Flores do Campo
2.º Coro
—Dás no rosto certo ar
D'aquella graça da rola,
Que até encanta, arrebata.
A garganta pódes pôl-a
Ao pé do melhor collar.
2.º CORO
—Um te havemos de nós dar
De oiro, ás pintinhas de prata,
Que é lindo, e has-de gostar.
A SULAMENSE
Já não sei pelo que aguardo
Que estando el-rei a jantar
Lhe não entorno por cima
Esta redoma de nardo
Que é um balsamo de estima.
Mas ha outro mais perfeito,
E com o qual me perfumo:Eu a myrrha que costumo
Trazer aqui em meu peito,
É mesmo aquelle a quem amo.
Nunca apanhei outro ramo
Nem outro alcanfor colhi
Nas hortas dos arredores
Da cidade de Engaddi.
SALOMÃO
—Como és bella, minha amante!
Terá a pomba esse olhar?
Outro não ha semelhante.
A SULAMENSE