Empreendedorismo para visionários

José Dornelas · Capítulo 17 de 58

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Empreendedorismo para visionários

3.2 Dez verdades sobre o empreendedor

teste realizado, liste as dez características empreendedoras que você considera as mais importantes. Justifique sua escolha.

 

Acesse o fórum de empreendedorismo em

www.josedornelas.com.br, coloque suas respostas e veja o que

outras pessoas pensam sobre o perfil do empreendedor do

próprio negócio.

 

3.2 Dez verdades sobre o empreendedor

 

Além da discussão acerca do perfil e das características dos empreendedores também é comum encontrar estudos e mesmo análises empíricas e coloquiais que acabam por ser difundidas como mitos da personalidade do empreendedor. Por outro lado, há verdades confundidas com mitos e que também precisam ser mais bem entendidas para o benefício dos candidatos a empreendedor. Algumas das verdades que sobrepujam mitos bem difundidos sobre o empreendedor são apresentadas a seguir.

 

1. Sorte

 

Para o empreendedor, a sorte é o encontro da oportunidade com sua

capacidade de realização. O empreendedor não pensa na sorte, não conta

com ela, mas a sorte pode aparecer, e, quando isso acontece, ele deve

estar preparado para o evento. Por isso, quando muitos dizem que os

empreendedores têm sorte, não estão errados, mas também estão sendo

simplistas ao analisar os dados, uma vez que a sorte do empreendedor

nada mais é que estar no lugar certo, na hora certa e com a competência

certa para poder aproveitar a oportunidade.

 

2. Quebrar a cara (fracassar)

 

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias,

mesmo expondo-se à derrota, que formar fila com os pobres de espírito

que nem usufruem muito nem sofrem muito, porque vivem nessa

penumbra cinzenta, que não conhece vitória nem derrota.” Essa frase, de

Theodore Roosevelt, exprime um pensamento muito comum dos

empreendedores. Eles arriscam, erram, fracassam, mas tentam. Não se

arrependem de tentar e sabem que muitos que não tentam passam anos se

lamentando por não terem dado o primeiro passo, por titubearem.

 

3. Paciência versus agilidade

 

Um grande desafio do empreendedor é controlar a ansiedade, dar o ritmo

correto ao desenvolvimento do negócio. Se a execução ocorrer muito

lentamente, ele pode perder a oportunidade de crescer. Se for com muita

sede ao pote, ele pode tropeçar nas próprias pernas, ainda sem condições

de correr na velocidade almejada. Esse equilíbrio se aprende com o

tempo e com a experiência, mas se trata de um dilema que fará parte do

dia a dia do empreendedor do próprio negócio.

 

4. Experiência

 

A experiência traz ao empreendedor o conhecimento tácito necessário

para ser replicado e repassado a toda a equipe. Empreendedores jovens

são rápidos, inovadores, ousados, mas carecem de experiência e, por isso,

muitas vezes erram em áreas e decisões que os mais experientes

conseguiriam contornar com maestria. Em tese, ao montar um time

empreendedor, o líder pode conseguir resultados muito positivos ao

trazer para a mesma equipe pessoas jovens e outras mais experientes.

Essa colisão de pensamentos, comportamentos, visões a respeito do

negócio e da vida, pode ser de extrema valia ao negócio.

 

5. “O homem não é uma ilha” (John Donne)

 

Não há negócio bem-sucedido alicerçado em um único personagem. Por

mais que o líder empreendedor seja o principal garoto-propaganda da

empresa, sozinho, não se constrói o futuro do negócio. Ao se isolar do

mundo, o empreendedor se distancia do mercado, das pessoas que

poderiam contribuir para seu sucesso e deixa de gerar valor à sociedade.

O trabalho em equipe é essencial, e, por isso, pessoas são o ativo mais

importante do negócio, não o dinheiro, como muitos imaginam.

6. Modelos de referência

 

Os empreendedores se espelham em modelos que lhe servem de

referência. Esses modelos não são necessariamente pessoas famosas ou

empreendedores conhecidos. Podem ser empreendedores da sua cidade

ou região. Pessoas próximas do empreendedor, como familiares, pais e

avós, também exercem grande influência na maneira de pensar e agir do

futuro empreendedor. Para os empreendedores, é cativante ouvir, ver,

conversar sobre personagens empreendedores que superaram grandes

desafios e tornaram-se bem-sucedidos em suas áreas de atuação. Isso os

inspira e ajuda a moldar seu próprio comportamento empreendedor, suas

crenças e valores.

 

7. Perfil e influência do ambiente

 

O perfil do empreendedor pode mudar e ser formatado e aperfeiçoado a

partir de sua interação com o ambiente no qual vive: na escola, na

faculdade, na empresa, no círculo social, no ambiente familiar. As

experiências vividas pelo indivíduo ajudam a moldar seu perfil, e, se o

ambiente no qual esse empreendedor se insere for propício ao

empreendedorismo, suas chances de prosperar aumentam

significativamente.

 

8. Planejamento e resultados

 

Muitos empreendedores não desenvolvem um plano de negócios formal,

o que não significa que não planejem. O planejamento tradicional, por

meio de um plano de negócios, tem seu papel e é fundamental em vários

negócios. Mas há ainda o planejamento efectual (quando não se tem

clareza do objetivo que se pretende atingir), que se baseia em um sonho

claro, com várias possibilidades ou rumos para seguir. O fato é que

planejar de maneira tradicional ou não ajuda o empreendedor a obter

resultados. A atividade empreendedora é um caos controlado,

principalmente no início do negócio, e os resultados têm mais chances de

aparecer quando se planeja.

 

9. Sonhar acordado