Empreendedorismo para visionários
Capítulo 9 | Fazendo acontecer
Ao analisar o processo empreendedor, nota-se a ênfase dada às fases iniciais: da concepção da ideia ao desenvolvimento do plano de negócios. É importante ter essas etapas bem desenvolvidas para garantir mais chances de sucesso na tão esperada etapa pelos empreendedores: colocar a empresa em funcionamento, ou seja, fazer acontecer!
Porém, antes de fazer acontecer, o empreendedor precisa ficar atento a diversos aspectos relevantes de seu ambiente de negócio e internos à sua empresa. Questões relacionadas com legislação, obtenção e gestão de recursos financeiros, contratos, relacionamento com fornecedores, contratação e retenção de funcionários, participação em entidades representativas do setor, entre outros, fazem parte do dia a dia do empreendedor.
Muitas dessas atividades devem ser feitas diretamente pelo empreendedor, outras podem ser delegadas. O importante é conhecer quais são as principais áreas e atividades que devem ser consideradas desde a criação da empresa e definir a melhor estratégia para considerá-las no negócio. O erro que muitos empreendedores cometem é imaginar que atividades periféricas não são importantes e que, por isso, não precisam de atenção. Muitas vezes, um negócio vai à falência por falta de um contrato bem estruturado entre comprador e fornecedor, devido a um empréstimo mal negociado em um banco ou por ações trabalhistas empreendidas por funcionários que estavam na informalidade, por exemplo.
Por isso, cabe ao empreendedor conhecer todos os impactos decorrentes de ações não desenvolvidas ou mal planejadas e, assim, evitar problemas logo no início da empresa. Quem tem experiência prévia na criação de uma empresa terá mais condições de se preparar em uma nova iniciativa, mas cada nova experiência traz novos aprendizados e problemas que talvez não tenham surgido antes.
A seguir, são apresentadas as áreas, interlocutores, atividades e outros aspectos sobre os quais o empreendedor deverá buscar informações, antes mesmo de abrir a empresa. Com isso, ele pode decidir se precisa conhecer mais detalhadamente cada assunto, assumir a liderança do processo e ser o responsável pelo tema na empresa ou ainda se cabe delegar, terceirizar ou subcontratar pessoas ou empresas para fazê-lo. Além disso, são listadas as várias fontes de recursos disponíveis aos pequenos negócios no Brasil.