Administrando Pessoas: crônicas sobre o cotidiano de um executivo de recursos humanos

37. O desafio da coesão grupal

O DESAFIO DA

 

COESÃO GRUPAL.

 

Trabalhar em times exige muito esforço de cada um de seus membros, no sentido de buscar a coesão do grupo, para as decisões tomadas pela equipe. Não são raras as vezes em que, após longas discussões, o time tem de superar as divergências internas, para mostrar-se uno, um bloco monolítico que apresenta-se ao público cliente, consciente se vai gerar respeito e credibilidade, pelas suas atitudes.

As divergências, sempre bem-vindas, precisam ser discutidas até a exaustão, porém, após a decisão ter sido tomada, qualquer que tenha sido o método utilizado, o time tem de assumi-la por inteiro, sem passar para outrem qualquer sinal de disputa interior que possa ter acontecido. É difícil, mas sábio.

É assim que se constrói a coesão de um grupo. E deve ser assim, mesmo que seja dura a trajetória, é o caminho que vislumbramos para formar um time eticamente forte. Muito embora alguns ainda possam pensar que a ética depende da ótica, é preciso salvaguardar o espírito ético que deve permear as ações do time, que gera a credibilidade e o respeito de todos.

Vale acrescentar que no relacionamento com terceiros, o time precisa se apresentar coeso, não apenas no verbal, mas, sobretudo no não-verbal, pois os clientes estão sempre atentos às palavras e aos gestos dos membros da equipe. Por isso, mostrando-se homogêneo, falando a mesma linguagem, o time reforça sua ação e em conseqüência, seus resultados.

Por outro lado, a confiança entre seus membros precisa ser constantemente reforçada e, para isso, o exercício da abertura e da franqueza deve ser permanente, superando-se as limitações que a falta de diálogo impõe e as barreiras que a verdade às vezes gera. Porém, a crítica concomitante e o feed-back constante, ajudam a ultrapassar os problemas do relacionamento interpessoal.

Mas, é importante não esquecer que a confiança interna do time, representado por cada um de seus membros, é também uma conquista que se solidifica a cada movimento do grupo e um objetivo a ser perseguido diuturnamente. Idas e vindas são naturais e fazem parte do processo mas o que verdadeiramente importa é o crescimento do time, rumo à coesão.