Flores do Campo

João de Deus · Capítulo 66 de 79

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Flores do Campo

2.º Coro

—Dás no rosto certo ar

D'aquella graça da rola,

Que até encanta, arrebata.

A garganta pódes pôl-a

Ao pé do melhor collar.

 

2.º CORO

—Um te havemos de nós dar

De oiro, ás pintinhas de prata,

Que é lindo, e has-de gostar.

 

A SULAMENSE

Já não sei pelo que aguardo

Que estando el-rei a jantar

Lhe não entorno por cima

Esta redoma de nardo

Que é um balsamo de estima.

Mas ha outro mais perfeito,

E com o qual me perfumo:Eu a myrrha que costumo

Trazer aqui em meu peito,

É mesmo aquelle a quem amo.

Nunca apanhei outro ramo

Nem outro alcanfor colhi

Nas hortas dos arredores

Da cidade de Engaddi.

 

SALOMÃO

—Como és bella, minha amante!

Terá a pomba esse olhar?

Outro não ha semelhante.

 

A SULAMENSE