Prazeres Violentos

Chloe Gong · Capítulo 40 de 40

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Prazeres Violentos

Encerramento

Uma cacofonia de vozes explodiu no hospital. Ecoou pelos extensos corredores, clamando para que os trabalhadores se dispersassem e saqueassem o local, para que causassem o máximo de destruição possível.

— Eu cuido dele — disse Juliette, assentindo com a cabeça para o corpo perto do qual estava ajoelhada. — Vá, Tyler.

Leve seus homens. Há uma porta nos fundos.

Por um longo momento, pareceu que Tyler não acataria.

Então, quando um alto ruído de metal contra metal ecoou pelo hospital, ele anuiu e gesticulou para que seus homens o seguissem.

Apenas Juliette permaneceu, repousando a mão sobre um corpo frio.

Apenas Juliette permaneceu, vivendo com o peso de seus pecados.

Epílogo

-Agreve dos operários foi um fracasso — disse a criada —, mas isso já era esperado.

Juliette rangeu os dentes, colocando a comida que havia pegado da cozinha na cesta que havia separado. O céu escurecera e ela havia há muito esfregado o sangue que manchara suas mãos naquele dia mais cedo. Quando ela voltou para casa, seus parentes nem mesmo sabiam onde ela estava — nem mesmo sabiam que ela quase fora pega pelos protestos que dizimaram Nanshi.

Os protestos não duraram muito depois que Juliette saiu.

Assim que as forças policiais chegaram, com o apoio de gangsteres em massa, não foi uma luta justa. Os operários retornariam às suas funções nas fábricas na manhã seguinte. Os que haviam matado seus chefes seriam punidos com prisão.

Era isso.

Juliette tinha um pressentimento de que os Comunistas não seriam parados tão facilmente. Aquele fora apenas o começo de suas revoltas.

— Enfim — disse a criada, cautelosamente —, seus pais perguntaram se a senhorita se juntará a eles no jantar. Eles também querem saber da Senhorita Kathleen e da Senhorita Rosalind.

Juliette balançou a cabeça negativamente.

— Eu tenho uma coisa a fazer. Volto a tempo. Avise a meus pais, tudo bem?

A criada assentiu.

— E suas primas?

— Eu mandei Kathleen em uma missão. Ela também não estará presente.

Talvez Juliette tivesse falado em uma entonação que revelou sua confusão, ou talvez as palavras em si fossem suficientes para despertar curiosidade. A criada inclinou a cabeça para o lado, percebendo que ela havia dito apenas um nome, e perguntou:

— E quanto à Senhorita Rosalind?

Juliette balançou a cabeça negativamente, dando de ombros.

— Kathleen disse que não queria que Rosalind fosse com ela, então Rosalind ainda está lá em cima em seu quarto.

Você pode perguntar diretamente para ela.

— Certo — a criada curvou a cabeça e saiu depressa para cumprir a tarefa.

Juliette, suspirando, fechou bem a cesta e também saiu.

Kathleen torceu o nariz, verificando a situação do Bund. Ela fora avisada sobre o cadáver, sobre os insetos flutuando na água e sobre as balas cravadas nos lugares mais improváveis, mas ver com os próprios olhos era outra coisa.

Que catástrofe.

Kathleen deu uma volta completa lentamente, fechando a cara quando seu sapato pisoteou os insetos que estavam no pavimento.

— Ela disse que deve estar perto do homem morto —

avisou Kathleen, gesticulando para orientar o grupo de Escarlates que Juliette designara para ajudá-la. — Procurem.

Sua missão? Juliette queria um inseto do tamanho de um punho, que segundo ela estaria sobre um cais ao longo do Rio Huangpu. Pelo bem da ciência, alegara Juliette. Na realidade, Kathleen se perguntava se era para que a prima tivesse algo concreto diante de si, algo que confirmasse que aqueles surtos haviam acabado, que havia feito o que precisava fazer e que aquilo valera a pena.

— Devemos, hum… mexer no cadáver primeiro?

Kathleen fez uma careta. Ela abaixou os olhos para o cais, para Qi Ren em sua forma caída, agora inteiramente humano e muito, muito morto.

— Deixe-o aí por enquanto — disse Kathleen, em voz baixa. Comecem a procurar.

Os homens anuíram com a cabeça. Kathleen ajudou, caminhando pelo cais e chutando alguns dos insetos menores para a água. Os insetos flutuavam. Todas as suas pequenas carcaças e exoesqueletos juntos no rio, à deriva em grupos, lembrando óleo na superfície de uma sopa fria.

— Senhorita Kathleen — chamou um dos homens —, tem certeza de que é esse cais?

Um inseto gigante não era algo difícil de achar. Todavia, não estava em lugar algum.

— Ela disse que era o que estava com o corpo —

respondeu Kathleen. — Eu não vi nenhum outro corpo em nenhum outro cais.

— Talvez a Senhorita Juliette tenha se enganado — sugeriu outro Escarlate.

— Como ela pôde se enganar sobre capturar um inseto gigante? — resmungou Kathleen, perplexa. Mesmo assim, não adiantava procurar mais se a coisa não estava ali.

Talvez tenha sido esmagada sob os pés de alguém, de

maneira tão bruta que não sobrara mais nada além de grãos de poeira, invisíveis a seus olhos.

Kathleen suspirou.

— Não importa — disse. Ela apontou para o cadáver. —

Vamos movê-lo?

Os homens se apressaram para obedecer. Deixada com seus pensamentos, Kathleen deu uma última assimilada no cenário, observando as manchas de sangue onde começava o cais. Ela quase deixou aquilo passar, mas, sob uma caixa de madeira virada, viu uma pasta de documentos sobre outro montinho de insetos mortos.

— Vamos dar uma olhada em você — balbuciou Kathleen, puxando a pasta. — Sem pensar, ela a destravou, mas de cabeça para baixo, fazendo com que espalhasse seu conteúdo. Os itens atingiram o chão com um baque, fazendo com que os Escarlates próximos gritassem de preocupação.

— Não se preocupem! — avisou Kathleen, rapidamente.

Ela se agachou depressa para arrumar a bagunça. — Eu sou desajeitada.

Ela foi atrás dos papéis, pegando-os antes que o vento os levasse embora. Contudo, antes que pudesse colocá-los de volta na pasta, seu olho registrou uma carta bem no topo, que estava carimbada com CÓPIA, indicando que o papel era um comprovante de algo que Paul havia enviado. No canto superior estava o endereço do destinatário, que ficava na Concessão Francesa.

Kathleen leu a curta mensagem.

E, de uma vez só, em completo e abjeto horror, ela derrubou de novo tudo que havia recolhido em seus braços.

Com a cesta pendendo em seu braço, Juliette bateu na porta do esconderijo Escarlate, dando olhadas para trás. Ela tinha certeza de que não havia sido seguida — a cada três passos, fazia uma verificação — mas mesmo assim olhou, por via das dúvidas.

Passos arrastados vieram do apartamento. O som era alto e era possível saber que o movimento havia se voltado imediatamente na direção de Juliette devido ao tamanho pequeno do apartamento e a seu teto muito baixo.

— Mais rápido — apressou Juliette, batendo novamente na porta. — Eu não tenho o dia todo.

A porta se abriu. Marshall Seo ergueu uma sobrancelha.

— Não tem?

— Sou uma pessoa ocupada — disse Juliette, com firmeza.

Ela gesticulou para que ele recuasse e ela pudesse entrar e fechar bem a porta. Aquele era um esconderijo raramente utilizado, tão raramente — levando em conta sua localização, na região mais pobre da cidade — que não tinha saneamento básico nem quaisquer comodidades além de uma cama. Tinha, no entanto, um ferrolho na porta e uma janela conveniente para saltos em caso de necessidade. Era um local onde ninguém viria procurá-la.

— Você trouxe água? — indagou Marshall. — Estou com tanta sede, Juliette…

Juliette puxou um recipiente gigante de água, jogando-o na mesa de modo a produzir um ruído desagradável, desafiando Marshall a dizer algo mais. Ele sorriu de orelha a orelha.

— Também trouxe comida — disse Juliette. — Porque eu não desejo que você morra de fome.

Marshall espiou dentro da cesta, inspecionando as sacolinhas.

— Só laranjas? Eu prefiro maçãs.

Juliette suspirou.

— Para um homem morto — resmungou —, você é bem irritante.

— Falando nisso… — Marshall perambulou, e depois se jogou em uma cadeira capenga perto da parede. Ele cruzou os braços sobre o peito, se encolhendo imperceptivelmente ao sentir a ferida recente. — Quando eu posso ressuscitar?

Fora uma aposta de Juliette. Uma questão de sincronia, uma questão de confiança — em Marshall, que saberia o que ela queria que o rapaz fizesse, e em Lourens, por acreditar que o soro que havia roubado funcionaria realmente da maneira que ele havia dito. Fora questão de usar bem sua destreza quando retirou o frasco do bolso, quando puxou a mão de Marshall da ferida causada pelo tiro e meteu o frasco destampado em sua palma. Uma questão de golpeá-lo para que caísse com os braços sobre o rosto, oculto enquanto ele bebia o líquido. Uma questão de remover as balas de sua pistola para que ela apenas fizesse barulho, impedindo que uma segunda bala penetrasse Marshall.

E depois fora uma questão de pura sorte. De Juliette correr até o escritório principal e encontrar uma médica que não havia deixado o hospital, que estava folheando seu arquivo sem se preocupar com os trabalhadores que inundavam os corredores. De Juliette convencer a médica a operar Marshall apesar de seu coração não estar batendo, arrastando seu corpo para a sala de cirurgia logo antes dos manifestantes os virem no corredor adjacente, e acorrentar

aquelas portas até que os trabalhadores se cansassem e saíssem daquela ala do hospital. A bala que Tyler disparou saiu

rapidamente

—

tendo

se

alojado

apenas

superficialmente na pele que cobria as costelas de Marshall

— e a médica o suturou. Juliette havia lhe prometido dinheiro para manter a boca fechada, mas a médica torceu o nariz, sem fazer ideia de quem era Juliette.

— Preciso de um tempo — disse Juliette, em voz baixa. —

Não dê na vista até que eu possa pensar no que fazer com Tyler. Até que ele acredite completamente que eu estava simplesmente enganando Roma.

Marshall estreitou seus olhos.

— Quanto daquilo foi um truque?

Juliette desviou o olhar.

— Agora realmente é o momento de defender seus companheiros de armas?

— Eu sou um homem morto, amada. Machuca responder à pergunta?

Machuca? Apenas sua dignidade.

— Nada disso, Marshall Seo — disse Juliette. Ela secou o olho rapidamente. — Eu não precisava ter salvo você. Eu poderia ter dado um tiro no meio da sua cabeça.

— Mas me salvou — disse Marshall. — Porque o ama.

Juliette emitiu um ruído de frustração com o fundo da garganta.

— Não fale dessa forma. Não tão alto.

Marshall gesticulou em volta, como se perguntasse: Quem está escutando? Ninguém. Ninguém estava escutando.

Ninguém ouviria a confissão de Juliette exceto um morto ambulante que não podia levá-la a lugar algum.

— E você o ama o suficiente para deixar que ele te odeie.

— Ele devia me odiar — retrucou Juliette, cansada. — Eu matei a mãe dele.

— Com as próprias mãos? — perguntou Marshall, sabendo a resposta.

— Não — Juliette olhou para suas mãos. Havia um arranhão na lateral do pulso. Ela não fazia ideia de como acontecera. — Mas eu entreguei o paradeiro dela com maldade. Poderia muito bem ter sido eu quem brandiu a faca.

Marshall a encarou, sem dizer nada por um longo período.

Havia pena em seu olhar, mas Juliette percebeu que não se importava. A pena que vinha de Marshall Seo não era um incômodo. Transmitia uma sensação um pouco cálida, um pouco gentil.

— Antes de me deixar aqui sozinho de novo — disse Marshall, depois da pausa —, saindo com a mesma pressa de quando eu ainda estava empapando as ataduras de sangue, tenho um pedido.

Pode ter sido sua imaginação, mas ela achou que a voz de Marshall deu uma ligeira fraquejada. Juliette franziu o cenho.

— Prossiga.

Marshall desviou o olhar.

— Benedikt.

— Você não pode — Juliette respondeu imediatamente, sabendo qual era o pedido sem precisar que ele elaborasse.

Não fora sua imaginação, então. — Uma pessoa a mais que saiba do segredo torna isso cem vezes mais perigoso.

Juliette imaginou Tyler descobrindo que Marshall estava vivo. Imaginou Tyler entrando em uma cruzada para descobrir onde Marshall estava, ferindo todos que poderiam

saber de seu paradeiro. Ela achava que Benedikt não gostava muito dela, mas não deixaria Tyler machucá-lo.

— Talvez eu precise ficar escondido por meses — disse Marshall, abraçando seu tórax. — Ele terá de acreditar que eu estou morto por meses.

Juliette sentiu o coração apertar.

— Sinto muito — sussurrou ela. — Mas, como um favor para mim, peço encarecidamente: deixe Benedikt Montagov acreditar nisso. Ele precisa.

O piso grunhiu. As paredes e os blocos da laje rangeram, movendo-se com o uivar do vento lá fora. Uma pequena eternidade se passou na respiração presa de Juliette antes que Marshall finalmente assentisse, com lábios contraídos.

— Não levará muito tempo — assegurou Juliette, empurrando para frente a cesta de comida. — Eu prometo.

Marshall assentiu novamente, desta vez para mostrar que aceitara a promessa. Quando ela o deixou, fechando a porta com um clique baixo, Marshall olhava pensativo pela janela, estreitando os olhos diante de uma rachadura no vidro fechado por tábuas.

Juliette retornou às ruas, ao movimento intenso e à desordem ruidosa, muito ruidosa. O céu estava escuro e o dia havia sido longo, mas o centro da cidade já havia voltado às atividades de costume, aos vendedores com seus produtos e aos comerciantes gritando seus preços, como se um monstro não tivesse aberto uma trilha de guerra por ele há algumas horas.

E aos gangsteres. Gangsteres, espreitando a cada esquina, com os olhos pregados em Juliette enquanto ela passava.

— Senhorita Cai! Senhorita Cai!

Franzindo o cenho, Juliette parou e se virou, vendo um mensageiro correndo em sua direção. Ele parecia vagamente familiar enquanto se aproximava, mas foi somente quando lhe estendeu um bilhete com a caligrafia de Kathleen que ela o reconheceu como um dos homens que havia enviado ao Bund.

— Encontraram o que eu pedi? — indagou Juliette.

— Não havia nenhum inseto gigante — relatou o mensageiro —, mas a Senhorita Kathleen disse para lhe entregar isso o mais rápido possível.

Com o cenho ainda franzido, Juliette pegou o bilhete e o abriu. Não era um bilhete de Kathleen, mas o que parecia a cópia de uma carta, enviada por Paul Dexter e endereçada a um lugar que Juliette não reconheceu de imediato, identificando-o apenas como localizado na Concessão Francesa.

Juliette leu o garrancho de uma linha, estreitando os olhos para decifrar a letra fina e comprida, perfeitamente adequada a Paul Dexter.

Ela quase desejou não ter lido.

Na ocorrência de minha morte, libere todos eles.

O suor frio que varreu seu corpo foi imediato. Da ponta de seus dedos até a espinha dorsal, ela foi possuída por um pavor que penetrou seus ossos, deixando-a em completo torpor.

— O que é isso? — questionou Juliette. — O que diabos é isso?

O mensageiro ficou parado olhando para ela, atordoado.

— A Senhorita Kathleen apenas disse para dar isso à senhorita…

Juliette jogou o bilhete nele. O mensageiro não reagiu rápido o bastante para pegar o papelzinho antes que fosse planando até o chão, caindo sobre o cascalho como uma borboleta em um pouso suave. Juliette o esmagou de uma vez só, dando um passo à frente enquanto inspirava ruidosamente e olhava o entorno desesperadamente, tentando pensar, pensar, pensar…

— Não — sussurrou ela, com aspereza. — Não, ele não pode ter feito isso.

Os sinos ao longo das ruas começaram a badalar, sete vezes. Ao longe, um coro de gritos atravessou a cidade.

Continua…

Agradecimentos

Quando eu era adolescente, quase nunca lia a seção de agradecimentos, a menos que fosse para procurar pelo nome de uma pessoa famosa, e sei que há muitos de vocês que fazem exatamente a mesma coisa. Então, antes de começar, quero apenas declarar que Eu Não Sou Como Outros Agradecimentos, o que quer dizer que sou exatamente como outros agradecimentos, só que mais insuportável, então você que está prestes a fechar o livro provavelmente deveria me ler.

Agradeço à Laura Crockett por acreditar neste livro e em mim. Espero que você saiba que, depois de cada troca de e-mails, por mais corriqueira que seja, eu preciso ficar encarando o vazio alegremente por alguns minutos para conseguir lidar com minha admiração por você. Você viu minha concepção louca de Romeu e Julieta matando um monstro na Xangai de 1920 dominada por mafiosos, tirou-a de sua pilha de lama e defendeu-a com tanto brilhantismo que me senti segura em cada passo da jornada. Eu sou muito, muito sortuda por ter seu apoio. Agradeço também a Uwe Stender por fundar a magia que é a Triada US, e agradeço a Brent Taylor e a toda a equipe na agência por seu trabalho maravilhoso.

Agradeço à Tricia Lin por sua genialidade editorial que me deixa absolutamente sem fôlego. Desde o momento em que falamos pela primeira vez ao telefone, sabia que você viu exatamente o que eu queria que este livro fosse, e sua visão e orientação o transformaram de um lindo botãozinho

a uma roseira em plenitude. Eu não poderia ser mais grata.

Agradeço também à Sarah McCabe por me acolher com tanto cuidado e entusiasmo. Agradeço à Mara Anastas e a todos na Simon Pulse por sua paixão e trabalho duro: Chriscynethia Floyd, Sarah Creech, Katherine Devendorf, Elizabeth Mims, Sara Berko, Lauren Hoffman, Caitlin Sweeny, Alissa Nigro, Anna Jarzab, Emily Ritter, Annika Voss, Savannah Breckenridge, Christina Pecorale e o resto da equipe comercial da Simon & Schuster, Michele Leo e sua equipe de educação/biblioteca, Nicole Russo, Cassie Malmo, Jenny Lu e Ian Reilly. Agradeço à Billelis por uma arte de capa tão linda que me fez literalmente precisar deitar depois de vê-la pela primeira vez. E o maior agradecimento à Deborah Oliveira e à Tessera Editorial pela leitura e notas atenciosas.

Agradeço a Māma e Bàba por me apoiarem incondicionalmente. Em cada passo da vida, vocês dois sempre me motivaram a ser a melhor possível e me ofereceram o melhor possível. Foram suas histórias à mesa de jantar, suas anedotas aleatórias em longas viagens de carro, e a própria maneira como me criaram que semeou meu amor pela cidade sobre o mar. Sou feliz por ser uma mistura de seus genes. E, sim, eu me arrependo de ter desistido das aulas de chinês dez anos atrás. Obrigada por não jogarem isso na minha cara tanto assim, e obrigada por traduzirem os documentos históricos que eu mando, por pesquisarem coisas que eu não consigo achar em sites em inglês e por assegurarem que meu pinyin não está completamente fora do tom. Também agradeço aos meus queridos parceiros de genes, Eugene e Oriana, que

precisam dar conta dos meus pedidos estranhos no grupo da família no WeChat.

Agradeço à Hawa Lee, minha melhor amiga. Desde nossos dias

como irritantes alunas do Ano Sete1 cantando Selena Gomez no fundo da sala até hoje, você sempre foi minha hypewoman número um e eu te adoro para sempre. Você leu a primeiríssima versão deste livro e disse que minhas palavras passaram em sua cabeça como um filme: isso deixou meu coração quentinho na época e deixa agora.

Agradeço à Aniket Chawla, também meu melhor amigo.

Enquanto estou escrevendo isto, você finalmente está lendo este livro depois de enviar meus manuscritos anteriores para a caixa de spam, mas eu vou te perdoar porque você é uma alma gentil que tentou me ensinar Matemática no Ano

Onze2 e eu também te adoro para sempre. Agradeço à Sherry Zhang, a quem eu carinhosamente chamo de Sherry Berry, por me dar os conselhos mais sábios nos momentos de maior pânico. Você foi uma santa de verdade enquanto eu andava de um lado para o outro em nosso pequeno quarto de hotel em Wellington tentando pensar em toda a minha carreira. Estarei sempre torcendo por você também.

Agradeço à Emily Ting, um raio de sol, por ficar animada com minha escrita desde o início (também conhecido como aula de Ciências do

Ano Nove3), mesmo quando eu era uma esquisita pretensiosa.

Agradeço ao Sr. Randal por ser um professor de inglês tão incrível e ter tanta paixão por lecionar Shakespeare. Eu devo meu amor ao

idioma inteiramente àquelas aulas nos Anos Doze4 e Treze5 em que analisávamos metáforas, simbolismo e imagética, e espero que todos os seus alunos futuros percebam o quão sortudos são por tê-lo como

professor. Agradeço também à Srta. Black e à Srta.

Parkinson por terem encorajado tanto meu clubinho do

NaNoWriMo6, e por serem maravilhosas no Departamento de Inglês.

Agradeço ao professor Chi-ming Yang por concordar em orientar meu projeto de pesquisa paralelo a este livro, ouvindo minhas opiniões intermináveis sobre a categoria Young Adult, e me ajudando a concentrar isso tudo em um estudo produtivo. Agradeço também à professora Josephine Park por ser a melhor pessoa quando todas as minhas dificuldades de estudante começaram a surgir, e por me guiar por tudo isso tão pacientemente.

Agradeço a João Campos por ler o bagunçado manuscrito inicial deste livro com entusiasmo, e por suas notas e incríveis

sugestões

que

melhoraram

muito

esses

personagens. Também por ter o melhor abraço. Agradeço a Ryan Foo por sempre enaltecer este livro e me dar alegria.

Agradeço por prometer ser meu advogado se algum dia eu matar um homem. Eu vou cobrar. Agradeço a Andrew Noh por me fornecer chá metafórico e me entreter enquanto eu estava morrendo de editar este livro e por checar meu francês. Agradeço a Kushal Modi também por checar meu francês para garantir que eu não soasse como uma aluna da quinta série e por me fazer companhia sempre que eu me tranco no quarto para escrever. E, claro, agradeço à Jackie Sussman por sempre ouvir minhas ideias sobre tramas e me aturar colocando notas adesivas em nosso quarto para formar redes de personagens, e não pular de susto toda vez que eu exclamo em voz alta quando resolvo alguma coisa.

Agradeço à Rebecca Jiang e Ennie Gantulga por serem amigas e colegas de quarto incríveis, e por fazer de nosso

apartamento um lugar de risos. Agradeço à Anastasia Shabalov por suas notas maravilhosas no manuscrito inicial deste livro, por nossas longas conversas sobre o mercado editorial, e também por checar meu russo para garantir que ninguém fosse chamado de ratinho.

Agradeço aos meus primeiros leitores, também chamados de amigos que fiz na internet. À Rachel Kellis — uma das minhas pessoas favoritas. Nossos papos variam de comentários tão-engraçados-que-literalmente-não-consigo-respirar ao feedback sério sobre nossa escrita à revisão dos e-mails uma da outra para verificar o tom e a quantidade adequada de pontos de exclamação, e eu prezo por eles —

e por você — até os confins da Terra. À Daisy Hsu — você foi minha primeira amiga na internet, o que é louco, porque nós temos de fato amigos em comum na vida real. Foi por causa de suas sugestões geniais que eu parei de conter minhas palavras neste livro e me inclinei à angústia. À Tori Bovalino — a rainha das histórias sombrias, e minha pessoa favorita para reclamar de livros ruins. Eu aprecio muito nossa acidez, e sempre posso contar com você para ficar tão boquiaberta quando eu acerca das mais… peculiares decisões tomadas na internet. À Eunice Kim — a pessoa mais legal do mundo e uma feiticeira em me ajudar a resumir as coisas. Você sabe que eu sou a maior fã de seu acervo de GIFs. Sinto muito por ferir toda essa sua sensibilidade… ou será que não? À Miranda Sun — minha companheira de pavio curto da Geração Z. Eu não sei como constantemente temos tantas opiniões sobre tudo, mas nesse ritmo nós definitivamente já escrevemos o equivalente a pelo menos dez romances em nossas DMs com opiniões controversas. Um brinde a mais um milhão de

romances em DM repletos de opiniões controversas. À

Tashie Bhuiyan — com quem estou sempre berrando. Não posso crer que nos tornamos amigas porque eu vi alguém parecido com Gansey e comecei a enviar atualizações em tempo real para você, mas isso nos representa muito. Não sei o que faria se não tivesse você para mandar todos os meus prints de coisas absurdas. À Alina Khawaja — fico maravilhada com o poder de seus memes e a robustez de sua coleção. A página online de memes deste livro funciona simplesmente por causa de sua determinação. E quando a determinação acaba, sempre haverá a paixão. À Molly Chang — minha chuva de hype de uma mulher só e aquela que sempre me encorajou a canalizar minha Juliette interior (e com isso eu espero que entendam que eu devo ser mais durona com o mundo, não que eu devo sair no soco por aí).

À Grace Li — por dizer coisas tão boas sobre este livro e por me inspirar com suas palavras lindamente dolorosas. À

Zoulfa Katouh — rainha das imagens de reação mais engraçadas que eu já vi, rainha em fazer as pessoas chorarem e rainha de tudo, na verdade. À Meryn Lobb —

você poderia literalmente me dar um tapa na cara (e metaforicamente, com seu feedback) e eu agradeceria por isso.

Agradeço às pessoas adoráveis no mercado editorial que são gentis comigo por motivo nenhum exceto serem gentis.

Agradeço à Tasha Suri por responder às muitas, muitas perguntas nos meus e-mails. Agradeço a Morgan Al-Moor por ler este livro e criar para mim a estética mais legal que já vi em toda minha vida. Agradeço a Faridah Àbíké-Íyímídé por ser uma pessoa maravilhosa como um todo, e por reunir os Vingadores do programa de mentoria para autores não

brancos, o que me encheu de alegria. Agradeço a todos no grupo Roaring Twenties Debut, a comunidade mais maravilhosa. Um brinde a nós por superamos um dos anos de estreia mais difíceis, galera.

Agradeço aos blogueiros que estavam me hypando antes mesmo de haver qualquer coisa disponível ao público sobre este livro além de um pitch online. Agradeço às pessoas que eu adoro no Twitter, que me mandam emojis de olhinhos animados. Agradeço àqueles que fazem de tudo para me incluir. Agradeço à CW e a todos os amigos no The Quiet Pond, Shealea, Danielle Cueco, Lily (@Sprinkles of Dreams), Noémie (@Tempest of Books), Karina (@Afire Pages), Tiffany (@Read by Tiffany), Laura (@ Green Tea and Paperbacks), Kate (@ Your Tita Kate), Fadwa (@ Word Wonders), e tantos, tantos mais que eu sei que devo estar esquecendo. E, porque eu posso, agradeço ao álbum Hopeless Fountain Kingdom, da Halsey, que tocou no repeat enquanto eu escrevia este livro.

Agradeço aos meus leitores mais antigos, mais antigos mesmo, que leram este livro (e, tecnicamente, sua continuação!) quando era tudo um grande manuscrito postado online em partes. Hoje ele está quase irreconhecível, exceto pelos nomes dos personagens, mas seu feedback foi crucial para moldá-lo no que é agora. À

Kelly Ge — você foi a primeiríssima pessoa a ouvir sobre a concepção deste livro como uma ideia, e me encorajou a ir em frente. À Paige Kubenka — seus comentários regulares me fizeram prosseguir e significaram o mundo para mim. À

Gabrielle, Kamilia, Clairene, Hala, Aubry, Ejay, Tanvi — eu não sei os sobrenomes de vocês e não sei se vocês sabem que a história que leram foi publicada, mas se vocês estão

por aí, e por acaso pegarem este livro de novo, obrigada. A razão pela qual eu continuei escrevendo por todos esses anos foi saber que havia alguém lá fora que valorizava minhas palavras. Enquanto eu crescia, não importava o quão capenga minha arte fosse quando comecei, nunca duvidei do valor de minhas histórias porque eu tinha leitores que falavam sobre coisas de que gostavam nelas. Enquanto eu tiver meus leitores, jamais vou deixar de escrever. Sem meus leitores, não sou, de forma alguma, uma escritora.

Então agradeço a você, leitor. Obrigada por escolherem este livro.

1 N.T.: Ano letivo do sistema de educação da Nova Zelândia, equivale ao 7º Ano do Ensino Fundamental brasileiro.

2 N.T.: Equivale ao 2º Ano do Ensino Médio brasileiro.

3 N.T.: Equivale ao 9º Ano do Ensino Fundamental brasileiro.

4 N.T.: Equivale ao 3º Ano do Ensino Médio.

5 N.T.: Sem equivalência no Brasil.

6 N.T.: Acrônimo de National Novel Writing Month – Mês Nacional de Escrita de Romance, um desafio ao qual pessoas precisam dedicar 30 dias para escrever um romance de 50000 palavras.

Nota da autora

Em 1920, Xangai era um lugar vibrante e dividido.

Embora muitas coisas em Prazeres Violentos tenham sido inventadas, a atmosfera é tão fiel à História quanto eu pude capturar. Aquela era uma época de turbulência política e partidarismo, Nacionalistas contra Comunistas, e a cidade inteira estava sobre um fio esticado prestes a arrebentar. Embora não houvesse uma disputa de sangue,

Xangai

realmente

estava

dividida:

entre

estrangeiros, que obtiveram controle através de termos injustos em tratados depois da derrota da China nas Guerras do Ópio; os franceses controlavam a Concessão Francesa; os britânicos, japoneses e norte-americanos, a Concessão Internacional; e todas as injustiças que Juliette menciona foram retiradas diretamente de livros de História. Os estrangeiros construíram parques e proibiram os chineses de entrar neles. Eles derramaram verbas na cidade e, embora a China nunca tenha sido formalmente uma colônia, era precisamente isso que ocorria em Xangai: setores eram colonizados um após o outro.

Portanto, Xangai tornou-se uma terra sem lei nesse contexto, e sim — de fato foi dominada por mafiosos! Como cada território estrangeiro era controlado por um país distinto, havia leis variadas em vigor nas diversas partes de Xangai. Adicione a isso as normas de extraterritorialidade para cidadãos não chineses — o que significava que cidadãos estrangeiros não podiam ser processados pela lei chinesa, apenas pela lei de seu país de origem — e ficava

quase impossível governar Xangai como cidade una. Apesar de a Sociedade Escarlate não existir, os Escarlates foram baseados na realíssima Gangue Verde (

; Qīng Bāng), e

dizia-se que eles tinham envolvimento com todos os crimes que aconteciam na cidade. Eles eram uma força governante não oficial, e um dos maiores mafiosos — pense em alguém da estatura de Lorde Cai — também trabalhava como detetive na polícia da Concessão Francesa. Os Rosas Brancas também não existiram, mas, naquela década, a população russa em Xangai havia crescido o bastante para constituir uma grande parte dos civis. Xangai era uma zona franca, então, quem fugia da Guerra Civil Russa podia entrar com facilidade na cidade, sem necessidade de visto ou licença de trabalho. Eles eram muito maltratados pelos europeus ocidentais, e trabalhavam em empregos mais básicos, como lixeiros, ou em empregos muito mal remunerados, como dançarinas de boate. Em minha releitura, há um motivo pelo qual a Sociedade Escarlate e os Rosas Brancas estão no mesmo nível, lutando pelo que restou da cidade enquanto os estrangeiros a devoravam com grandes e indiferentes mordidas.

Nem é preciso dizer que os personagens que aparecem em Prazeres Violentos são fruto da minha imaginação. Nacionalistas e mafiosos reais foram referências frequentes, de fato, mas todos os nomes específicos e suas personalidades foram inventadas. Havia realmente um Secretário-Geral do Partido Comunista, mas Zhang Gutai não era uma pessoa real. Dito isso, por causa da guerra civil que se sucedeu, há grandes buracos nos registros acerca de quem assumiu o cargo de Secretário-Geral e outros, então quem sabe o que realmente aconteceu naquela época?

Mesmo a História real às vezes não pode dar certeza sobre tudo: memórias se perdem, evidências são destruídas, registros são apagados propositalmente.

O que sabemos com certeza é que não havia monstro espalhando uma epidemia altamente contagiosa que dilacerava gargantas por Xangai. No entanto, houve fome, depreciação salarial e péssimas condições de trabalho, e na História real isso foi o bastante para incitar centenas de greves envolvendo centenas de milhares de trabalhadores, isso só em 1926. Se eu tivesse aderido a uma linha do tempo histórica de verdade e incluísse todas elas em vez de somente a que se descortina ao final deste livro, haveria conflitos em todos os capítulos. No mundo de Prazeres Violentos, a morte das pessoas devido aos surtos foi o que intensificou a revolta e incitou o levante. Na vida real, mesmo que não houvesse um monstro à solta, a crise foi tão forte que os sindicatos dos trabalhadores se revoltaram contra estrangeiros e mafiosos em uma tentativa de mudar o estilo de vida dos trabalhadores. Quanto ao desenrolar disso tudo, deixarei para a nota da autora no final da continuação…

Chloe Gong é uma estudante da Universidade da Pensilvânia, cursando Inglês e Relações Internacionais.

Durante os recessos, ela está em casa, na Nova Zelândia, ou visitando seus muitos parentes em Xangai. Chloe é conhecida por aparecer misteriosamente quando alguém diz

“Romeu e Julieta é uma das melhores peças de Shakespeare e não merece ser difamada na cultura pop” três vezes na frente de um espelho. Você pode encontrá-la no Twitter

@thechloegong ou visitar seu site: thechloegong.com.

Os Quatro

Galloway, Scott

9788550817002

320 páginas

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A Amazon, a Apple, o Facebook e o Google são as quatro empresas mais influentes do planeta. Quase todo mundo acha que sabe como eles chegaram lá – e quase todo mundo está errado. Apesar de tudo o que foi escrito sobre os Quatro nas últimas duas décadas, ninguém conseguiu escrever um livro mais perspicaz do que Scott Galloway para explicar o poder e o incrível sucesso dessas organizações. Em vez de engolir os mitos que essas empresas tentam divulgar, Galloway prefere se basear nas respostas a algumas perguntas instigantes. Como os Quatro conseguiram se infiltrar em nossa vida a ponto de ser quase impossível evitá-los (ou boicotá-los)? Por que o mercado financeiro os perdoa por pecados que destruiriam qualquer outra companhia? E quem seria capaz de desafiar os Quatro na corrida para se tornar a primeira empresa trilionária do mundo? No mesmo estilo irreverente que fez dele uns dos professores de administração mais famosos do mundo, Galloway decifra as estratégias que se escondem sob o verniz reluzente dos Quatro. Ele mostra como essas

empresas manipulam as necessidades emocionais básicas que orientam o comportamento dos seres humanos desde que nossos antepassados moravam em cavernas, com uma velocidade e alcance a que as outras companhias simplesmente não conseguem igualar. E revela como você pode aplicar as lições da ascensão dos Quatro em sua organização ou em sua carreira. Não importa se a ideia for competir, firmar parcerias ou simplesmente viver em um mundo dominado por eles, é fundamental entender os Quatro. Elogios : Uma análise polêmica e estratégica de como algumas empresas estão transformando o mundo, bem debaixo de nosso nariz, mas longe de nossa vista. Pode não ser agradável ler essas verdades, porém é melhor saber agora do que quando for tarde demais. – Seth Godin, autor de Tribos e Isso é Marketing Scott Galloway é franco, ultrajante e polêmico. Este livro acionará seus instintos de lutar ou fugir como nenhum outro e vai levá-lo a realmente pensar diferente. – Calvin McDonald, CEO da Sephora Este livro é um guia abrangente e essencial, como o próprio Scott Galloway, ao mesmo tempo sagaz, divertido e penetrante. Como em suas célebres aulas de MBA, Galloway nos mostra a realidade como ela é, sem poupar nenhum titã corporativo e nenhuma gigantesca corporação de merecidas críticas. Uma leitura obrigatória. – Adam Alter, autor de Drunk tank pink e Irresistible Galloway, professor de administração da NYU, faz uma análise minuciosa das maiores empresas de tecnologia e revela como a Amazon, a Apple, o Facebook e o Google criaram seus enormes impérios. – Publishers Weekly, "Os 10 mais importantes livros de negócios do quarto trimestre de 2017"

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Fake: Dinheiro de mentira,

professores de mentira, ativos

de mentira

Kiyosaki, Robert

9788550815503

480 páginas

Compre agora e leia Imprimir dinheiro de mentira não é novidade. Os antigos e modernos sistemas bancários são baseados na impressão de dinheiro de mentira. É assim que os bancos enriquecem.

Eles ganham muito dinheiro porque, há milhares de anos, têm licença para imprimir dinheiro. Os bancos não são as únicas organizações autorizadas a fazer isso. O mercado de ações, de títulos, imobiliário, de derivativos financeiros e muitos outros mercados também têm essa licença. Quem trabalha por dinheiro… trabalha para pessoas que imprimem dinheiro. Um castelo de cartas da economia acontece quando as elites acadêmicas são responsáveis pelo nosso dinheiro, nossos professores e nossos ativos. O

grande problema é que nosso sistema não ensina os estudantes a imprimir dinheiro. Em vez disso, ensina-os a trabalhar para pessoas que o imprimem. Isso é o que realmente está por trás da crise financeira que enfrentamos

hoje. Em 2019, ao escrever este livro, o preço do bitcoin e de outras moedas cibernéticas subia e despencava rapidamente. Mais uma vez, poucas pessoas entendem como as moedas de tecnologia bitcoin ou blockchain afetarão suas vidas, seu futuro e sua segurança financeira.

O aumento do preço do ouro em 1971 e o do bitcoin em 2018 são indícios de profundas mudanças nas placas tectônicas financeiras de todo o mundo, que causarão terremotos e tsunamis financeiros em todo o globo. O

objetivo deste livro é dar às pessoas comuns a possibilidade de sobreviver, possivelmente prosperar, talvez até ficar muito ricas, mesmo após o colapso. E é esperado que esse colapso seja de um quatrilhão de dólares. CONTRA FATOS

NÃO HÁ MENTIRAS DINHEIRO DE MENTIRA Em 1971, o

presidente Richard Nixon desatrelou o dólar do padrão-ouro.

Em 1971, o dólar se tornou moeda fiduciária… dinheiro governamental. O pai rico o definiu como "dinheiro de mentira". O dinheiro de mentira deixa os ricos mais ricos. O

problema é que deixa os pobres e a classe média mais pobres. PROFESSORES DE MENTIRA O que a escola ensina sobre dinheiro? O que seus pais sabem sobre dinheiro? O

que seu consultor financeiro sabe? O que nossos líderes sabem? Por que 78% das pessoas vivem de salário em salário? Por que os estudantes se afundam em dívidas com empréstimos estudantis? Por que os professores fazem greves, exigindo mais dinheiro? ATIVOS DE MENTIRA Em 2008, a economia mundial entrou em colapso, quando ativos de mentira e financiamentos de alto risco colapsaram. Os mesmos banqueiros que venderam ativos

de mentira em 2008 ainda os vendem para você, para mim e para os planos de aposentadoria? Por que tantas pensões são subfinanciadas? Quantas pessoas de meia-idade ficarão sem dinheiro na aposentadoria?

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A Terceira Onda da Internet

Case, Steve

9788550816869

256 páginas

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Temos aqui três obras em uma só, por ser uma combinação de autobiografia de Steve Case, biografia da internet e livro sobre o futuro da web. Case se vale de sua larga experiência como empreendedor e investidor para nos explicar como funciona esta nova era que estamos vivenciando, na qual veremos uma grande mudança nos negócios e o renascimento do empreendedorismo, o que o autor chama de "terceira onda" da internet. A primeira onda viu a AOL – empresa que Case cofundou – e outras organizações criarem a base para que consumidores começassem a se conectar e utilizar a internet, inicialmente apenas no ambiente profissional. Na segunda onda, companhias como Google e Facebook lançaram as redes sociais, e hoje vivemos o tempo todo conectados ao Instagram e ao Snapchat – o que antes estava apenas no âmbito do trabalho invadiu nosso dia a dia por completo.

Segundo o autor, agora estamos entrando em uma nova fase: a terceira onda, momento em que empreendedores utilizarão a tecnologia para revolucionar o "mundo real". A

Terceira Onda da Internet é leitura fundamental para prosperar – e até mesmo sobreviver – nesta época de rápida mudança. Elogios a obra: Segundo o autor, agora estamos entrando em uma nova fase: a terceira onda, momento em que empreendedores utilizarão a tecnologia para revolucionar o "mundo real". A Terceira Onda da Internet é leitura fundamental para prosperar – e até mesmo sobreviver – nesta época de rápida mudança. ―Pedro Waengertner, empreendedor, investidor, fundador e CEO da aceleradora de startups ACE "Steve faz um guia de como alcançar o sucesso na próxima onda de inovação. Tendo contribuído para a criação da primeira onda da internet e na condição de investidor ativo na segunda, ele é capaz de prever com solidez como a rede será integrada em nossa vida." ―Walter Isaacson, autor de biografias consagradas de Steve Jobs, Albert Einstein, Benjamin Franklin e Henry Kissinger "Fiquei esperando para ler a história de Steve e não me decepcionei. Em sua carreira, ele é um exemplo de alguém que faz acontecer e traz lições importantes para todos os empreendedores." ―Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway "A Terceira Onda da Internet é leitura indispensável para entender a história da internet e se preparar para o futuro. Empreendedores que buscam realmente construir negócios inovadores devem estar atentos aos perspicazes conselhos de Steve Case." ―Brian Chesky, cofundador e CEO do Airbnb

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Hacking Growth

 

Ellis, Sean

9788550816159

328 páginas

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O livro definitivo dos pioneiros do growth hacking, uma das melhores metodologias de negócios no Vale do Silício.

Parece difícil de acreditar, mas houve um momento em que o Airbnb era o segredo mais bem-guardado de couchsurfers, o LinkedIn era uma rede exclusiva para executivos C-level e o Uber não tinha a menor chance contra a então gigante rede de táxis amarelos de Nova York. Então, como essas empresas que começaram de maneira tão humilde

alcançaram tanto poder? Elas não expandiram

simplesmente criando grandes produtos e esperando que eles ganhassem popularidade. Havia uma rigorosa metodologia por trás desse crescimento extraordinário: o growth hacking, termo cunhado por Sean Ellis, um de seus inventores. A metodologia growth hacking está para o crescimento de market share assim como a lean startup está para o desenvolvimento de produtos, e o scrum, para a produtividade. Growth hacking leva ao crescimento focando os clientes, alcançando-os, mantendo-os, encantando-os e motivando-os a voltar e comprar mais. Envolve equipes

multifuncionais que combinam a expertise de analistas, designers, engenheiros de software e profissionais marketing para rapidamente gerar, testar e priorizar ideias importantes para o crescimento.

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Os Vencedores Levam Tudo

Giridharadas, Anand

9788550815282

304 páginas

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Esta é uma investigação de tirar o fôlego sobre como as tentativas da elite global de "mudar o mundo" garantem o status quo e encobrem seu papel em causar os problemas que mais tarde procuram resolver. Os alvos abastados do crescente desprezo populista sempre falam em restaurar a sociedade, mas se calam quanto ao próprio envolvimento no que precisa ser restaurado. Em Os Vencedores Levam Tudo, o ex-colunista do New York Times Anand Giridharadas nos leva aos santuários internos de uma nova Era Dourada, onde os ricos e abastados lutam de todas as formas em prol da igualdade e da justiça ― a não ser que isso ameace a ordem social e suas posições no alto escalão.

Testemunhamos como os arquitetos de uma economia em que os vencedores levam tudo se intitulam salvadores dos pobres; como as elites recompensam generosamente os

"líderes de pensamento" que significam a "mudança" de modo favorável aos vencedores; e como eles sempre procuram praticar mais o bem, mas nunca fazer menos o mal. Ouvimos as confissões do célebre presidente de uma

fundação e de um ex- -presidente norte-americano; conhecemos uma conferência em um navio de cruzeiro, em que os empresários celebram a própria magnanimidade. As perguntas de Giridharadas são espinhosas: os problemas urgentes do mundo devem ser resolvidos pelas elites, e não pelas instituições públicas que elas enfraquecem ao fazer lobby e se esquivar de impostos? Como aqueles que cometem as injustiças ― como a família que ajudou a semear a crise dos opioides ― usam a generosidade para encobrir seus atos? Giridharadas retrata esses

revolucionários de elite com simpatia e crítica. Eles se agarram a uma crença sincera, embora duvidosa, de que o melhor para a humanidade é o melhor para eles. E conclui que precisamos mudar a forma como buscamos as

mudanças ― além de uma transformação avassaladora em nossas estruturas de poder. Em vez de depender das migalhas dos vencedores, ele argumenta de forma convincente que precisamos criar instituições mais sólidas e igualitárias. Em vez confiar nas soluções que vêm de cima, devemos assumir o oneroso trabalho democrático de mudar verdadeiramente o mundo começando pela base. Elogios a OS VENCEDORES LEVAM TUDO: "Divertido e fascinante…

Para os que estão no comando, os plutocratas filantropos e aspirantes a 'agentes de mudança' que acreditam que estão ajudando, mas estão piorando as coisas, é hora de considerar o seu papel nesse dilema vertiginoso. Sugiro que leiam este livro, em suas férias nos Hamptons." ― JOSEPH

E. STIGLITZ, THE NEW YORK TIMES BOOK REVIEW

"Giridharadas critica a elite global em um livro perspicaz,

provocador e bem fundamentado sobre as pessoas que estão teoricamente gerando mudança social… Leia e fique atento." ― MARTHA LANE FOX, FINANCIAL TIMES, "BOOKS

OF THE YEAR, 2018" "Uma bela polêmica… Giridharadas aborda de forma brilhante a indústria parasita da filantropia." ― THE ECONOMIST "Estarrecedor… Só de Giridharadas contestar uma ideia que faz parte do ar que respiramos já vale o preço do livro, e o espetáculo inebriante em que muitos exaltam a própria bondade, ao mesmo tempo em que ganham dinheiro com atividades suspeitas, contribui para uma leitura interessante." ―

BETHANY McLEAN, THE WASHINGTON POST

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Chloe Gong

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