Administrando Pessoas: crônicas sobre o cotidiano de um executivo de recursos humanos
39. A integração Escola/Empresa
A INTEGRAÇÃO
ESCOLA/EMPRESA
Tem sido muito gratificante para mim, ter oportunidades de compartilhar com jovens estudantes um pouco de minha experiência como executivo. Parece sumamente importante compatibilizar a teoria ensinada pela escola, com a vivência do dia a dia do executivo, na medida em que torna-se enriquecedor para os estudantes verificar como se operacionalizam os conceitos.
Importante ver temas atuais sendo discutidos com quem os está pondo em prática e mais, ter a chance de ter contato com enfoques diferentes. Este processo propicia um embasamento teórico/prático tão interessante que somente o relacionamento escola/empresa pode oferecer.
Por outro lado, as empresas, na medida que expõem suas soluções e discutem abertamente com estes jovens, também suas dificuldades, criam uma excelente imagem em um núcleo gerador de opiniões. Destaque-se também que ali poderão estar futuros colaboradores da empresa, mesmo que comecem como estagiários ou mesmo “trainee”.
Além do mais, pratica-se a responsabilidade social da empresa pois neste palco, ela contribui para a formação de futuros cidadãos, compartilhando com eles a experiência prática de seus executivos. Assim, com o estreitamento das relações escola/empresa, beneficia-se o aluno, pelo contato com a realidade das organizações, a escola que pode ter a grande oportunidade de ajustar seus currículos às necessidades das empresas e finalmente, as organizações que além de levarem sua contribuição a um público interessante, aproximam sua imagem da imagem àquela da escola.
Houvesse um intercâmbio maior entre estas duas instituições, com certeza haveria um melhor direcionamento na formação dos futuros profissionais, muito mais próximos das necessidades do mercado de trabalho, com ganhos para todos.
Em paralelo, combinar este contato com um intercâmbio mais intenso, tipo estágio estruturado, traria mais benefícios para os interessados, especialmente para aqueles que pensam no futuro. Sabemos o quanto de distorção existe na maioria dos programas de estágio mas, através de um trabalho de conscientização, na escola e nas empresas, poderíamos reverter esta situação que deixa o estagiário na simples condição de mão de obra qualificada, barata e sem nenhum vínculo empregatício.
Se o objetivo maior do estágio é complementar, com a parte prática, a formação do aluno e se esta formação também se coloca como importante para as organizações, é preciso repensar os atuais modelos de estágio, estruturando-os de maneira a lhes dar a consistência técnica de que tanto necessitam. Isto feito, o benefício deve ser saboreado por todos os envolvidos, lembrando que um bom programa de estagiário deve ser a base para um sistema consistente de formação de “trainees”.