a reunião ou algo assim .

– O que foi dessa vez? – a m ulher pergunta, sua voz fraca. – Clarisse, eu posso...?

– Sim , vá. Andrei e os outros vão m e aj udar.

– Vou tirar essa roupa e vam os j untas, tudo bem , Sy bil? – Maritza pergunta. Espero que saia de vista antes de perguntar para vovó Clarisse:

– Você precisa de algo...? Idris pediu para perguntar.

– É óbvio que Idris pediu para você. – Fico um pouco chocada com o tom am argo com que ela diz as palavras. – Idris sabe do que eu preciso, e quanto m ais rápido conseguirem , m ais rápido posso aj udar essa pobre coitada.

– Sim , senhora – respondo num tom bem m enos hum ilde do que deveria. Vovó olha para m im e não sei se vai brigar ou m e abraçar. Me viro para o hom em no côm odo e pergunto: – E você? Posso trazer algo? Com ida, água?

– Não, obrigado – ele responde, sua voz com o sotaque da região do Im pério m ais próxim a a Kali. – Estou bem , obrigado.

– Sy bil, apenas vá. Maritza deve estar quase pronta. – Ela faz um gesto na direção da porta. – Depois conversam os.

– Tudo bem . Boa sorte – desej o antes de sair do côm odo.

Encontro Maritza e Andrei no corredor, conversando em voz baixa. Escuto partes da conversa, m as Maritza parece estar explicando o estado m édico da m ulher grávida ou algo assim . Andrei apenas assente, suas m ãos enluvadas enfiadas dentro do j aleco, e acho esquisito com o ele parece adulto com essa roupa. Me aproxim o e ele se despede de form a desaj eitada.

Eu e Maritza voltam os pelo corredor, onde o fluxo de pessoas ainda é intenso, e ela parece preocupada.

– Você sabe o que Idris quer com igo? – pergunta, torcendo as m ãos de form a ansiosa. – Não recebem os nenhum a notícia de Pandora, recebem os?

Dou de om bros enquanto abrim os a porta da sala de Idris, que está em sua m esa, com a cabeça nas m ãos. Sinto vontade de sair quando vej o com o está vulnerável, m as Maritza fecha a porta atrás de m im e se acom oda na cadeira em frente à m esa, j ogando seu peso na cadeira. As duas m ulheres parecem exaustas e não falam nada por um longo tem po.

– Conte para ela – Maritza diz, por fim . – Sej a honesta com Sy bil e conte quem são aquelas pessoas.

Idris levanta o rosto e encara Maritza longam ente. Me afundo na cadeira m ais perto de m im , tentando desaparecer. Não sei o que aconteceu, m as a hostilidade de Maritza e de vovó Clarisse com Idris m e dão certeza de que tiveram um a briga feia. Por fim , a líder se vira na cadeira.

– Aquela m ulher que você viu é Lisandra, um a das nossas inform antes do Im pério – explica, cruzando os braços. – Ela estava casada com um hom em , Yohan, que você viu lá em baixo, para espioná-lo. Ela... nós... faz algum tem po que tivem os a últim a notícia dela e...

– Calm a. Calm a – eu digo, tentando processar as inform ações. – Ela estava no Im pério espionando um cara que está lá em baixo e...

– Não sabem os exatam ente o que ocorreu, m as suspeitam os que foi pega pelas autoridades do Im pério e eles conseguiram fugir de algum a form a. Ela é anôm ala, então... – Idris deixa a inform ação no ar e eu prendo a respiração.

A chegada de um a anôm ala doente fugida do Im pério e a preocupação explícita de evitar o contato com anôm alos... O aviso de vovó Clarisse à Andrei volta para m inha m ente, o pedido de que ele se cobrisse direito porque não sabiam se os fluidos corporais podem ser contagiosos. É óbvio para m im que ela foi m ais um a das cobaias da cura, com o Sofia, m ais um a a fazer parte dos experim entos contra sua vontade. Com o se não bastasse usarem crianças, agora tam bém usam m ulheres grávidas. Quando penso que podem os fazer a m esm a coisa aqui, tenho vontade de vom itar.

– Nós não deixarem os que isso aconteça aqui – Idris fala, percebendo que segui a linha de raciocínio que queria. – Não se preocupe.

– Espero que você estej a certa – sussurro, tentando controlar a ansiedade que am eaça m e dom inar.