Pátria
O Rei:
Cuidei que era chinfrim de novo… Ora a pilhéria! Cuidei que era chinfrim… E antes o fôsse! Ao cabo, Zurzia-os duma vez a pontapés no rabo!
Punha-os de môlho! A garotada jacobina Hei-de-lhe eu amolgar as trombas numa esquina! Chegando-me ó nariz os vinagres, cautela! Dá-me a fúria… e caramba! é d'alto lá com ela! Em Évora uma vez, há coisa de dois anos, Salta-me num caminho um bando de ciganos, Era de noite, mais escuro do que um prego, Atiro-me, arremeto às doidas como um cego, E esbandulhei quarenta e quatro!… Um bom chinfrim!…
OPIPARUS:
A canhão Krup?
O REI, sacando, da algibeira, um navalhão de ponta e mola:
A naifa!
Com um gesto esfaqueante:
Eu cá é isto: assim!
O DOIDO, na escuridão: