Pátria
Opiparus:
Bem sei, no Banco de Inglaterra…
A esp'rança e dois milhões em oiro, tudo à ordem… Não é isto?…
MAGNUS, embaraçado:
Exagêro… exagêro… Concordem…
Sim, concordem… pouco me resta e pouco valho… Mas o suor duma vida inteira de trabalho… Economias… bagatela… um nada… era mister… No dia d'àmanhã, com filhos, com mulher… Entendem, claro está… era preciso, emfim, Segurança… Não me envergonho… Emquanto a mim, Posso falar de cara alta… o meu passado…
OPIPARUS:
Se é mesmo a profissão do duque o ser honrado! É o seu modo de vida, o seu ofício… Creio Que é daí… que é daí que a fortuna lhe veio: Ninguêm lho nega… O duque é dos bons, é dos puros… E a virtude a render, a dignidade a juros
Acumulados… Francamente, eu noto, eu verifico Que era caso de estar muitíssimo mais rico… O duque foi modesto: a honra de espartano Não a deu nem talvez a dois por cento ao ano!
MAGNUS, sorrindo constrangido: