Administrando Pessoas: crônicas sobre o cotidiano de um executivo de recursos humanos
40. É preciso aprender a amar
É PRECISO
REAPRENDER A
AMAR
Os anos passam rapidamente. Nesse processo, é preciso compreender que cada fase da vida tem sua cor predominante e é necessário estar disposto a vivê-la intensamente, com todas as suas particularidades.
O caminho não nos parece árduo, mas exige de nós autocrítica e humildade. Afinal, às vezes, é difícil assumir que é preciso reaprender a aprender, com todas as mudanças que estão ocorrendo no mundo e na cabeça das pessoas. Estas transformações mexem, não apenas com nossos valores , mas também com nossas emoções.
Sentir que é chegado o momento de assumir uma nova postura diante da vida, exige reflexão e muita capacidade de dar de si. É quando se deixa de lamentar o que não se fez nos anos passados e se descobre a imensa possibilidade de viver cada nova fase da vida, com seu colorido próprio e suas emoções.
Dentre as transformações que sofremos com o passar dos tempos, nós, seres humanos, precisamos entender as mudanças qualitativas que a vida vai sabiamente nos oferecendo e desenvolver um esforço suplementar para vivê-las da forma mais profunda possível.
Assim, no campo do amor, é também preciso reaprender a amar constantemente. Mas como? Simples. Da predisposição de encarar a vida com suas novas facetas, urge repensar as formas de amar, com foco na parceria e ênfase no prazer. É redimensionar o antes, o durante e o depois, procurando maximizar cada instante de encontro, de amor.
Utilizando um pouco de altruísmo, é dar um pouco mais de si, sem perder de vista suas próprias necessidades.
Latente, esta força interior nos impulsiona na direção da sensibilidade e da criatividade. Intuitiva, brota espontânea e natural.
Mas é possível reaprender a amar sem parceria? Não! Mas acho que vale o chamamento para uma aprendizagem a dois, onde o processo é, sem duvida, o de crescimento e das descobertas.
Afinal, reaprender a amar somente é possível com a prática do dia-a-dia, da conjunção de desejos e da vontade férrea de viver o amor a dois.