Medicina Fetal – Estudo de Casos
Caso 78: Síndrome de Larsen
C A S O 7 8
Síndrome de Larsen
José Antônio de Azevedo Magalhães e Maria Mercedes Cardoso da Fonseca
CASO: translucência nucal – 3,8 mm com 12 semanas. (Figs. 78-1 e 78-
2)
FIGURA 78-1 Flexão das articulações sustentada no início do II trimestre. Ultrassonografia.
FIGURA 78-2 Face plana, pés tortos, artrogripose, hipertelorismo. Exame PM.
Ultrassom morfológico (suspeição): acinesia, flexão sustentada, desvio
das articulações, face aplanada, prega nucal aumentada, hipoplasia da
fíbula, pés tortos, dolicocefalia, artrogripose (contratura dos tecidos moles
que causam deformidades fixas das articulações), CIUR.
Cariótipo: normal.
Oligodrâmnio grave com 28 semanas.
Natimorto. Peso: 900 g.
Exame PM: articulações fixas e displasias ósseas, malformação de coluna
vertebral, hipertelorismo, hipoplasia pulmonar, CIUR.
Neste caso, desenvolvimento de forma letal rara.
Diagnóstico diferencial: patologias que cursem com artrogripose como
desordens neurológicas, musculares ou síndrome do pterígeo múltiplo. Ou
ainda com associação a oligodrâmnio.
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