Pátria

Guerra Junqueiro · Capítulo 12 de 79

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Pátria

Ciganus:

Os resultados vê-los hão… caminham bem… Divertem-se com fogo… Olhem que o fogo arde… E extingui-lo depois (creiam-me) será tarde… Já não é tempo… As lavaredas da fogueira Abrasarão connosco a sociedade inteira! A mim o que me indigna e ruborisa as faces É ver o exemplo mau partir das altas classes, Sem se lembrarem (doida e miserável gente!) Que as vítimas seremos nós… infelizmente! Não abalemos, galhofando, assim à tôa,

A égide do Scetro, o prestígio da C'roa!

Quando a desordem tudo infama e tudo ameaça, A Rialeza é um penhor…

 

CIGANUS:

Destinado a ir à praça.

Questão d'anos, questão de mês ou questão d'hora, Segundo ronde a ventania lá por fora…

Observemos o tempo… anda brusco, indeciso… Não arme o diabo algum ciclone d'improviso!… O trono, defendê-lo emquanto nos convenha; Depois… trono sem pés já não é trono, é lenha. Queima-se; e no braseiro alegre a chamejar Cozinhamos os dois, meu duque, um bom jantar!… O duque a horrorizar-se!… Eu conspiro em segrêdo… Pode ouvir, pode ouvir… duque, não tenha mêdo! A república infame, a república atroz,

Uma bela manhã será feita por nós,

Meu caro duque!… E o presidente…