Medicina Fetal – Estudo de Casos
Caso 3: Anencefalia
C A S O 3
Anencefalia
José Antônio de Azevedo Magalhães, Maria Teresa Vieira Sanseverino e Maria Mercedes Cardoso da Fonseca
Caso: ausência da formação da calota craniana acima das órbitas com
disrupção do tecido cerebral. (Figs. 3-1 a 3-3)
FIGURA 3-1 Ultrassonografia. Anencefalia: não se identifica o maciço ósseo acima das órbitas. Perfil.
FIGURA 3-2 Ultrassonografia. Transversal. Anencefalia.
FIGURA 3-3 F.M. Anencefalia.
Diagnóstico: ultrassonografia.
A partir de 12 semanas de idade gestacional com certeza. Antes,
suspeição.
Fazer medida do diâmetro biparietal e identificação de todo o perímetro
cefálico, atentando para sua completa integridade (exame normal).
Associação com polidrâmnio.
Diagnóstico diferencial: encefalocele.
Usualmente isolada, mas pode fazer parte das trissomias 18, 13 e
triploidia.
Etiologia: multifatorial.
A lei no Brasil: a partir de 2012, a interrupção da gestação nessa
circunstância ficou despenalizada; dependendo da manifestação da vontade
dos pais e de dois exames de ultrassom de autoria diferente com
comprovação deste diagnóstico por cortes longitudinal e transversal.
Prevenção: ácido fólico na dose de 4 a 5 mg/dia. Deve ser iniciado antes
da concepção e mantido até o fechamento do tubo neural.
Temos orientado para que o mesmo seja prescrito após a alta hospitalar
do encerramento de uma gestação com qualquer defeito de fechamento do
tubo neural.
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