O Alfageme de Santarém

Almeida Garrett · Capítulo 20 de 46

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O Alfageme de Santarém

Cena Ii

Froilão vai-se encaminhando para sair; o Alfageme como para entrar

em casa; Nuno Álvares.

NUNO ÁLVARES

Froilão, o dito, dito.

FROILÃO

Ah! sois vós, senhor. D. Nuno?

NUNO ÁLVARES

Venho de estar com meus irmãos. O prior – quem tal diria! – o prior, meu irmão Pedro, está por Castela! – Paciência, deixá-lo. Diz que tem medo do povo; que isto que não pode sair bem. Veremos. – Diogo Alvares não; meu irmão Diogo: lembras-te? que sempre foi muito meu amigo...

FROILÃO

É guapo mancebo, é. E D. Pedro também, e vós todos, vós todos. – Oh, que vivesse eu para vos ver armados uns contra outros!

NUNO ÁLVARES (refletindo)

E verdade. – Mas Diogo, resolvi-o: vai comigo para Lisboa. – Assim vede: parto ao romper de alva. – E antes de partir...

FROILÃO

Justaremos as nossas contas: está dito.

NUNO ÁLVARES

Eu vou ter com meu irmão Diogo, que está esperando por mim ali em baixo.