Uma Princesa em Tóquio

Emiko Jean · Capítulo 5 de 38

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Uma Princesa em Tóquio

Capítulo 4

 

— Nada? — Glory pergunta, amassando um guardanapo.

Eu me recosto no assento de vinil vermelho e esfrego minha barriga

cheia. O Black Bear Diner é quase uma instituição em Mount Shasta. O

restaurante é famoso por seu menu estilo jornal, pela decoração kitsch-de-

urso-barra-lenhador e biscoitos do tamanho de um prato. Estamos sempre

aqui. A gente senta. Come. Conquista coisas. É aqui que aproveitamos o

melhor da vida.

— Nada.

O sorriso de Hansani é gentil. Ela faz carinho na minha mão.

— Dê mais um tempo. Só passou uma semana.

Na verdade, já se passaram treze dias, duas horas e cinco minutos desde

que mandei aquele e-mail para David Meier. Não que eu esteja contando

nem nada. Parei de olhar meus e-mails compulsivamente a cada cinco

minutos ontem. Agora só olho uma vez por hora. Já é um avanço.

Afasto minha mão e lanço a Hansani um olhar agradecido. Guardo um

lugar especial no meu coração especialmente para ela. Hansani tem um

rosto calmo e alegre e um ar bem queridinha da América. Para completar,

tem o tamanho de um ewok. Sinceramente, se ela deixasse, eu a carregaria

no bolso. Às vezes, nossas opiniões não batem. Assim como metade dos

habitantes de Mount Shasta, ela ama a banda Grateful Dead. Para mim, eles só sabem fazer uns improvisos egocêntricos na guitarra. Pronto, falei — me

processa.

— Talvez o e-mail dele tenha ido parar na sua caixa de spam? — Noora

diz.

Hansani murmura, concordando.

— Já olhei. Nada.

Até agora, eu não tinha considerado a possibilidade do meu pai não

querer me conhecer. Ai. Essa ideia dói. Estou me importando muito mais

que deveria. Afinal de contas, ele não é nada além de um estranho com o

mesmo sangue que eu.

Quem sabe se eu repetir bastante, isso cola.

A conta chega e começamos a vasculhar nossos bolsos e bolsas. Pagamos

em notas amassadas e deixamos moedas de gorjeta. Ofereço à garçonete um

sorriso tímido de desculpas quando saímos. Foi mal pelos vinte por cento

em moedas.

Entramos no carro de Noora, com pintura descascada e vidro trincado.

Fico com o banco da frente e seguimos para Lake Street em direção à casa

de Glory. Ao longe, o monte Shasta se destaca, uma solitária pirâmide

branca. Atrás de nós está a Main Street, que abriga um semáforo, meia

dúzia de lojas de cristais, uma livraria independente e um café.

— Vamos deixar você primeiro. — Noora olha para Glory pelo

retrovisor. Uma família a cavalo passa. — E nunca mais use essa calça.

Glory está com uma legging roxa fluorescente cheias de olhos.

— Tudo bem — ela diz. — Desde que você pare de desfilar com dois

testículos na cabeça.

O cabelo de Noora está preso em dois coques.

Olho para trás e troco um sorrisinho com Hansani. As duas ficam se

provocando pelo resto do caminho.

Quinze minutos depois, paramos na casa de telhas de cedro de Glory.

— Aff. — Glory afunda no banco, abraçando a bolsa.

Todas nós sabemos por quê. Há um Mazda Miata estacionado, e o novo

namorado de sua mãe está saindo da garagem. O dentista. Ele tem uma

corrente grossa de ouro no pescoço e usa demais o termo “irado”. Glory o

detesta e preferiria catar vômito com as próprias mãos a falar com ele. E

com razão, sério. Ele é um completo destruidor de lares, claramente tarado

por asiáticas. Além disso, conheceu a mãe da Glory no Facebook

Marketplace. Pois é.

— Vou ter que falar com ele. — Ele já está acenando.

— Deixa comigo. — Noora pega o celular e liga para Glory no viva-voz.

Glory atende e sai do carro.

— Oi, você tem algo importante pra me contar? — Ela passa pelo

dentista sem dizer uma palavra, sem nem fazer contato visual.

Comemoro em silêncio.

— Tenho. Superimportante — Noora diz. Glory está na metade do

caminho. O dentista está no carro. — Essa calça é pior ainda por trás.

Glory abre a porta de casa.

— Vai se foder — ela fala, sem emoção.

A porta se fecha.

— Sã e salva? — Noora pergunta.

— Sã e salva. Te amo.

— Também te amo. — Elas desligam.

Hansani é a próxima. Sua casa tem uma varanda trabalhada

artesanalmente que circunda a propriedade.

— Você tem uma alma bondosa e linda, Noora — ela diz, abrindo a porta

do carro.

Noora finge examinar as unhas.

— Eu não espalharia isso por aí, se fosse você. Vou negar. Daí todo

mundo vai te chamar de mentirosa e eu vou ficar com vergonha alheia.

Hansani dá risada e salta do carro.

Partimos. Noora acelera pelas ruas de Mount Shasta. Ela no volante é

uma mistura de Mario Kart com GTA. Neste preguiçoso domingo, já agarrei

o putaquepariu três vezes. Ela faz carinho no meu joelho.

— Não te vejo quieta assim desde que você terminou com Aquele-Que-

Não-Deve-Ser-Nomeado.

Ela está falando do Forest. Depois que descobri sobre a traição, ele me

acusou de ser emocionalmente distante. Eu disse que ele era um porco

disfarçado de gente. Não guardo ressentimentos. Não teríamos dado certo

mesmo. Ele gosta de garotas que não usam maquiagem. Eu gosto de caras

que não dizem o que a namorada deve fazer com o próprio corpo.

Forest definitivamente não é o motivo da minha chateação. Estou

tentando me convencer de que meu pai não recebeu meu e-mail. Não é a

primeira vez que invento justificativas para ele. Meu mantra durante os

últimos dezoito anos tem sido: Se soubesse que você existe, ele te amaria.

Eu poderia falar tudo isso para Noora, mas escolho dizer:

— Só estou focada em sobreviver a essa corrida. — Dou um sorriso

forçado. — Sem querer ofender.

Ela faz um bico e casualmente levanta o dedo do meio para mim.

— Foi um pouco ofensivo. Mas eu ficaria mais ofendida se não soubesse

que você só está se esquivando.

Como desgraça pouca é bobagem, acabo deixando escapar a verdade:

— Ele não me respondeu, Noora — desabafo, abatida. — Cometi um

erro colossal. Isto é pior que não saber quem é meu pai. Eu deveria ter

deixado pra lá. — Nova regra: nunca se arriscar. Arriscar é só para os

corajosos e insensíveis. Sabe, o que eu tinha na cabeça? Literalmente almoço a mesma coisa todos os dias. Meu Deus, estou morrendo.

Morrendo.

Noora muda de pista e sou jogada para o lado. Embora ela seja ótima na

escola, sei que passou por pouco no teste de direção.

Meu telefone notifica uma mensagem.

Mãe

Onde você está?

Eu

Com a Noora. Quase chegando.

 

Tem algumas ligações perdidas dela também. Entramos na minha rua e

Noora diminui a velocidade. Graças a Deus. Há carros estacionados no

gramado. Hummm.

— Jones deve estar dando uma festinha de novo — digo, distraída.

Ele está sempre organizando eventos, de jantares com produtos locais a

um pseudobacanal anual com a Família Arco-Íris, um grupo sazonal que se

reúne em Mount Shasta para promover paz, liberdade, respeito e tal. Eles

curtem dança, tambores e nudez. Já vi tetas balançando o suficiente para

fazer meus olhos sangrarem.

Estacionamos na garagem de cascalho atrás do Prius vermelho da minha

mãe. Outra mensagem apita.

Mãe

Não saia do carro

 

Tarde demais. O cascalho estala sob meus pés. Portas de carros batem.

Flashes são acionados. Então ouço meu nome.

— Princesa Izumi, aqui.

Viro feito uma idiota. Outro flash. Fico temporariamente cega. Pisco.

Minha visão volta ao normal. Na minha frente há um bando de repórteres. A maioria asiática. Alguns brancos. Reparo em um dos crachás. Imprensa.

Fofocas de Tóquio.

— Ai, meu Deus! — Noora exclama.

Ela também está meio paralisada. As chaves pendem de sua mão, sua

boca está escancarada, a mandíbula, totalmente aberta. Eu nunca a vi tão

surpresa assim. É glorioso, mas não tenho tempo para apreciar a novidade.

Estou cercada.

— Você vai para o Japão?

— Como foi crescer sem seu pai?

— Você sempre soube quem era seu pai?

Um braço envolve meu ombro.

— Izumi — minha mãe diz.

Noora acorda do transe e também coloca o braço no meu ombro. Juntas,

elas obrigam meu corpo duro feito uma tábua a virar, me conduzindo para a

varanda. Mais flashes. Uma enxurrada de perguntas. Meu nome é repetido

várias vezes — só que tem um detalhe: estão me chamando de “princesa”.

Princesa Izumi. Princesa Izumi. Princesa Izumi.

 

A porta bate com força. Estamos em casa. Estou momentaneamente

surda, do mesmo jeito que os tímpanos ficam meio prejudicados depois de

um show. Todas as minhas sinapses estão disparando em direções

diferentes. Me esforço para formar palavras, pensamentos. Tamagotchi não

para de latir e isso também não ajuda. Ótima hora para o meu cachorro

fedido e sonolento bancar o corajoso. Eu o pego no colo e o mando ficar

quieto.

— Eu te avisei para não sair do carro — minha mãe diz.

Sabe uma coisa que detesto? Quando minha mãe diz: “Eu te avisei”.

Lanço meu olhar mais fulminante para ela.

Noora se joga numa cadeira perto da janela.

— Isso foi intenso. — As cortinas estão fechadas, mas ainda dá pra ver

as sombras.

Não sou de falar palavrão, mas o momento parece apropriado.

— Que merda.

Alguém limpa a garganta.

Ah, não estamos sozinhas. Minha mãe chega para o lado. Há um grupo de

homens japoneses na mesa da cozinha. Todos os três vestidos de ternos

azul-marinho. Sabe, o uniforme padrão dos políticos de mais de cinquenta

anos. Eles levantam e com a maior naturalidade do mundo fazem

reverências profundas. Os sapatos de couro são polidos e brilhantes. E uau.

Eu nunca tinha reparado em como nosso piso de linóleo é amarelado e

nossos armários estão puídos — e não daquele jeito rústico e chique que

está na moda.

Um dos homens dá um passo à frente. É pequeno e usa óculos redondos.

— Hajimemashite, Sua Alteza. — Faz mais uma reverência.

Minha mãe sorri, meio apreensiva. Ela estende a mão para nos

apresentar.

— Izumi, Sua Excelência o Senhor Embaixador Saito, da Embaixada do

Japão. Ele veio de Washington, DC.

É tarde demais, mas agora lembro de um carro preto com bandeirinhas

estacionado lá fora. Não prestei muita atenção nele. Nota para mim mesma:

parar de ser tão autocentrada.

— Tentei te ligar — minha mãe diz.

— Você sabe que meu método preferido de comunicação é por meio da

palavra escrita — digo, entre dentes.

Mensagens. Mensagens de texto, mais especificamente.

Ela parece exausta. Pode ser porque está de pantufas de gatinho e uma

camiseta dizendo “A revolução será feminista” diante de um dignitário

estrangeiro. Eu não estou muito melhor. O traje oficial do Black Bear Diner

é moletom e camiseta larga. Mal consegui fazer um coque no cabelo hoje de

manhã. Mas pelo menos coloquei sutiã. Ponto pra mim.

Noora revira a internet pelo celular.

— Você está bombando na imprensa internacional.

O embaixador Saito diz:

— Pedimos desculpas por isso. Queríamos ter chegado antes, mas nosso

voo atrasou.

— Como descobriram? Como conseguiram nosso endereço?

O embaixador dá um passo à frente.

— Por uma infeliz reviravolta nos acontecimentos, mas que não era

totalmente inesperada. A imprensa japonesa é parecida com a americana e

tem seus meios de obter informações. O príncipe herdeiro lamenta que esta

situação não tenha sido tratada com discrição e envia suas mais sinceras

desculpas por não poder estar aqui. Além disso, ele pede perdão por

qualquer estresse indevido que isso tenha causado a você ou a sua mãe. Ele

gostaria que as circunstâncias fossem diferentes. — Certo. Então, sou mais

um segredinho sujo. — Ele também deseja que você vá encontrá-lo no

Japão.

Um dos homens à mesa tira um grande envelope do paletó e o entrega

para o embaixador Saito. O gesto é muito calmo e sutil. Tenho certeza de

que já vi algo assim em filmes de espionagem quando agentes trocam

informações confidenciais.

O embaixador Saito o oferece a mim com as duas mãos e uma

reverência. Minha mãe e Noora me observam atentamente. Pego o envelope. É pesado, branco e límpido. Meu nome está escrito em uma

caligrafia elegante.

 

Sua Alteza Imperial a Princesa Izumi

泉内親王殿下

 

O momento parece grandioso demais para nossa humilde casa de dois

quartos. Noora e minha mãe espiam por trás de mim e sinto a respiração

delas no pescoço. Espaço pessoal não existe entre melhores amigas e mães.

Deslizo o dedo sob o selo de cera, um crisântemo dourado. Dentro do

envelope há um cartão. A letra é cheia de firulas e nitidamente escrita à mão

com tinta preta. Outro crisântemo dourado decora o topo.

 

Em nome do Império do Japão,

Sua Alteza Imperial o Príncipe Herdeiro Toshihito solicita a sua filha,

princesa Izumi, a honra de visitá-lo em sua propriedade, o Palácio Tōgū.

 

O embaixador interrompe:

— O príncipe herdeiro gostaria de esclarecer que este convite está em

aberto. Ele ficará feliz em recebê-la quando lhe for conveniente.

Encaro minha mãe — seus olhos são piscinas escuras e impenetráveis. É

impossível decifrar seus pensamentos. Será que está relembrando as noites

em Harvard com meu pai, o homem estoico? Ou está preocupada com a

imprensa no nosso jardim, rasgando nosso véu de privacidade? Mas não

temos como voltar atrás agora. Só podemos seguir em frente.

— E a escola? — É tudo o que ela diz.

Engulo em seco.

Noora sorri. Seus pensamentos são muito mais transparentes. Vai. Vai.

Vai.

— O recesso de primavera está chegando. Zoom Zoom poderia emendar

essa semana com a outra — ela se intromete alegremente. — O semestre

final do último ano é basicamente encheção de linguiça. — Noora dá uma

cotovelada na minha mãe. — Nénão?

Minha mãe suspira, esfregando a testa.

— Acho que não vai ser o fim do mundo se você perder uma semana ou

duas. A escolha é sua, querida. Pense um pouco. Tenho certeza de que o

embaixador Saito não precisa de uma resposta neste instante.

O embaixador Saito está totalmente sereno.

— Claro. Leve o tempo que precisar.

Todos os olhos se voltam para mim. De repente O tempo que eu precisar

parece mais sessenta segundos.

Olho para o convite, mordo o lábio e fico pensando. Me permito

considerar a ideia de ir para o Japão, de ter um pai.

É definitivamente arriscado.

Vantagens: ter um pai e conhecer um país onde talvez eu me encaixe, me

misture, veja pessoas parecidas comigo na televisão. Seria tão bom entrar

em um restaurante e não ser minoria. Desvantagem: falhar em atender às

expectativas do meu pai e às minhas próprias. Basicamente, murchar e

minguar feito uma estrela morrendo. Coisa pouca.

Olho para cima. Observo as variadas expressões ao meu redor. Minha

mãe está reticente. O embaixador Saito está ansioso. Noora faz careta.

— Se você não for, não sei se posso dizer que te conheço de verdade.

Bem-vinda ao clube. Nem eu mesma me conheço de verdade.

— Vocês querem um tempo a sós? — minha mãe pergunta, já pronta para

levar o embaixador Saito e seu time até a porta.

— Não — digo. Minha mãe para. Olho para o embaixador. — Gostaria

de aceitar o convite do meu pai.

A sorte favorece os corajosos. Tem um ditado que diz isso, não tem?

— Ótimo — ele ronrona, e acrescenta que o príncipe herdeiro ficará

contente ao saber da minha resposta.

Tamborilo nas minhas pernas. Noora me abraça tão forte que me deixa

sem ar.

— Você não vai se arrepender.

Espero que não. Estar na beira de um penhasco deve ser assim, águas

nada seguras rugem abaixo. Estou instável, assustada e animada — viva e

no limiar. Posso acabar derrotada. Posso me reinventar.

Puta merda. Vou para o Japão.

FOFOCAS DE TÓQUIO

 

O escândalo imperial do século

 

21 de março de 2021

Todas as atenções deveriam estar voltadas para as núpcias do primeiro-ministro Adachi, mas a cena da noiva foi oficialmente roubada. Semanas atrás, a monarquia mais antiga e reservada do mundo foi abalada com notícias chocantes: Sua Alteza Imperial o Príncipe Herdeiro Toshihito descobriu uma filha ilegítima. E tem mais: ela foi criada nos Estados Unidos, sem ter ideia de suas raízes reais.

A Agência da Casa Imperial permaneceu alheia ao assunto, emitindo apenas um breve comunicado à imprensa após a divulgação da notícia. Quando questionadas sobre a mais nova adição à família imperial, as princesas gêmeas Akiko e Noriko (na foto, em uma viagem ao Peru como embaixadoras da boa vontade) se recusaram a comentar o caso. Elas têm preferido a discrição desde nossa matéria de 1o de março, que cobria o transtorno de adaptação de sua mãe, Sua Alteza Imperial a Princesa Midori. Mas todos estão se perguntando como as gêmeas vão reagir a essa intrusa, já que não estão acostumadas a dividir os holofotes.

Por outro lado, Sua Alteza Imperial o Príncipe Herdeiro Toshihito foi visto na inauguração da mais nova exposição do Museu de Arte de Mori, em Tóquio. Na ocasião, ele brindou à nova princesa e disse que estava ansioso para conhecê-la. Três meses atrás, o príncipe rompeu laços com a família e mudou-se da propriedade imperial, gerando bastantes comentários. Recentemente, ele voltou ao ninho depois que a Agência da Casa Imperial cortou sua pensão, segundo nossas fontes — o evento do museu marca seu primeiro compromisso oficial desde o retorno.

Agora, Sua Alteza Imperial a Princesa Izumi está a caminho do Japão (na foto, ao lado da mãe, no aeroporto internacional de São Francisco). A Borboleta Perdida está enfim vindo para casa, e todo mundo se pergunta: “Quem é essa arrivista americana? Como essa caipira vai se adaptar ao brilho e ao glamour da família imperial? Será que ela está pronta para a realeza?”. Só o tempo vai dizer…