O Alfageme de Santarém
Cena Ii
Froilão vai-se encaminhando para sair; o Alfageme como para entrar
em casa; Nuno Álvares.
NUNO ÁLVARES
Froilão, o dito, dito.
FROILÃO
Ah! sois vós, senhor. D. Nuno?
NUNO ÁLVARES
Venho de estar com meus irmãos. O prior – quem tal diria! – o prior, meu irmão Pedro, está por Castela! – Paciência, deixá-lo. Diz que tem medo do povo; que isto que não pode sair bem. Veremos. – Diogo Alvares não; meu irmão Diogo: lembras-te? que sempre foi muito meu amigo...
FROILÃO
É guapo mancebo, é. E D. Pedro também, e vós todos, vós todos. – Oh, que vivesse eu para vos ver armados uns contra outros!
NUNO ÁLVARES (refletindo)
E verdade. – Mas Diogo, resolvi-o: vai comigo para Lisboa. – Assim vede: parto ao romper de alva. – E antes de partir...
FROILÃO
Justaremos as nossas contas: está dito.
NUNO ÁLVARES
Eu vou ter com meu irmão Diogo, que está esperando por mim ali em baixo.