Administrando Pessoas: crônicas sobre o cotidiano de um executivo de recursos humanos

30. Ilusão, amor e sonhos

ILUSÃO, AMOR, E

 

SONHOS

 

Muitas vezes, nos dá uma vontade tremenda de repensar nossas vidas, pois descontentes, infelizes e insatisfeitos, buscamos encontrar novos caminhos, partindo da premissa de que as dificuldades geradoras dessas condições são criadas pelos outros, especialmente pelos parceiros quando, na verdade, a resposta está dentro de cada um de nós e quanto à responsabilidade, ela é , no mínimo, é compartilhada.

Por outro lado, a facilidade que se tem em jogar a culpa das divergências no parceiro, nos empurra a tentar buscar responsáveis por situações que consideramos desagradáveis, quando na maioria das vezes não existem outros culpados, pois somos nós mesmos os principais causadores destes desencontros.

Acho que o estado de solidão pode trazer respostas que, vindo do interior de cada um, podem levar a novos caminhos, com os mesmos velhos parceiros. Não se trata de adequações ou mesmo de acomodações, mas de novos compromissos de relacionamento que rompem antigos paradigmas, estabelecidos quando até faziam sentido. Mas, o mundo mudou e com ele as expectativas de cada um, é necessário se estabelecer um novo contrato de relacionamento. Assim, entendendo que a busca da felicidade é um dever de cada um de nós, é preciso mudar, sob pena de fracasso.

Porém, os casais precisam assumir por inteiro os novos desafios e tentar superar as antigas limitações, pois, em não acontecendo as mudanças necessárias que se efetivam no dia-a-dia, a rotina vai eliminar qualquer possibilidade de um novo momento.

Neste instante, vale investir em um mergulho profundo dentro de si, para buscar respostas para tantas questões, ainda sem solução. Definir o que se deseja ser e lutar desesperadamente para conseguir é um imperativo. Este é, talvez, um momento de egoísmo, especialmente segundo os preceitos judaico/cristãos, mas necessário ao processo de renascer. Afinal, quem não é feliz, por mais altruísta que possa ser, não conseguirá fazer ninguém feliz.

A partir deste instante, chegando-se à conclusão de que a “antiga” relação merece um sério investimento, necessário se faz “assinar” um novo contrato de relacionamento que estabeleça limites e realce o respeito mútuo. Em assim sendo, estaremos preparados para vivenciar uma nova realidade onde há lugar para um “novo” amor e para realizar os sonhos ainda não realizados; possivelmente experimentar a última chance de “amar mais do que o amor é capaz”, segundo Ivan Lins e Victor Martins.