Pátria
Ciganus:
O pendão! o pendão!… um trapo bicolor,
A que hoje o mundo limpa o nariz… por favor.
CIGANUS:
Emquanto a mim, que levem tudo, o reino em massa, Pouco importa; o demónio é que o levem de graça. Mas agora acabou-se!… e, em logar de protesto, Vejamos antes se o ladrão nos compra o resto… Um bom negócio… hein?!… manobrado com arte…
OPIPARUS, soprando o fumo do charuto:
Dou por cem libras, quem na quer? a minha parte…
MAGNUS, grandioso:
Quando d'ânimo leve o príncipe assim fala, Não se queixem depois que a dinamite estala, Nem se admirem de ver o país qualquer dia Na mais desenfreada e tremenda anarquia! Prudência! haja prudência, ao menos, meus senhores… É grave a ocasião… gravíssima!… Rumores De medonha tormenta andam no ar… Cuidado! Não desanimo, é certo… Um povo que deu brado, Uma nação heróica entre as nações do mundo, Há-de viver… É longo o horizonte e é fecundo!… Creio ainda no meu país, na minha terra!… Guardo a esp'rança…