Medicina Fetal – Estudo de Casos
Anexo III: Relatos de armadilhas, erros, enganos ou variações da normalidade nos exames ultrassonográficos
A N E X O I I I
Relatos de armadilhas, erros,
enganos ou variações da
normalidade nos exames
ultrassonográficos
José Antônio de Azevedo Magalhães
1. Espinha bífida oculta: ventriculomegalia de 12 mm e
mielomeningocele plana (não identificada).
2. Atresia de esôfago (não identificada) com estômago presente e fístula
tráqueo-esofágica. Na maioria dos casos tem essa apresentação.
3. Imperfuração anal (não identificada) com fístula retovesical.
4. Definição do sexo fetal através da visibilidade da genitália externa
pelo ultrassom a partir do II trimestre gestacional: quase sempre está
correto. Porém, deve-se lembrar da possibilidade de confusão com
micropênis/ hipospádias e clitoromegalia.
5. Uma estenose pequena da valva pulmonar por fusão dos folhetos pode
não ser identificada no ecocardiograma fetal.
6. No II trimestre gestacional, identificado o estômago no tórax, pensou-
se em hérnia diafragmática. Na evolução, estômago
normoposicionado e diagnóstico de sequestro pulmonar.
7. Gestação gemelar (um feto vivo e um feto morto) identificada como
trigemelar!
8. Cardiopatia: não identificada transposição de grandes vasos em dois
ultrassons convencionais e ecocardiografia fetal.
9. Ecocardiografia fetal normal: no RN identificados CIA e CIV
pequenas.
10. Ultrassom: pé torto. Ao nascimento: normal.
11. Idem caso anterior com oligodrâmnio.
12. Hiperecogenicidade do glomus do plexo coroide (normal) por uso
incorreto do ajuste de ganho do aparelho de ultrassom.
13. Três vasos no cordão umbilical (normal) identificados como agenesia
de artéria umbilical (dois vasos).
14. Laudo: rins tópicos. Correção: apenas um rim na sua loja renal (o
outro pode ser ectópico, por exemplo, pélvico ou não existir (agenesia
unilateral). Possibilidade da glândula adrenal ocupar o espaço do rim
ausente.
15. Em caso de rotura prematura das membranas, o polo cefálico pode
apresentar-se por moldagem, encaixamento, como falso positivo para
dismorfologia do mesmo.
16. Variações da normalidade no sistema nervoso central: cavo do septo
pelúcido.
17. Displasia esquelética ou osteocondrodisplasia pode ser confundida
com crescimento intrauterino restrito, abaixo do P3. No caso, havia
inserção velamentosa do cordão.
18. Espinha bífida rota pode não ser identificada no seu sítio. Apenas
suspeitada por alterações no polo cefálico.
19. Falso positivo para lesões císticas torácicas: vasos cortados em planos
inadequados e não emprego do Doppler para diagnóstico diferencial.
20. Falso negativo no ultrassom para coluna vertebral (espinha bífida
pequena), apenas identificada ventriculomegalia.
21. No ultrassom do III trimestre: gestação gemelar. Em exame anterior:
um feto. Estudo radiológico: gestação única.
22. Gestação de sete semanas: um saco gestacional, um feto e BCF único.
Com 12 semanas: gemelar acárdico.
23. No I trimestre: gestação gemelar e dicoriônica. Seguimento: gemelar
com feto acárdico (monocoriônica).
24. No III trimestre: falso positivo para lesão de sistema nervoso central
(cérebro, ventriculomegalia). RN normal. Por tomada de planos
incorretos nas medidas dos ventrículos.
25. Ecocardiografia fetal: tetralogia de Fallot (falso positivo). RN:
ecocardiografia normal.
26. Lembrar a possibilidade de regressão espontânea, por exemplo,
doença adenomatosa cística pulmonar, sequestro pulmonar,
pielectasia.
27. Na ecocardiografia fetal lembrar-se de que a dinâmica vascular pré-
natal difere no período pós-natal.
28. Sempre que for identificada uma doença cardíaca lembrar-se da
possibilidade de associação com alteração cromossômica.
29. Em casos de diástole ausente na artéria umbilical (demais vasos
normais) e ossos longos curtos pensar em associação com síndrome
de Down.
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