O Alfageme de Santarém

Almeida Garrett · Capítulo 28 de 46

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O Alfageme de Santarém

Cena Xi

Nuno Álvares, que voltou a encostar-se à árvore; Alda e Froilão

Dias, aparecendo no alto da escada.

FROILÃO (baixo para Alda)

Parece-me que é ele que ali está encostado àquela árvore.

ALDA (sem olhar)

É.

FROILÃO

Vês bem?

ALDA

Não vejo, sinto.

FROILÃO (à parte)

Coitadinha! (Alto) – Vai, desce até meia escada: eu aqui fico; não tenhas receio, se vier alguém, a minha presença aqui te salva de toda a calúnia. – Mas não virá ninguém; é tarde, em casa todos estão acomodados e aí defronte também não percebo... (Observando) Está tudo quieto e só. – Minha filha, sou eu que autorizo, fui eu que ordenei esta explicação entre vos: – era indispensável, mas deve ser a última.

ALDA

Sim, meu tio.

FROILÃO

Tenho plena confiança em ti, Alda. Tudo o que fizeres dou por bem feito e aprovo já. Tudo, menos continuar neste fatal galanteio.

ALDA

Galanteio, meu tio!

FROILÃO

Pois seja paixão, sejam esses requintados amores que imaginais.

ALDA

Tão inocentes, tão puros!

FROILÃO

E que por isso mesmo te desacreditam mais, porque não tens malícia para os encobrir. – Enfim vai, vai, e acabemos com isto. (Esconde-se)

ALDA (descendo lentamente a escada, e parando de degrau em degrau)

Meu Deus! tremo toda... Desço esta escada como quem... Creio que não custa mais a subir a do patíbulo! (Tomando resolução) Meu Deus, dai-me força; Virgem do Amparo, sede comigo. (Desce apressadamente uns poucos de degraus, para como quem ficou muito cansada, põe a mão no coração, e depois, olhando para onde está Nuno Álvares) – É ele que ali está decerto. (Chama) Nuno!

NUNO ÁLVARES (sobressaltado) Quem me chama?

ALDA (chamando outra vez)

Nuno!

NUNO ÁLVARES

És tu, Alda? (Correndo para ela) Oh! és: não há outra voz que soe assim.

ALDA

Sou eu, Nuno; sou eu que venho falar-te... que te venho dizer... Ai, Nuno! não há remédio, é preciso. Isto havia de acabar. Bem me adivinhava o coração. Eu fechava os olhos para não ver a realidade, para não acordar deste sonho de crianças em que temos vivido... eu, ao menos, eu... e que se desvaneceu por fim. – Um sonho, um sonho, Nuno, mas em que eu era tão... tão feliz: para que o hei de negar?

Não sabes tu?

NUNO ÁLVARES

Sei, minha Alda, sei. Que tens, que podes ter tu nesse coração que eu não veja?

ALDA

Inda bem, Nuno, que assim o crês: não duvidarás nunca de mim?

NUNO ÁLVARES

Duvidar de ti!

ALDA

E hás de acreditar tudo o que eu te disser?

NUNO ÁLVARES

Tudo.

ALDA

Pois quero-te confessar uma coisa, quero-te dizer... – Faço mal nisto; não se deve dizer; uma donzela honesta, assim na cara de um homem... – Mas tu és meu irmão, Nuno.

NUNO ÁLVARES

Sou, dize: que me queres confessar?

ALDA (depois de breve silêncio) Lembras-te dos nossos primeiros anos, dos nossos inocentes brinquedos de crianças, na Flor-da-Rosa, quando tu, pouco mais velho do que eu, terias dez anos...

NUNO ÁLVARES

E tu oito.

ALDA

Te chamavas o meu cavaleiro e me sentavas ao pé da fonte da Moira no fim da quinta, debaixo daqueles castanheiros tão altos... E fazia uma calma! mas ali era tão fresco. – E eu era a Bela Infanta, dizias tu, no meu jardim assentada, e tu eras o cavaleiro que vinhas da Terra Santa perguntar-me pelo anel de sete pedras, de que me tinhas deixado metade...

NUNO ÁLVARES (mostrando-lhe a mão esquerda, e fazendo ação de tirar um anel)

Pois a minha ei-la aqui.

ALDA

Bem sei. – E vinha teu irmão Diogo disputar-te o direito... E brigáveis às lançadas... de cana; tu para defender a tua dama, que era eu, – e ele, mais velho que tu, ficava sempre vencido. E depois, tu vinhas a mim e... e...

NUNO ÁLVARES

E beijava-te... (Quer abraçá-la)

ALDA (dando-lhe a mão)

A mão, cavaleiro.

NUNO ÁLVARES (tomando-lhe a mão e beijando-lhe) É verdade, era só a mão dessa vez.

ALDA

E teu irmão, desesperado...

NUNO ÁLVARES

Ah! assim é que era: quando ele se desesperava muito, muito, – então, para o fazer raivar ainda mais, o beijo era... (Quer beijá-la na face)

ALDA (evitando-o)

Não está aqui teu irmão agora, Nuno...

 

Á

NUNO ÁLVARES (resignando-se) É verdade.

ALDA

E eu tinha oito anos! (Pausa) E lembras-te quando teu pai nos vinha achar nestes inocentes folguedos, como ele ria, e me tomava no colo, e dizia: – “Ora basta de brincadeira, que me parece que a bela infanta vai tomando o caso a sério.” – E eu daquela idade!... eu corava, Nuno.

NUNO ÁLVARES

Coravas, por quê?

ALDA

Porque teu pai dizia... a verdade. – Já não tinha outro prazer senão estar contigo, já me aborrecia onde tu não estavas, já te amava... como agora te amo.

NUNO ÁLVARES

E eu! Se os nossos corações nasceram assim, se já Deus nos criou um para o outro!

ALDA

Deus, pode ser; não sei. Mas desde então até agora, e à proporção que fomos crescendo, se foi alargando – neste mundo em que temos de viver – a imensa distância que hoje nos separa. – Amo-te ainda, Nuno... Sabe a Virgem do céu com quantas lágrimas lhe tenho confessado, que lhe tenho pedido que me ampare, que me defenda.

NUNO ÁLVARES

De quê, Alda? – O meu amor, com ser apaixonado e violento, deixou jamais, ao pé de ti, de ser tímido e recatado, inocente como o amor de um irmão? E tu pedias à Virgem que te defendesse!... de quem?

ALDA (abaixando os olhos)

De mim, Nuno.

NUNO ÁLVARES (com entusiasmo) Oh Alda, esta noite é o primeiro dia da minha vida!

ALDA (tristemente)

E o derradeiro da minha.

NUNO ÁLVARES

Que disseste!

ALDA

O que é verdade, o que há de ser, o que é tão certo e resoluto na minha alma, como é certa a crença, a confiança que tenho em Deus que me há de ajudar, que me há de salvar.

NUNO ÁLVARES

Oh Alda!

ALDA

Este amor nasceu antes da razão e tomou o lugar dela: quando a idade a trouxe, já não achou onde caber: mas também nasceu sem esperanças, ele! Inocente criancinha como eu era quando nasceu, bem vi que as não tinha. Nasceu... – cresceu sem elas, que é maior prodígio! – mas já vês que não podia ser vivedouro: traz a morte em si. E o termo fatal chegou; está na agonia, bem vês. Deixa-o morrer em paz, meu irmão.

NUNO ÁLVARES

Morrer! Este amor que nasceu connosco, que é parte da nossa vida! Não o deixarei morrer; não eu, Alda, que ainda quero viver.

ALDA

Também eu quero. Não queria, mas agora preciso viver. E Deus e a Virgem, e o sentimento de minhas obrigações, e a satisfação de as ter cumprido me hão de dar ânimo para afrontar com a vida e sofrê-la.

NUNO ÁLVARES (com despeito) Bem dizes que nasceu fraco o teu amor, Alda, que assim podes ser tão valente com ele. Eu não.

ALDA

Tu não! Por quê? – Por que me tens mais amor do que eu a ti? – Oxalá que o acreditasses! Mas não o crês. Esta valentia por que me motejas, donde vem ela por fim senão do mesmo excesso do meu amor? – Nuno, eu sei quanto te amo; e tu também o sabes. Assim como sei todo o amor que me tens: com ele contei. Nuno, meu querido irmão, ajuda-me, salva-me de mim mesma. Tem dó de mim, meu irmão!

NUNO ÁLVARES (tristemente) Irmão! (Resoluto) Sou, Alda, sou teu irmão. Que queres tu que eu faça?

ALDA

Que partas já.

NUNO ÁLVARES

Jurei partir ao romper de alva...

ALDA (com sobressalto)

Tão cedo!

NUNO ÁLVARES (enternecido e pegando-lhe na mão) Oh Alda!

ALDA

Oh Nuno!

(Ficam algum tempo assim como em suspenso e caindo-lhe as lágrimas)

ALDA (esforçando-se para serenar o rosto)

Bem: partirás ao romper de alva... e irás para muito longe, para muito longe... aonde te espera... (Quer tirar a sua mão da dele) .

NUNO ÁLVARES

Quem?

ALDA

Meu Deus, que força é preciso!... onde te espera a tua esposa.

NUNO ÁLVARES (largando-lhe a mão) Nunca! Jamais... Nunca!

ALDA

Prometeste.

NUNO ÁLVARES

Prometi... fizeram-me prometer. Assinei, sim, uma escritura que está nula, nula.

ALDA

Meu irmão, tu queres-me perder? De que me serve a minha inocência de que Deus e tu são testemunhas, se tu atiras assim com a minha fama, com a minha honra às esfaimadas bocas da calúnia! Que dirá o mundo, que dirá essa poderosa família que assim vais injuriar? A tua própria família o que há de dizer? – Que o criminoso amor de uma donzela que não pode ser tua mulher... e que tu fizeste... que tu abaixaste a tua... (Com grande aflição e desconsolo) Oh Nuno, Nuno! tua irmã, a tua Alda com semelhante nome pelo mundo! (Desata a chorar)

NUNO ÁLVARES (tomando-lhe as mãos) Por Deus que está no céu, Alda, pela alma de meu pai, pela sua espada que aqui... (Vai com a mão ao lado da espada e não a acha) Que é da minha espada?... Ah sim. – Mas pela santa cruz daquela santa espada te juro que tal esposa não tomarei por mulher se tu...

ALDA (cobrindo o rosto com as mãos)

Se eu o quê?

NUNO ÁLVARES

Se tu queres ser minha esposa, minha mulher.

ALDA (com entusiasmo e alegria) Meu Deus, meu Deus! – Que disseste, Nuno?

NUNO ÁLVARES (resoluto)

O que hoje, hoje mesmo, agora, neste mesmo instante quero cumprir. Tenho a palavra de teu tio.

ALDA (incrédula)

De meu tio?

NUNO ÁLVARES

Sim, de teu tio, que logo, aqui, nessa capela nos receberá. Eu tenho de partir ao romper de alva, que me chama o Mestre a Lisboa; mas partirei teu esposo (com júbilo), teu marido, Alda, teu para sempre, teu à face do céu e da terra. (Quer abraçá-la)

ALDA (evitando-o)

Ainda não, Nuno. (Fazendo esforço para se tranquilizar) Ouve. Tu vais para Lisboa a chamado do Mestre?

NUNO ÁLVARES

Vou: que tem?

ALDA

Não te apartarás de sua companhia, de sua casa, não o abandonarás nos perigos, nas arriscadas empresas que já começou...

NUNO ÁLVARES

Não por certo; nunca, antes morrer mil vezes.

ALDA

Viverás na corte, no paço, com os teus iguais, com os teus parentes, entre essas damas tão nobres e tão desdenhosas... cercado de...

NUNO ÁLVARES

Que importa, Alda? Na corte ou no campo, rico ou pobre, grande senhor ou obscuro cavaleiro, serei teu sempre, teu.

ALDA (vacilando)

Não digas mais, Nuno, não digas mais. (Enternecida e tristemente) Deus te há de pagar a consolação que me deram as tuas palavras. Fizeram-me um bem... – Oh Nuno! eu tinha vergonha, tinha remorsos do meu amor; já não tenho. – Eu, uma pobre órfã, sem nome e quase sem parentes... tu, D. Nuno Álvares Pereira... Como havia de eu aspirar?... Havia não sei quê neste amor, que me degradava, me envilecia a meus próprios olhos. Agora faço glória dele. – D. Nuno Álvares Pereira queria-me para sua esposa! (Com agradecimento) Oh meu Nuno!

NUNO ÁLVARES

Não eras tu minha irmã, Alda? Tirando-te esse nome que te foi dado por meu pai, qual te havia de dar eu?

ALDA

Obrigada, Nuno; Deus te pague! Deus te há de pagar. – Até aqui tive eu forças, mas agora...

NUNO ÁLVARES

Agora o quê?

ALDA (resoluta)

Agora que medi toda a generosidade desse coração, agora que te devo mais que a vida, mais que a honra – porque a meus próprios olhos me elevaste e enobreceste – agora que vejo, Nuno, que sou obrigada a confessar que o teu amor ainda excede o meu... Excede? – Excede, sim: eu não tinha senão a minha honra, e não te dava... não; prezava mais o meu nome que a tua felicidade.– E tu! tu sacrificavas-me nome, grandeza, esperanças do mundo... quem sabe se a honra também? – Pois quê, Nuno! Reflete bem: que haviam de eles dizer? – “D. Nuno Álvares Pereira, coitado!... aquilo foram escrúpulos de consciência... era uma pobre de Cristo, teve dó dela...

Ele também não é rico; e depois já não havia outro remédio...” E hão de te apontar ao dedo, e hão de sorrir quando tu passares...

NUNO ÁLVARES

E tu não sabes que com três polegadas de ferro da minha espada cravo, na boca do infame, a língua que se atrevesse a... e calo para sempre os faladores todos?... se tais houvesse, que não há; enganas-te, Alda: fazes-te injúria a ti própria.

ALDA

Bem sei que o fadas como dizes, que os havias de calar. Mas a fama de tua mulher... de tua mulher, Nuno! A tua fama, a tua honra seria feita a ponta da espada. E ela, a mal-agourada, em contínuos transes, em sustos sempre pela vida de quem lhe dava a honra! (Com resolução) Tal não será, Nuno! não hás de ser mais generoso do que eu; não me amas mais do que eu te amo.

NUNO ÁLVARES (enternecido) Alda!

ALDA

Não posso, não devo, não hei de ser tua mulher.

FROILÃO (aparecendo)

Bem, minha filha, bem! – Que vos disse eu, Nuno? (Desce)

NUNO ÁLVARES (olhando para cima) Oh! Froilão... Já me não lembrava; agora entendo porque... (Para Alda, com veemência) Isso não vem do teu coração, Alda; não pode ser. Foi ele. – Pois juro o sangue de Cristo que...

FROILÃO

Não jureis, D. Nuno, que é falso.

ALDA (com brandura)

Nuno, em tão pouco me estimas que me não julgas capaz de uma ação boa por mim?

NUNO ÁLVARES (perdendo a cabeça) Não sei, não sei. Já não creio em ninguém, já não creio em nada... – E que farás tu, Alda? Que fareis vós dela, Froilão? Vós, no fim da vida, ela que mal a começa agora!... Já vejo. – Oh Alda, Alda! Uma prisão perpétua... tal será o prêmio do meu amor, e da tua virtude... um mosteiro!

FROILÃO

Não por certo.

NUNO ÁLVARES

Então o quê? – Ousareis?...

FROILÃO

Casá-la com um homem honrado, da sua igualha, que tenha um coração para avaliar o que lhe dou, e fazenda para a poder estimar.

NUNO ÁLVARES

Alda, Alda casada com um vilão! A minha Alda! Aquela flor, tão mimosa de outro trato, criada em jardins de senhores, hão de lançá-la na courela de um labrego... Oh Alda! (Passeia agitado pela cena; para no meio, como ferido de uma ideia súbita, e diz à parte) Disfarcemos para saber. (Alto e voltando-se para os dois) Não consinto, não há de ser... Só se... – Bem, Alda, bem eu, pelo menos, sou teu irmão, e tenho direito de saber quem é o meu... o esposo que me preferes.

ALDA

Disseste bem, Nuno: que te prefiro.

 

Á

NUNO ÁLVARES

A mim!

ALDA

A ti, meu irmão: porque tu não podes ser... senão meu irmão.

NUNO ÁLVARES

E é?

FROILÃO

Este honrado vizinho que aqui mora defronte, homem de...

NUNO ÁLVARES

O alfageme?

FROILÃO

Esse.

NUNO ÁLVARES

Um homem grosseiro.

ALDA

Não é, Nuno.

NUNO ÁLVARES

Com que olhos o vês já!

ALDA

Com os da razão: bem vês que o não amo.

NUNO ÁLVARES (para Froilão) Um cabeça de motim!

FROILÃO

Cabeça, não, D. Nuno: este motim, todos os motins começam por mais alto. Mas descansai, que ou ele há de assossegar e deixar-se desses bandos, ou Alda não há de ser sua mulher.

NUNO ÁLVARES

E tu queres, e tu consentes, Alda?

ALDA

Quero, sim, meu irmão. S um homem de bem, de bom coração, honrado, generoso; teve uma criação muito acima do seu estado... como eu, Nuno; para cavaleiro estava, mas teve a nobre resolução de voltar a seu estado natural... como eu hei de ter, meu irmão.

FROILÃO

Tem dos bens da fortuna, é laborioso e honesto, adora-a...

NUNO ÁLVARES (inquieto)

Adora-te?

ALDA

Não.

NUNO ÁLVARES

E tu queres casar com um homem que te não ama?

ALDA

E eu tenho-lhe amor?

NUNO ÁLVARES

Mas se... se ele te vier a amar? – E há de, oh! há de, há de amar-te, Alda! Um vilão há de amar a minha Alda? – Há de amar-te, ele há de amar-te... e tu... tu?

ALDA (com firmeza)

Meu irmão, eu hei de fazer a minha obrigação; hei de...

NUNO ÁLVARES (interrompendo-a) Hás de o quê, Alda?

ALDA (com serenidade)

Hei de amar a meu marido.

NUNO ÁLVARES

Voto a Satanás...

ALDA

Nuno!

NUNO ÁLVARES

Que tal não será. – Tu, Alda, tu amarás outro homem, vivo eu! Santo Lenho da Vera Cruz que... (Desvairado e resoluto) Para amante não me queres... nem eu queria. Por esposo não me aceitaste... Pois será o que escolheres; mas uma das duas coisas há de ser. (Toma-a de repente nos braços e vai fugir com ela. Alda desmaia)

FROILÃO

Nuno, D. Nuno! – Acudam, acudam. (Gritando a brados) Aqui de!...

NUNO ÁLVARES (arrojando Froilão de si) Deixai-me, eu juro pela espada de meu pai...