Empreendedorismo para visionários
Financiamento coletivo
Uma novidade no mundo de investimento de iniciativas empreendedoras tem sido os investimentos ou financiamentos coletivos (crowdfunding). Nos Estados Unidos, os investimentos coletivos aportam recursos a empresas, projetos culturais, sociais etc. Há iniciativas muito bem-sucedidas, que envolvem dezenas de milhares de investidores individuais que injetam poucos recursos, valores muito pequenos se comparados com o que os anjos aportam, mas que, somados, geram o montante necessário para tirar do papel a ideia de negócio. Geralmente, o empreendedor apresenta sua ideia em um site, rede social ou outro ambiente coletivo, no qual haja pessoas dispostas a analisar as ideias e aportar recursos pelas quais mais se interessem. No Brasil, isso também já vem ocorrendo, mas predominam os investimentos coletivos em negócios culturais e espetáculos musicais.
Capital de risco
Os fundos de capital de risco são estruturados, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e geralmente captam seus recursos com grandes investidores, empresas, governos, outros fundos etc. Os fundos de capital de risco atuam geralmente de maneira setorial e buscam empresas já estruturadas em fase de crescimento para aportar recursos. Esses fundos não têm o hábito de aportar recursos em empresas embrionárias. Por isso, buscam negócios que faturem a partir de R$ 10 milhões ao ano.
Private equity
Os fundos de private equity (participação privada em empresas) funcionam da mesma maneira que os fundos de capital de risco, mas investem em empresas de maior porte e buscam negociações que gerem retorno por meio de fusões e aquisições ou abertura de capital na Bolsa de Valores. Negócios com faturamento anual a partir de R$ 50 milhões são o alvo desses fundos.
Recursos públicos Além das possibilidades citadas, há ainda as fontes de recursos governamentais, que podem ser acessadas por bancos de investimentos públicos, como o BNDES, ou por meio das agências de fomento aos negócios inovadores, como a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Há ainda agências estaduais, como as que apoiam a pesquisa em pequenas empresas. Essas agências incentivam a inovação na pequena empresa, subsidiando ou mesmo aplicando recursos não reembolsáveis nesses negócios, por meio de subvenção econômica. O empreendedor não contrairá dívida nem terá de abrir mão de participação de seu negócio para conquistar esses recursos, mas terá de provar que seu projeto é inovador e, ainda, enfrentar muita burocracia, desde a fase de submissão do projeto para análise à obtenção e gestão dos recursos angariados.