Pátria
O Rei:
Que demónio!… cheira a chamusco… Volta a dança… Olha que brincadeira!… Isto, se a coisa avança, Vai tudo raso, vai tudo em cacos pelo ar!
Não me sinto aqui bem… Nada! ponho-me a andar!… Uma história qualquer…
Ao rei:
Meu Senhor, a duquesa…
(Foi dêste abalo repentino, esta surpresa…) Achou-se mal, deu-lhe um febrão… em tal estado, Que não gosto… não gosto… inspira-me cuidado… E se El-Rei o permite…
O REI:
Ignorava… Ora essa,
Meu caro duque! Ande ligeiro, vá depressa… Boa noite… Dormir um pouco, e às cinco e meia Na toirada. Curro catita! É de mão cheia!
O rumor longínquo, de maré humana, avança, trágico, na escuridão
profunda. Surge na praia uma nau gigante, embandeirada de negro.
Uivam os cães.