Pátria
Ciganus:
Ora quem… ora quem, duque de S. Vicente?!… O duque! Não há outro, escusado é lembrar!… Um prestígio europeu… a independência… o ar… Não há outro!… d'arromba!… à verdadeira altura!… Todas as condições, todas… até figura!
Parece um rei! que nem já sei como se move Com as trinta gran-cruzes…
MAGNUS, lisonjeado:
Upa!… trinta e nove!
CIGANUS:
Trinta e nove gran-cruzes, hãn! no mesmo peito… Caramba, duque!… é bem bonito… é de respeito! E o povo gosta, deixe lá… De mais a mais Duque e plebeu…
MAGNUS, com dignidade:
Não me envergonho de meus pais!
Filho dum alfaiate… Honra-me a origem!…
CIGANUS:
Sei…
E nobreza tão nobreza é que a não dá el-rei. Nobreza d'alma! Emfim, meu duque, nem pintado Se encontraria igual para chefe do Estado! Queira ou não queira, pois, o meu ilustre amigo…